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MOVIMENTO COM QUASE TRÊS MIL ASSINATURAS DE MILITARES TENTA REPARAR INJUSTIÇA CONTRA O ALMIRANTE GARNIER NO STM

Um forte movimento de militares que já soma quase três mil assinaturas protesta e chama a atenção para o  julgamento do Almirante Almir Garnier Santos no Supremo Tribunal Militar. O documento de apoio ao ex-comandante da Marinha busca influenciar julgamento que pode resultar na perda de posto e patente. Por enquanto o movimento é silencioso, mas começou a ganhar força em grupos de militares nas redes sociais e aplicativos de mensagem. Militares da reserva, civis ligados à comunidade naval e simpatizantes iniciaram um abaixo-assinado para demonstrar apoio ao ex-comandante da Marinha, o almirante de esquadra Almir Garnier, condenado estranhamente a 24 anos de prisão  pelo Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal,  que agora está na berlinda de casos de corrupção em alto grau envolvendo o  Banco Master.   Atualmente, o almirante está cumprindo pena após decisão judicial relacionada à tentativa de golpe de Estado, que não teve o emprego das forças armadas, de nenhuma arma, só baderna e protestos.

A iniciativa pretende chegar as três mil assinaturas em um memorial a ser entregue ao STM,  onde corre o processo que pode levar à perda do posto e da patente do oficial-general. Segundo mensagens que circulam entre militares, 2.88o assinaturas já teriam sido reunidas, faltando pouco mais de uma centena para atingir a meta estabelecida pelos organizadores. O documento preparado por oficiais apoiadores apresenta Garnier como um oficial cuja carreira simboliza dedicação integral à Marinha do Brasil. No texto enviado para coleta de assinaturas, os signatários afirmam que o almirante representa “a essência do marinheiro que construiu sua carreira com rigor técnico e mérito”.

O memorial destaca uma trajetória incomum dentro da própria força. Segundo o documento, Garnier iniciou sua relação com a Marinha ainda criança, aos 10 anos de idade, como aluno da Escola Industrial Comandante Zenethilde Magno de Carvalho, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.  Lembra ainda que ele se destacou como o primeiro colocado do Corpo da Armada em sua turma e  serviu no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro como Técnico em Estruturas Navais. Naquele período, conheceu o trabalho das oficinas e participou da construção dos cascos das fragatas que compõem a espinha dorsal da nossa Esquadra. Para os apoiadores, essa trajetória reforça a ideia de uma carreira construída “da oficina ao Almirantado”, acumulando mais de cinco décadas de serviço. No memorial encaminhado aos ministros do STM, os signatários argumentam que a eventual perda do posto e da patente ignoraria uma vida inteira dedicada à instituição naval.

O documento que está postado no Google Forms, afirma que retirar as prerrogativas do oficial significaria atingir também o moral daqueles que acreditam na meritocracia e na lealdade aos valores navais. A mobilização ganhou um novo capítulo nos últimos dias. Em uma mensagem que circula em grupos de militares no WhatsApp, um dos organizadores, que ingressou na Marinha na mesma turma em que Garnier, afirma que pretende levar pessoalmente o memorial ao STM em Brasília, acompanhado de outros oficiais da Escola Naval que residem no Distrito Federal.

Uma das bases da condenação por Alexandre de Moraes, foi o não comparecimento de Garnier à passagem de comando, sob o silêncio do comando das três forças miliares, apesar do próprio Ministro da Defesa do governo Lula, José Múcio,  dizer publicamente que “Não houve golpe”, mas mesmo assim não houve qualquer reação clara dos atuais comandantes militares, que sabem que nenhuma força militar foi solicitada ou acionada para defender ou ser usada para um golpe de Estado. Preferiram o silêncio. A

” O Golpe Não Existiu”

razão, só eles podem dizer, mas mesmo ouvidos na câmara Federal, se recusaram a falar sobre este tema diretamente. E ainda continuam em silêncio, ecebendo milhares de críticas diárias até hoje pelas redes sociais. O grau de confiança das forças militares, segundo as últimas pesquisas publicadas, só não as colocam abaixo da credibilidade do Supremo Tribunal Federal brasileiro e seus ministros.

Nos bastidores da comunidade militar, Garnier continua sendo lembrado por episódios que reforçaram sua imagem entre setores da tropa. Um dos mais citados ocorreu no final de seu período como comandante da Marinha. Diferentemente do que sempre ocorreu na tradição naval, Garnier decidiu não realizar a cerimônia de passagem de comando para seu sucessor. Na prática, a Marinha precisou organizar uma transição administrativa sem a presença do comandante que deixava o cargo, algo considerado incomum na história recente da força. Entre militares que o admiram, a decisão foi interpretada como um gesto político deliberado: evitar prestar continência ao novo presidente da República, condenado em três instâncias por atos de corrupção e descondensado por juízes do STF de formas contestada por juristas e políticos até hoje. Atualmente, o governo Lula também vive acusações de envolvimento em pelo menos dois grandes casos de corrupção: o desvio do dinheiro dos aposentados, onde o próprio filho e  irmão estão envolvidos e acusados,  e o Banco Master.

 AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA UM INJUSTIÇADO

A Marinha do Brasil elaborou uma proposta de plano de trabalho que prevê a realização de atividades técnicas internas pelo Almirante Garnier. Ela  propõe que ele desempenhe funções de natureza intelectual dentro de estruturas estratégicas da própria Marinha. O plano, classificado como informação pessoal de acesso restrito, foi formulado no âmbito do Comando do 7º Distrito Naval e propõe o aproveitamento técnico do almirante custodiado em áreas sensíveis da Defesa Nacional. O documento é assinado pelo vice-almirante Rogério Pinto Ferreira Rodrigues, comandante responsável pela proposição do plano de trabalho apresentado à Justiça.

A Marinha propõe que ele faça análises críticas de sistemas de comando e controle, avaliação operacional de meios navais, estudos sobre tecnologias emergentes e simulações de cenários geopolíticos aplicados à capacidade defensiva do país. Pela proposta, Garnier poderá atuar em avaliações de sistemas de apoio à decisão, programas estruturantes da Marinha, sensores e armamentos de última geração, além de estudos ligados a fragatas, veículos não tripulados e processos decisórios estratégicos. Tudo isso, Garnier faria em ambiente administrativo designado dentro da unidade de custódia, com acesso a equipamentos, materiais técnicos e sistemas internos necessários ao desempenho das funções. Seria a exploração de injustiçado estratégico de luxo. O monitoramento das atividades ficaria a cargo de uma organização militar designada internamente, responsável por avaliar produtividade, validar entregas e registrar as horas trabalhadas, sem previsão de fiscalização externa ou publicidade dos resultados. Se é para rir ou para chorar, o leitor decide.

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Neide
Neide
7 dias atrás

O milico vai perder a patente SIM!!