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PETROBRÁS DIZ QUE NÃO ESTÁ NEGOCIANDO COM A FUP ENVIO DE PETRÓLEO PARA CUBA, QUE VIVE CAOS IMINENTE

Representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e do Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba entregaram uma carta à presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, solicitando que a companhia avalie a possibilidade de fornecimento de petróleo e derivados a Cuba. A entrega, segundo comunicado das três entidades, ocorreu durante ato realizado em frente ao Edifício Senado (Edisen), sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro. No documento, elas argumentam que Cuba enfrenta agravamento de sua crise energética, com impactos sobre serviços essenciais e atividades econômicas. A carta solicita a abertura de diálogo institucional, para analisar alternativas viáveis, observando os marcos legais, regulatórios e comerciais aplicáveis. Os signatários defendem que eventual iniciativa poderia ser avaliada sob a perspectiva de cooperação internacional e assistência humanitária, alinhada aos princípios da política externa brasileira previstos na Constituição Federal. A carta também menciona que o volume anual de petróleo consumido por Cuba representaria parcela reduzida da produção brasileira, sustentando que haveria capacidade produtiva para eventual atendimento, caso a medida seja considerada viável técnica e juridicamente. Durante a mobilização, os organizadores informaram que aguardam posicionamento formal da Petrobrás sobre o pleito.

A princípio os petroleiros pediu uma audiência com o diretor  da Petrobrás Claudio Schlosser, mas não foram atendidos. Decidiram fazer uma manifestação e protocolaram a entrega de uma carta endereçada à presidente Magda Chambriard. Mas já se sabe se a companhia responderá formalmente: “ A Petrobrás não está em tratativas com a FUP a respeito da

Magda não trata de petróleo para Cuba com petroleiros, mas sente a pressão de Lula

venda de combustíveis para Cuba.” Se depender do presidente Lula, que pode se encontrar com o presidente Donald Trump em março, mas ainda sem data agendada, este assunto será um dos itens das reivindicações que o presidente fará. Ele é amigo pessoal dos ditadores cubanos e quer ajudá-los a enfrentar a crise, que chegou a um ponto quase sem volta. Cuba vive o pior caos de sua história, vivenciando os resultados de sua política socialista. Até os ditadores no poder e seus familiares já estão sofrendo a falta de produtos importados exclusivamente em suas mesas.

 CATÁSTROFE IMINENTE

A realidade de Cuba é de longas filas para conseguir combustível, que não existe, apagões, hospitais sem eletricidade,  famílias que viajam quilômetros a pé, de bicicleta ou em carroças para obter o mínimo necessário. Os ônibus pararam de circular por falta de combustível. Em todas as cidades não há mais recolhimento de lixo, que se espalha pelas ruas, causando mau cheiro, atraindo animais peçonhentos. O apagão deixou equipamentos essenciais fora de serviço, incluindo lâmpadas cirúrgicas, máquinas de anestesia e berços de reanimação neonatal nos hospitais. Desde janeiro de 2026, a situação começou a piorar.

A agricultura cubana

Os trabalhos de irrigação não estão funcionando, pois a eletricidade que alimenta as bombas de irrigação está indisponível. Várias cooperativas têm fornecimento de eletricidade apenas por duas horas diárias. Elas estão sendo obrigadas a manter mais da metade de suas terras agrícolas sem cultivo. Sementes, mesmo de baixa qualidade, e fertilizantes químicos não estão disponíveis. Os agricultores estão sendo obrigados a usar lenha e carvão para cozinhar seus alimentos. Os efeitos do bloqueio energético são sem precedentes. Já são visíveis nas ruas, com uma diminuição significativa do tráfego de veículos particulares e do transporte urbano, enquanto diversas companhias aéreas internacionais cancelaram seus voos devido à impossibilidade de reabastecimento. Os cortes de energia que frequentemente ultrapassam 20 horas por dia em várias regiões do país.

Setores produtivos como a agricultura, a indústria e os serviços, já fragilizados há vários anos, são forçados a interromper ou reduzir as operações devido à falta de eletricidade e hidrocarbonetos, o que alimenta a inflação, a escassez e a agitação social. A dor causada pelo bloqueio do petróleo agrava a ferida de 67 anos de uma ditadura sanguinária, opressiva. Os números monetários refletem o sofrimento e a angústia. O total das perdas de Cuba ao longo dos anos, segundo cálculos cubanos, chega US$ 170 bilhões, o que, com a inflação, equivale a US$ 2,10 trilhões. De março de 2024 a fevereiro de 2025, o bloqueio dos EUA causou perdas de US$ 7,5 bilhões,  um aumento de 49% em relação ao ano anterior.

OS DITADORES TENTAM RESPONDER

O ditador representante da família Castro, Miguel Diaz-Canel, parece uma barata tonta. Não sabe o que fazer e está percebendo que nem as suas ordens autoritárias para punir manifestantes que protestam nas ruas com prisões arbitrárias e violentas, não está dando mais dando resultado.  A fome impera na população que não tem para onde recorrer, a não ser às igrejas católicas que estão recebendo doações do governo americano para distribuir entre a população. A mesa dos ditadores  já não tem a fartura habitual e os alimentos também estão sendo contados. Em uma coletiva de imprensa realizada por Miguel Díez Canal, ele delineou os planos de emergência elaborados pelo Bureau Político do Partido Comunista, pelo Conselho de Defesa Nacional e pelo Conselho de Ministros. Os chefes de diversos ministérios apareceram na televisão nacional para explicar   ao povo cubano  “ as mudanças que estavam por vir.” Quase todas irreais:

Energia e combustíveis –  “Os combustíveis derivados do petróleo serão destinados preferencialmente a serviços públicos essenciais e atividades econômicas

O país está mergulhado na escuridão

indispensáveis. A geração de eletricidade dependerá inteiramente do petróleo bruto e do gás natural cubanos, além de fontes de energia renováveis( mínima). A venda de gasolina será ajustada de acordo com a disponibilidade. Cerca de 20.000 residências receberão seus próprios painéis fotovoltaicos(irreal). Serão oferecidos incentivos econômicos para o desenvolvimento de fontes de energia renováveis (irreal). Parques solares fotovoltaicos são uma prioridade de investimento( irreal).

