RÚSSIA E CHINA SE APROVEITAM O VÁCUO DEIXADO PELOS ESTADOS UNIDOS, INVESTEM E APOIAM A DITADURA CUBANA
Enquanto os Estados Unidos estiverem concentrados na guerra do Irã, Cuba não terá a atenção que Donald Trump e Marco Rúbio desejam. Por enquanto, com a pressão que faz, só quem está sofrendo é a população cubana. A nata do poder cubano continua gordinha e com as bochechas vermelhinhas, desviando para ela, em primeiro lugar, todas as doações que estão recebendo do México. Primeiro, os líderes. Depois os soldados e depois, os policiais que patrulham as ruas, prendendo quem ainda ousa reclamar do governo. A repressão e a falta de energia elétrica estão no auge. Para se ter uma ideia do nível de violência, o cirurgião Yonardo Fonseca Mesa,

Cirurgião preso por se recusar a deixar o elevador e descer as escadas do hospital depois de fazer duas cirurgias
foi preso sexta-feira (10), um dia depois de se recusar a sair do elevador e usar as escadas do hospital Ciego de Ávila, onde trabalha, depois de operar dois pacientes com câncer. Foi preso pelo Tribunal de Instrução Criminal.
E neste espaço vazio deixado pelos Estados Unidos, que ainda acredita numa revolta popular para desestabilizar o poder e mudar o regime, Rússia e China estão, como diziam os avós, “colocando as manguinhas de fora” e aproveitando. A China, está
modernizando a Companhia de Níquel Comandante Ernesto Che Guevara, em Moa, Holguín , instalando gratuitamente um novo tanque de sedimentação. O equipamento será incorporado à unidade de lixiviação e lavagem da planta com o objetivo de otimizar o processamento mineral e aumentar a eficiência operacional. O gerente-geral da fábrica, Alexander Garcés, apresentou o investimento como uma peça “vital” para o desenvolvimento de uma das indústrias estratégicas do país. A modernização faz parte de um programa de cooperação mais amplo com a China para sustentar a produção de níquel, uma das principais commodities de exportação do regime.
NOVO CARREGAMENTO DA RÚSSIA
Os olhos americanos voltados para o Oriente Médio, parecem que não estão vendo a chegada de um novo petroleiro russo, o Universal transportando 250 mil barris de
diesel, que está cruzando o Atlântico. Após a chegada a Cuba, no dia 30 de março do navio petroquímico Anatoly Kolodkin, com aproximadamente 300 mil barris de petróleo provenientes da Rússia, o segundo carregamento está a caminho da ilha, segundo informações de plataformas de rastreamento por satélite. O site de rastreamento de navios Tanker Trackers , sem fornecer detalhes, informou que o navio está transportando 40.000.000 litros de diesel, o equivalente a 251.000 barris , estava a caminho de Cuba. Na plataforma Marine Traffic, diz pertencer a “frota fantasma” de Moscou, embora sem um destino específico. Essa é uma prática comum para navios russos que navegam para Cuba, que só exibem o porto de descarga quando estão próximos da chegada.
Segundo Washington, o navio Anatoly Kolodkin navegou em rota indeterminada antes de chegar ao Porto de Matanzas, com autorização dos EUA. Anteriormente, o Sea Horse, também carregado com petróleo bruto russo, manteve rota indefinida e permaneceu praticamente imóvel por cerca de duas semanas no Atlântico, antes de finalmente rumar para a costa da Venezuela. Os Estados Unidos impuseram sanções ao navio em janeiro de 2025, seguidos pela União Europeia em maio do mesmo ano. Posteriormente, a Suíça, o Reino Unido, a Ucrânia e o Canadá também impuseram sanções. O Universal participa em “práticas de transporte marítimo irregulares e de alto risco” , conforme especificado pela Assembleia Geral da Organização Marítima Internacional. Após a chegada do navio Anatoly Kolodkin a Cuba, o ministro da Energia russo, Sergey Tsivilev, afirmou que Moscou estava preparando um segundo carregamento de combustível para seu aliado caribenho.
ENCONTRO COM DIAZ-CANEL
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov , que esteve em Havana esta semana e se reuniu com Miguel Díaz-Canel, disse que discutiram os
problemas econômicos de Cuba, incluindo sua segurança energética. “A Rússia não tem intenção de se retirar do Hemisfério Ocidental, não importa o que digam em Washington,“afirmou Ryabkov. “Eles estão obcecados com a ideia de expulsar a Rússia, assim como a China, desta região. Consideramos a nova versão da Doutrina Monroe dos EUA completamente incompatível com as relações internacionais modernas. Garantir a segurança energética da ilha é uma prioridade. É prematuro falar sobre os próximos passos. É de conhecimento geral que não nos limitaremos ao fornecimento do carregamento de petróleo que já chegou no navio-tanque Anatoly Kolodkin.“
Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que enviam petróleo bruto para Havana. A ilha enfrenta um agravamento de sua crise energética, que já dura anos, após receber seu último carregamento da Venezuela em dezembro de 2025 e o México suspender o fornecimento regular de combustível em janeiro. Desde então, o país tem sofrido uma grave redução nos serviços e uma maior estagnação econômica, enquanto Washington exige que o regime promova uma mudança no sistema político. A Casa Branca voltou a rejeitar a ideia de que o regime cubano seria literalmente o próximo alvo dos Estados Unidos. “As negociações continuam no mais alto nível do nosso governo com Havana”. A secretária de imprensa do governo, Karoline Leavitt, esclareceu que os recentes comentários de Trump de que “Cuba é a próxima” e explicou que a mensagem, na verdade, é que “o regime na ilha está destinado a cair. O país está muito fraco. Encontra-se numa situação muito frágil do ponto de vista econômico e, obviamente, financeiro. O povo cubano está farto do seu governo e com razão. Essas conversas e discussões continuarão a ocorrer no mais alto nível do nosso Governo.”
DAQUI NÃO SAIO
O atual líder da ditadura sanguinária castrista, Miguel Díaz-Canel, insistiu que seu regime está se preparando para a guerra com seu vizinho. “Cuba não tem medo
da guerra. Posso dizer com certeza que uma ação militar contra Cuba causaria imensas perdas para ambos os povos. A perda de vidas e a destruição material seriam incalculáveis. Não é isso que nosso povo merece. Merece paz, amizade e cooperação.” Segundo ele, “Cuba não representa uma ameaça aos Estados Unidos, muito menos uma ameaça extraordinária e incomum, como tem sido alegado como pretexto para uma ordem executiva. Portanto, não há pretexto ou justificativa para os Estados Unidos recorrerem à agressão militar como forma de resolver nossas diferenças. No entanto, recentemente tem havido uma retórica constante por parte de representantes oficiais do governo dos EUA anunciando agressão militar contra Cuba, estabelecendo prazos para a duração da revolução cubana e para quando nos subjugarão.”
Miguel Díaz-Canel, apesar de ter sido designado por Raúl Castro como seu sucessor, o ditador teve a coragem de dizer que os líderes de Cuba “são eleitos pelo povo”. E ainda garantiu que não renunciará ao cargo: “Qualquer um de nós, antes de assumir um papel de liderança, deve ser eleito na base, em nosso distrito eleitoral, por milhares de cubanos“, afirmou, reiterando sua defesa de um modelo que o regime vende como uma forma alternativa de democracia, mas que demonstrou, por mais de 60 anos, não atender aos interesses do povo, uma vez que os eleitos devem pertencer, em sua grande maioria, ao Partido Comunista. “Em Cuba, as pessoas que ocupam cargos de liderança não são escolhidas pelo governo dos EUA, nem têm mandato do governo dos EUA. Temos um Estado livre e soberano, um Estado livre. Temos autodeterminação e independência, e não estamos sujeitos aos planos dos Estados Unidos. Renunciar não faz parte do nosso vocabulário.”
TUDO ESCURO
A capital de Cuba continua com gravíssimos problemas de energia e quase sempre está às escuras. Em meio a apagões que duram até 24 horas na capital, o governo
enfrenta protestos isolados,erimindo com violência todos eles. Moradores de bairros nos municípios de Diez de Octubre e Habana del Este foram às ruas para exigir o fornecimento de energia elétrica, já que diversas áreas de Havana sofreram apagões que duraram mais de 30 horas, uma situação que se tornou comum em outras províncias. A crise de energia elétrica em Havana se agravou novamente esta semana, enquanto as autoridades tentam justificar a incapacidade do sistema elétrico nacional (SEN) de atender à demanda . O jornalista pró-governo Bernardo Espinosa disse que ocorreu um “desligamento voluntário” de diversos circuitos e blocos na capital para estabilizar a frequência e proteger a rede nacional“. A Companhia Elétrica de Havana reconheceu que a cidade sofreu cortes de energia e informou que “não foi possível restabelecer o serviço devido a um déficit e que dois blocos equivalentes a 80 MW permaneciam desligados, sem um cronograma de recuperação definido.”

publicada em 12 de abril de 2026 às 12:22 





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