TIDEWATER ANUNCIA COMPRA DA WILSON SONS ULTRATUG POR US$ 500 MILHÕES DE OLHO NO MERCADO BRASILEIRO
A operadora norte-americana Tidewater firmou um acordo definitivo para adquirir a totalidade das ações da Wilson Sons Ultratug e de sua afiliada Atlantic Offshore Services, em uma transação avaliada em aproximadamente US$ 500 milhões, incluindo a assunção das dívidas existentes.
A frota da Wilson Sons Ultratug é composta por 22 platform supply vessels (PSVs). Após a conclusão da operação, a Tidewater passará a deter 213 offshore support vessels (OSVs), elevando sua frota global total para 231 embarcações, incluindo crew boats, rebocadores e embarcações de manutenção.
A aquisição também expandirá a atual presença da Tidewater no Brasil, passando de seis para 28 embarcações no país. Segundo a companhia, a frota da Wilson Sons Ultratug — composta por 19 embarcações construídas no Brasil — permitirá à Tidewater internalizar navios de bandeira estrangeira sob o Registro Especial Brasileiro (REB).
“O mercado brasileiro de embarcações offshore é um dos maiores e mais atraentes do mundo, e a incorporação da Wilson Sons Ultratug à frota da Tidewater fortalecerá nossa presença no país. A Wilson Sons Ultratug tem excelente reputação como armadora e operadora, com uma frota que está entre as mais impressionantes do mundo atualmente. Hoje, 21 das 22 embarcações da Wilson Sons Ultratug estão ativas e operando no Brasil, permitindo à Tidewater comercializar essa nova base de ativos”, afirmou Quintin Kneen, presidente e CEO da Tidewater.
Pelos termos da transação, a Tidewater adquirirá todas as ações em circulação da Wilson Sons Ultratug mediante pagamento em dinheiro, com recursos provenientes de caixa disponível. Está previsto também que a dívida existente da WSUT, de aproximadamente US$ 261 milhões em 30 de setembro de 2025, seja incorporada à operação. Já aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Tidewater, a conclusão da transação é esperada para o fim do segundo trimestre de 2026, sujeita às aprovações regulatórias necessárias e a outras condições usuais de fechamento, incluindo aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

publicada em 23 de fevereiro de 2026 às 20:00 




