ABDAN E OUTRAS ASSOCIAÇÕES INTERNACIONAIS ASSINAM DECLARAÇÃO CONJUNTA EM DEFESA DO PAPEL DA NUCLEAR NA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
A Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) e outras 24 entidades internacionais representativas do setor assinaram hoje (10), na França, uma declaração conjunta reafirmando o papel da energia nuclear como um dos pilares de sistemas energéticos sustentáveis, seguros e resilientes. A iniciativa, liderada pela associação francesa GIFEN, reúne organizações de 22 países da Europa, Ásia e Américas que desenvolvem ou avaliam o uso da energia nuclear para fins civis.
“A assinatura desse documento reforça o entendimento de que a energia nuclear tem papel relevante na transição energética global. Para o Brasil, trata-se de uma fonte estratégica, capaz de contribuir para a segurança do sistema elétrico e para a redução das emissões. O país reúne condições para ampliar o uso dessa tecnologia, contribuindo para a segurança energética e para os objetivos de descarbonização“, declarou o presidente da ABDAN, Celso Cunha (foto principal).
Em um momento marcado pela intensificação das mudanças climáticas e pelo crescimento contínuo da demanda global por energia, o setor reafirma, por meio dessa mobilização coletiva, seu compromisso com a energia nuclear como elemento central de sistemas energéticos sustentáveis, seguros e resilientes. Os signatários lembram que a energia nuclear é um dos poucos meios capazes de produzir grandes quantidades de eletricidade de baixo carbono de forma contínua e despachável.
A indústria nuclear reiterou também seu apoio ao objetivo de triplicar a capacidade global da fonte até 2050 e destacou que alcançar a neutralidade de carbono exigirá a implantação em larga escala de todas as soluções de baixo carbono. Nesse contexto, a energia nuclear representa um instrumento estrutural para diversificar sistemas energéticos e reduzir de forma duradoura a dependência de combustíveis fósseis.
“Por meio desta declaração conjunta, a indústria nuclear global reafirma em Paris seu compromisso coletivo de contribuir para a soberania energética e econômica das nações, bem como para a ação climática. À medida que a demanda por eletricidade de baixo carbono continua a crescer em todo o mundo, a energia nuclear se consolida cada vez mais como uma energia do futuro — na qual a indústria francesa se destaca por sua oferta abrangente, cadeia industrial integrada e forte ecossistema de inovação”, disse o presidente da GIFEN, Xavier Ursat.
A assinatura ocorreu durante o evento Global Nuclear Energy Summit, que está recebendo autoridades da França e do exterior, incluindo o presidente Emmanuel Macron e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi.

publicada em 10 de março de 2026 às 11:00 




