NAO DELETAR
HMFLOW

IEN COMUNICA REGISTRO DE FUMAÇA DENSA NO REATOR DE PESQUISA IEA-R1, EM SÃO PAULO

O Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) informou que, na última segunda-feira (23), foi registrada a detecção de fumaça densa pelo sistema de combate a incêndio do reator de pesquisa IEA-R1, do IPEN/CNEN, em São Paulo. Havia poucas pessoas no interior do prédio no momento da ocorrência, que foi evacuado. Em seguida, foi realizada a conferência do contingente com base nos registros eletrônicos de acesso.

Segundo a instituição, não foi identificado foco de incêndio, mas sim a presença de fumaça densa na sala de controle da instalação. A avaliação preliminar indica a possibilidade de sobreaquecimento em painéis de distribuição com componentes elétricos. Uma análise detalhada será conduzida para apurar as causas do incidente.

Após o registro, foram acionadas a brigada de incêndio — formada por equipes do IPEN/CNEN e do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) —, além do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar e equipes de proteção radiológica, logística e segurança física do instituto.

“A equipe de operação identificou ocorrência de fumaça, desligou a alimentação de energia elétrica do prédio do reator de pesquisa e adotou as medidas previstas em protocolo de segurança. Em resposta à ocorrência, os bombeiros atuaram rapidamente no local, devidamente equipados”, informou o IEN.

A entidade destacou ainda que o reator estava desligado no momento do incidente. Mesmo assim, alguns sistemas permaneciam energizados para garantir condições seguras de operação, como os sistemas de refrigeração dos circuitos primário e secundário e o de aquisição de dados operacionais.

Os módulos de controle possivelmente afetados passarão por avaliação técnica, com acompanhamento da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). A Presidência da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) comunicou o ocorrido à ANSN, e equipes técnicas das duas instituições atuarão em conjunto na análise do evento e na definição das medidas necessárias para o restabelecimento seguro dos sistemas e a futura operação do reator IEA-R1.

Inscrever-se
Notificar de
guest
5 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Drausio Lima Atalla
Drausio Lima Atalla
1 mês atrás

Para um observador distante, tudo cheira mal, a saber. Fumaça na sala de controle indisponibiliza a mesma, que perdeu sua função, controlar o reator; a energia para o prédio do reator foi cortada, criando um blackout out e possivelmente indisponibilidade dos sistemas de segurança, adicionalmente também a instrumental pode ter sido perdida, impedindo o monitoramento de parâmetros, principalmente da potência do reator e da temperatura. O reator além de black out pode ter ficado cego, sem ninguém saber o estado da máquina; o reator tem urânio enriquecido a 20%, percentual expressivo e com muita reatividade; a moderação se faz com… Leia mais »

Drausio Lima Atalla
Drausio Lima Atalla
1 mês atrás

IPEN/CNEN. Em casa de ferreiro, espeto de pau.

Drausio Lima Atalla
Drausio Lima Atalla
1 mês atrás

O reator é velho, mais de meio século. Tudo, cabos, instrumentos, bombas, tubulações, monitoração pode ou não ter sido atualizadas ao longo do tempo. Espero que o fato de ser venho me faça ficar preocupado demais, tudo na energia nuclear, principalmente com uma massa de urânio enriquecido a 20% (Angra não chega a 5%) deve ser tratada com total aversão ao risco. Perto de um reator, o risco não é tolerável. Será que parte de nossa população doente está sendo tratada com radioisoótopos ativados por uma máquina velha, desatualizada, caduca e mal localizada?

Drausio Lima Atalla
Drausio Lima Atalla
1 mês atrás

Enquanto isso, nosso projeto de reator multipropósito (moderníssimo mas inexistente) não sai do papel há décadas. O que há de errado conosco?

Drausio Lima Atalla
Drausio Lima Atalla
1 mês atrás

Foi dito que o reator estava desligado, uma afirmação sofismática. Uma vez ligado a primeira vez, um reator nuclear jamais se desligará, ainda mais com um núcleo com 20% de enriquecimento, nesta altura além do urânio, bastante plutônio também. Ele demandará cuidados, principalmente refrigeração e monitoração até que seja desmontado no descomissionamento. O reator devia estar com baixa potência, jamais desligado, sem sofismas.