TRUMP REAGE À NEGATIVA DA EXXONMOBIL EM INVESTIR NA VENEZUELA MESMO SOB GARANTIAS DE SEGURANÇA AMERICANA
O presidente Donald Trump não gostou nada nada da sinceridade do presidente da ExxonMobil durante a reunião com as petroleiras na Casa Branca, na semana passada. Trump pareceu meio frustrado, porque acreditava que a ExxonMobil e a ConocoPhilips, que tiveram grandes prejuízos quando tiveram seus bens nacionalizados pelo ex-ditador Hugo Chavez, fossem as primeiras a aderir aos investimentos para reerguer a indústria de petróleo da Venezuela. Agora, o presidente americano disse que está “inclinado” a manter a ExxonMobil fora da Venezuela, depois que seu principal executivo se mostrou cético em relação aos investimentos em petróleo no país após a queda do ex-presidente Nicolás Maduro.
“Não gostei da resposta da Exxon”, disse Trump aos repórteres a bordo do Air Force One ao partir de West Palm Beach, na Flórida. “Eles estão sendo muito
espertinhos.” Durante a reunião com os executivos do setor petrolífero, Trump tentou acalmar as preocupações das empresas e disse que elas negociariam diretamente com os Estados Unidos, em vez de com o governo venezuelano. Alguns, no entanto, não ficaram convencidos. “Se analisarmos as estruturas e os mecanismos comerciais vigentes hoje na Venezuela, veremos que o país é inviável para investimentos”, afirmou Darren Woods (foto à direita), CEO da ExxonMobil, a maior empresa petrolífera dos EUA.
Trump assinou uma ordem executiva que visa garantir que a receita do petróleo venezuelano permaneça protegida contra o uso em processos judiciais. A ordem executiva, tornada pública no sábado (11), afirma que, se os fundos forem confiscados para tal fim, isso poderá “prejudicar os esforços cruciais dos EUA para garantir a estabilidade econômica e política na Venezuela”. A Venezuela tem um histórico de confisco de bens estatais,
sanções americanas em curso e décadas de incerteza política.
Atrair investimentos de empresas petrolíferas americanas para a Venezuela e ajudá-las a reconstruir a infraestrutura do país é uma das principais prioridades do governo Trump após a prisão de Maduro. A Casa Branca está enquadrando o esforço para “governar” a Venezuela em termos econômicos, e Trump apreendeu petroleiros que transportavam petróleo venezuelano, afirmou que os EUA assumirão as vendas de 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano anteriormente sancionado e planeja controlar as vendas em todo o mundo indefinidamente.
CUBA REAGE
O atual ditador cubano, Miguel Dias Canel, fez uma manifestação pública através do seu canal na rede social X. Ele
rebateu o presidente do Estados Unidos ao afirmar que o país “é uma nação livre, independente e soberana e que ninguém dita o que fazemos”. Trump disse que “não haverá mais petróleo da Venezuela nem dinheiro indo para Cuba”, acusando a ilha de depender de recursos venezuelanos em troca de serviços de segurança ao governo de Caracas. “Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais”, afirmou Trump em uma publicação na rede social Truth Social. Sem o petróleo venezuelano, resta apenas o fornecimento mexicano, mas os Estados Unidos também se voltaram para combater o narcotráfico no México e poderá estender um bloqueio ao fornecimento de petróleo para Cuba. Sem petróleo ou combustíveis, não haverá energia e água. A situação no país tende a agravar-se ainda mais.
Dias Canel disse ainda que “Cuba não ataca; tem sido atacada pelos EUA durante 66 anos, e não ameaça; prepara-se, pronta para defender a pátria até a última gota de sangue. Eles não têm autoridade moral para apontar o dedo para Cuba em nada, absolutamente nada, aqueles que transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas.” Ele também responsabilizou os EUA pelas dificuldades econômicas vividas pela ilha. “Aqueles que culpam a revolução pelas severas dificuldades econômicas que sofremos deveriam se envergonhar de se calar. Porque eles sabem, e reconhecem, que essas dificuldades são resultado das medidas draconianas de estrangulamento extremo que os EUA nos impuseram,” esquecendo que, com esta afirmação, ele entrega a salvação do seu regime comunista ao capitalismo norte-americano.

publicada em 12 de janeiro de 2026 às 12:00 






Vamos lá… O Executivo da Petroleira Americana esta certíssimo! Um Pais com alto risco e insegurança jurídica. Um petroleo de péssima qualidade. O mercado internacional com margens de preços do barril que nao justifica a extração daquele petróleo. Em somente 3 anos que ainda restam ao mandato do Presidente Trump, que é quem está dando essas garantias nao são suficientes para sequer amortizar os pesados investimentos e muito menos dar lucros, sim, porque quem garante que após esse período o País vai se manter estável? Por isso e outros fatores há de se respeitar o objetivo e os compromissos das… Leia mais »