SEATRIUM ACELERA DESINVESTIMENTOS EM BUSCA DE CORTES DE DESPESAS E OTIMIZAÇÃO DE PORTFÓLIO DE ATIVOS
A Seatrium anunciou uma nova rodada de desinvestimentos como parte de sua estratégia de corte de custos, otimização do portfólio e racionalização de ativos não essenciais. Segundo o grupo, as alienações — que se somam às vendas recentes do estaleiro AmFELS, no Texas, e de embarcações de suprimento para plataformas de GNL — devem gerar economia operacional anual de quase US$ 40 milhões após a conclusão das operações. Todas as transações têm previsão de fechamento até o início de 2026. A iniciativa acelera o plano de reestruturação do portfólio da empresa, com foco na redução de custos, melhor aproveitamento de ativos e fortalecimento da competitividade. Com uma estrutura mais enxuta e presença estratégica de estaleiros, centros de engenharia e tecnologia, a Seatrium diz que quer ficar mais preparada para atuar com agilidade e capturar novas oportunidades, entregando valor sustentável no longo prazo.
A companhia informou ainda que identificou outros ativos não estratégicos para possíveis alienações e seguirá avaliando oportunidades para simplificar a estrutura e reforçar a resiliência financeira. Em janeiro de 2026, a Seatrium concluiu a venda de uma frota de 17 rebocadores em Singapura por US$ 82 milhões. Além da venda, a Seatrium firmou acordo com a KST Maritime para a prestação de serviços de reboque aos seus estaleiros em Singapura, garantindo continuidade operacional. A companhia destaca que o modelo terceirizado deve proporcionar maior eficiência de custos no longo prazo. A conclusão da operação está prevista para o primeiro trimestre de 2026.
Também em janeiro de 2026, o grupo vendeu o dique flutuante Can-Do 2, ativo classificado como não estratégico e que estava ancorado no Crescent Yard, por aproximadamente US$ 12,6 milhões. Com a conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2026, a Seatrium estima reduzir despesas relacionadas a licenças, seguros e custos operacionais do ativo.
Em dezembro de 2025, a companhia vendeu o estaleiro de Karimun, localizado na ilha de Karimun, na Indonésia, por US$ 17,3 milhões. A venda concentra as operações da Seatrium na Indonésia no estaleiro de Batam, considerado estratégico para o atendimento regional. O valor foi definido após negociações em condições de mercado e será pago integralmente em dinheiro. Os ativos foram vendidos no estado em que se encontram e já estavam integralmente depreciados.
A conclusão da operação também é esperada para o primeiro trimestre de 2026, sujeita às condições habituais de fechamento. A maior parte dos contratos de arrendamento de terras em Karimun vence em setembro de 2026, e as atividades no local vinham sendo gradualmente reduzidas, com a transferência dos trabalhos para outras unidades do grupo.
Por fim, a Seatrium informou ainda que deve concluir, até o primeiro trimestre de 2026, a venda do Crescent Yard, em Singapura, por US$ 9,8 milhões, após o exercício de opção de compra concedida à Mooreast Holdings Ltd. em junho de 2024. Com o conjunto das operações, a companhia afirma que vai reforçar sua estratégia de foco em ativos estratégicos e melhoria da estrutura de capital e custos, buscando maior eficiência operacional e geração de valor aos acionistas no longo prazo.

publicada em 24 de fevereiro de 2026 às 5:00 




