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COMEÇAM AS NEGOCIAÇÕES ENTRE ESTADOS UNIDOS E IRÃ E ISRAEL EXPULSA A ESPANHA DO CENTRO MILITAR DE PLANEJAMENTO DE PAZ

O Paquistão reforçou a segurança em Islamabad onde serão realizadas as negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra. O cessar-fogo ainda está valendo tecnicamente, mas na prática, Israel estava bombardeando os terroristas do Hezbollah, no sul do Líbano e na capital Beirute e os iranianos determinando novamente o fechamento do Estreito de Ormuz. Ontem (9) uma aeronave C-130 da Força Aérea dos EUA, transportando uma equipe tática e de segurança avançada, pousou na Base Aérea de Nur Khan. A administração da capital federal declarou  dois dias de feriado ontem e hoje (10) em Islamabad. As negociações, agendadas para começar nesta sexta-feira,  estão sendo  intermediadas pelo Paquistão. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif (foto à direita), convidou ambas as partes a Islamabad para discussões presenciais com o objetivo de alcançar um acordo permanente. Tanto os Estados Unidos quanto o Irã confirmaram que suas delegações participarão das negociações organizadas pelo Paquistão. Para as próximas negociações, o presidente dos EUA, Donald Trump, nomeou o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner (foto principal)  como membros da delegação americana. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento  Mohammad Bagher Ghalibaf (foto à esquerda), viajará a Islamabad para as negociações.

Tendo em vista essas negociações de alto nível, medidas de segurança extraordinárias foram implementadas em toda a Zona Vermelha da cidade (zona governamental), em prédios governamentais importantes, no enclave diplomático e em todos os pontos de entrada e saída. A presença das forças de segurança, incluindo policiais e Rangers, foi reforçada em toda a cidade, enquanto a força de resposta rápida do Exército permanece em prontidão. Um alto funcionário do Ministério do Interior do Paquistão disse que o controle de segurança da Zona Vermelha será entregue ao exército, e que membros dos Rangers e da polícia também serão destacados para lá. Membros do Serviço Secreto dos EUA e da CIA também chegaram a Islamabad para garantir a segurança do local e revisar as medidas de segurança para a delegação americana.

O Ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi (direita), em reunião com a Embaixadora dos EUA, Natalie Baker (esquerda), discutiu detalhadamente a situação atual no Oriente Médio e os preparativos para as negociações em Islamabad. Naqvi afirmou que um plano abrangente foi elaborado para garantir a segurança máxima de todos os convidados estrangeiros. Antes das negociações entre os EUA e o Irã, uma importante reunião ocorreu na tarde de quinta-feira (9) entre Sharif e o Chefe do Estado-Maior da Defesa do Paquistão, Marechal de Campo Asim Munir. De acordo com um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, a reunião focou no cessar-fogo e em assuntos correlatos, enquanto o Paquistão se prepara para sediar as negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Com o início de mais uma rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, fica evidente a persistência da falta de confiança entre os dois países. Ao longo do último ano, eles realizaram negociações duas vezes, e em ambas as ocasiões, o conflito eclodiu antes que os esforços pudessem produzir resultados.

ORMUZ,  UM FATOR DE CHANTAGEM

Dados de rastreamento de navios mostram que embarcações ligadas ao Irã impulsionam o tráfego no Estreito de Ormuz. Apesar do cessar-fogo de duas semanas entre o Irã e os EUA, a maioria das embarcações que navegaram pelo Estreito de Ormuz no último dia está ligada ao Irã, de acordo com dados de rastreamento de navios. A maioria dos navios que navegaram pelo Estreito de Ormuz no último dia estava ligada ao Irã, segundo dados de rastreamento de embarcações divulgados nesta sexta-feira. Outras embarcações adiaram suas viagens, apesar do cessar-fogo de duas semanas acordado esta semana entre Teerã e Washington, de acordo com dados e fontes do setor marítimo.

Três navios-tanques –  um superpetroleiro com capacidade para transportar 2 milhões de barris de petróleo bruto, um navio-tanque de abastecimento e um navio-tanque menor – deixaram as águas iranianas nas últimas 24 horas, de acordo com análises de dados independentes das plataformas Kpler e Lloyd’s List Intelligence. Quatro navios graneleiros – incluindo um carregado com minério de ferro do Irã com destino à China – também zarparam no último dia, segundo os dados. Todos os outros navios que transportariam petróleo  dos países árabes aos seus destinos, foram ameaçados pela Guarda Iraniana.

A ESPANHA, UM PROBLEMA

A Espanha, que  consolidou recentemente seu papel como crítica ferrenha das campanhas militares dos EUA e de Israel, apesar das ameaças americanas de punir aliados da OTAN que não cooperam, continua dando trabalho para Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Hoje (10), Israel expulsou a Espanha do Centro de Coordenação Civil Militar ( CMCC), em Kiryat Gat(esquerda),  devido a “flagrante parcialidade anti-Israel”. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, observou que a medida foi realizada em coordenação com os Estados Unidos. Um comunicado sobre este tema foi divulgado nesta sexta=feira a tarde (horário local) em Israel: “O governo Sánchez tem um viés anti-Israel tão flagrante que perdeu toda a capacidade de servir como um fator útil na implementação do planejamento de paz de Donald Trump e no CMCC que opera dentro da CMCC “, disse Sa’ar.

O CMCC, que faz parte do Comando Central dos EUA (CENTCOM), foi criado em outubro de 2025 para supervisionar e facilitar o fluxo de assistência humanitária, logística e de segurança da comunidade internacional para a Faixa de Gaza no âmbito do plano de paz de Trump para Gaza.  A Espanha consolidou recentemente seu papel como crítica ferrenha das campanhas militares dos EUA e de Israel, apesar das ameaças americanas de punir aliados da OTAN que não cooperam, recusando a autorizar o uso de suas bases militares para pousos de reabastecimentos dos aviões militares americanos com destino à guerra com o Irã. A Espanha faz parte da OTAN e deveria, pelos seus compromissos, autorizar o uso das bases.

No início desta semana,  o primeiro ministro esquerdista Pedro Sanchez, condenou com veemência os ataques israelenses ao Líbanmo, que abriga um exército dos terroristas do Hezbollah. Além disso, fez duras críticas a guerra mais ampla contra o Irã, reiterando seu apelo para que a União Europeia rescinda seu acordo de associação com Israel, instando ao fim da “impunidade pelas ações criminosas de Israel)”. Em uma publicação feita na quarta-feira no X, Sánchez afirmou que o “desprezo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahy  pela vida e pelo direito internacional é intolerável”. Ele também fechou o espaço aéreo espanhol a qualquer aeronave envolvida em um confronto que descreveu como imprudente e ilegal.

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