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DIANTE DE CENÁRIO GEOPOLÍTICO CONTURBADO, FÓRUM DO GÁS PROPÕE UM PACTO PARA AMPLIAR OFERTA DE GÁS NO BRASIL

O Fórum do Gás, que reúne várias associações empresariais que utilizam o gás natural como insumo, divulgou nesta segunda-feira (6) uma nota pública para propor um pacto nacional pelo gás natural, envolvendo o governo federal, o Congresso Nacional, os governos estaduais, assembleias legislativas, agências reguladoras, produtores, transportadores, distribuidores, consumidores e comercializadores. Segundo a entidade, o objetivo é ampliar a oferta de gás natural no mercado brasileiro, aumentar a concorrência e reduzir o custo das infraestruturas.

A instituição afirmou que o cenário internacional está marcado por instabilidade geopolítica, no qual a energia — e, em especial, o gás natural — ocupa papel central nas disputas entre nações. “A guerra no Oriente Médio reforça uma lição inequívoca: países que não garantem sua soberania energética tornam-se mais vulneráveis, menos competitivos e mais expostos a crises externas”, disse o fórum. A entidade declarou ainda que os efeitos da guerra já estão sendo sentidos pelos consumidores de gás natural no Brasil.

O preço vai subir mais de 50%, já que a maior parte dos contratos de gás natural é atrelada ao petróleo. Essa indexação é evidência de um mercado com pouca concorrência e dependente das importações. Temos de mudar esse cenário. Para isso, é necessário aumentar a oferta e a competição. O Brasil tem abundância em reservas de gás natural. Ainda assim, seguimos convivendo com um paradoxo inaceitável: mais da metade do gás natural produzido é reinjetada e acabamos sendo obrigados a importá-lo, pagando muito mais caro, desnecessariamente”, ponderou.

O Fórum do Gás ressalta ainda que, em 2026, o Brasil reinjetou mais de 100 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia — o que equivale ao triplo do consumo industrial. Segundo a entidade, parte desse volume poderia estar sendo direcionada ao mercado para impulsionar a economia, fortalecer a indústria e gerar empregos de qualidade.

A instituição afirma que aumentar a competitividade do gás natural ajudará a reindustrializar o Brasil, garantindo insumo competitivo para setores intensivos em energia, bem como gerar emprego e renda, com cadeias produtivas mais dinâmicas e investimentos ampliados. “O gás natural é o combustível da transição energética e pode ser também o combustível do desenvolvimento brasileiro. Mas, para isso, é preciso ação coordenada, visão estratégica e compromisso com o presente e o futuro do país. É hora de transformar potencial em prosperidade. O momento de agir é agora”, finalizou o fórum.

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