REFINA BRASIL ESTÁ PREOCUPADA COM A VOLATILIDADE DOS PREÇOS DO PETRÓLEO E FAZ ALERTA SOBRE IMPORTAÇÕES DE COMBUSTÍVEIS
A Refina Brasil, associação que representa as refinarias privadas no país, está fazendo um alerta sobre o movimento da Petrobrás em ter prudência e segurar o repasse da alta do petróleo para os preços internos. Para a entidade, esta espera pode gerar desorganização no mercado de combustíveis e levar até mesmo à responsabilização judicial da empresa. A advertência foi feita por Evaristo Pinheiro, presidente da associação, que reúne as refinarias Acelen (Bahia) e Ream (Amazonas). Em função da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã há muito volatilidade no preço do barril de petróleo. Na segunda-feira (9) esteve na beira de US$ 120, mas hoje (11), por exemplo, no final tarde, a cotação do Brent estava em torno de US$ 92 dólares. A guerra está se desenrolando rapidamente e tudo leva a crer que o Irã não suportará por muito tempo o domínio massivo dos americanos e dos israelenses. Por isso mesmo é preciso calma. De acordo com cálculos do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), considerando os preços do petróleo de segunda-feira (9) e a taxa de câmbio atual, o preço de refinaria da gasolina vendida pela Petrobrás ficou R$ 1,50 por litro abaixo da paridade internacional. Isso representa uma defasagem de 36,5%. Mas dois depois, o panorama é completamente diferente.
Hoje a FUP – a Federação dos Petroleiros, divulgou uma nota envolvendo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) de que empresas podem
suspender importações de gasolina e diesel caso a Petrobrás não aumente os preços no Brasil. Oficialmente a associação não divulgou nada a respeito até agora. A FUP diz, no entanto, que “a ameaça representa uma tentativa de pressionar o mercado por meio da redução artificial da oferta, o que pode colocar em risco o abastecimento do país.” A Federação alerta que “ameaçar reduzir a oferta de combustíveis para forçar reajustes pode configurar prática anticoncorrencial, ao manipular artificialmente o mercado. A conduta pode violar a Lei de Defesa da Concorrência (Lei 12.529/2011) e, dependendo das circunstâncias, pode caracterizar, eventualmente, como crime contra a ordem econômica, previsto na Lei 8.137/1990, que proíbe limitar a oferta de produtos para provocar aumento de preços.”

publicada em 11 de março de 2026 às 17:30 





Se tá ruim pra exportar, venda por aqui! E têm que seguir a determinação do governo. Aqui no Brasil, pode até não parecer, mas tem regras! Regras que têm que ser cumpridas por todos os cidadãos que aqui residem ou trabalham! Se eu fosse do governo, não teria essa conversinha mole, não! Vão fazer assim, ou meto tantas multas por desobediência que inviabilizaria o negócio de vocês. Quem sabe até estatizaria a empresa de vocês. Aí eu ia querer ver o mimimi na internet!