Saúde  – Os serviços básicos de saúde são priorizados, especialmente o atendimento de emergência, a saúde materno-infantil e os programas de tratamento do câncer. O serviço “Medibus” continuará em funcionamento para garantir o acesso aos cuidados de saúde. O Ministro da Saúde Pública, José Ángel Portal Miranda, mencionou ajustes na alocação de pessoal, redução de cirurgias não urgentes, diminuição do tempo de internação hospitalar, redução de transferências para unidades de saúde de maior complexidade, fortalecimento do sistema de médicos de família, reserva de exames diagnósticos principalmente para casos urgentes e uso da telemedicina. Tudo isso, no papel. Não há energia nem para os hospitais.

Produção de alimentos –  As Províncias e os municípios terão novas responsabilidades. A produção de alimentos será diversificada. Foram mencionadas hortas urbanas e familiares, tração animal e irrigação movida a fontes de energia renováveis(irreal).

Outras prioridades  – O desenvolvimento dos recursos próprios de Cuba é uma consideração. A ditadura quer  atividades que gerem moedas necessárias para o desenvolvimento econômico e social, proteção das fontes de água e da qualidade da água, produção industrial que atraia divisas estrangeiras, preparação para a defesa e segurança interna, e a manutenção da operação de portos e aeroportos para receber remessas de combustível, alimentos e suprimentos médicos(seja lá o que for isso).

Emprego  – Estão previstas alterações nas viagens, bem como medidas para o trabalho remoto ou em casa, virtualmente. As atividades administrativas, tanto estaduais quanto não estaduais, ocorrerão quatro dias por semana, e não cinco(irreal).

Diversos  – Novas limitações se aplicam à programação cultural e esportiva. Mas, “após análise exaustiva”, foi determinado que a Série Nacional de Beisebol continuará, “pois agora estamos na semifinal”. As mudanças na educação incluem: horários com carga horária reduzida, alocação de professores com base na proximidade das escolas e consolidação dos períodos letivos.

PEDIDOS EXTERNOS

Partidos políticos de esquerda, organizações de cubanos residentes no exterior, a Federação  Sindical Mundial e outros grupos e alianças emitiram declarações de solidariedade, a pedido da ditadura cubana.  Cerca de 200 figuras de destaque do entretenimento, acadêmicos e ativistas nos Estados Unidos, incluindo 20 membros do Conselho Municipal de Nova York, endossaram um “Apelo à Consciência – Deixem Cuba Viver”. Quarenta e cinco “Acadêmicos em Solidariedade com Cuba” assinaram uma declaração opondo-se às sanções americanas e defendendo a independência de Cuba, assim como foi feito pelo movimento dos petroleiros brasileiros.

ONGs, sindicatos, governos e grupos humanitários  estão enviando ajuda material a Cuba. O governo da Espanha entregou alimentos e produtos de saúde a Cuba por meio das Nações Unidas. A África do Sul forneceu alimentos e medicamentos no valor de US$ 3,2 milhões. A União Europeia enviou suas doações no valor de US$ 3 milhões por meio da Igreja Católica. Dois navios da Marinha mexicana chegaram a Havana em 13 de fevereiro com 814 toneladas de alimentos e suprimentos médicos. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum(esquerda), indicou que os carregamentos continuarão e que uma “ponte aérea” transportará suprimentos de outros países para Cuba. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian(direita), declarou o apoio de seu país a Cuba; 90 mil toneladas de arroz estão sendo enviadas para Cuba. Um empréstimo de 80 milhões de dólares está a caminho.

O Comboio  Nuestra América  representa uma coalizão internacional de organizações organizada pela Internacional Progressista para levar ajuda humanitária a Cuba. A flotilha e os aviões chegam a Havana em 21 de março. O apoio internacional a Cuba tem sido insuficiente. A União Europeia  anunciou  um auxílio humanitário de 123 milhões de euros para a América Latina e o Caribe em 2026. A ajuda para a região do Caribe divide-se em 23 milhões de euros para o Haiti e apenas 4 milhões de euros para os demais países, incluindo Cuba. O petróleo é crucial para o funcionamento e a integridade das sociedades modernas em qualquer lugar do mundo. Mas Cuba é realidade na veia do socialismo sem liberdade que

O Coronel neto de Raul Castro e os passeios de barco pelo Caribe

 resulta num país como o que está sendo visto pelo mundo. A realidade  só não é pior doque  a Alemanha Oriental viveu durante a Guerra Fria.  A trajetória de Cuba é igual. País sem liberdade para o povo, que depende das concessões de uma ditadura violenta que se locupleta, desviando dinheiro para o exterior, vivendo as delícias que a riqueza póde proporcionar, como o Coronel “Cangrejo”, neto e segurança de Raul Castro, que comanda a fortuna dos altos militares cubanos em paraísos fiscais no Caribe.   Condena o capitalismo americano, reclama dele, mas sente falta e apela para que ele o sustente.

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