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ESTADOS UNIDOS AVANÇAM EM PROJETO DE MICRORREATOR QUE ALIMENTARÁ DATA CENTER DE IA

Nos próximos meses, o reator de pesquisa TRIGA da Universidade de Utah será usado para produzir eletricidade e alimentar um mini data center de IA como parte da prova de conceito para abastecer data centers em escala real com microrreatores. O projeto é uma colaboração entre a empresa de energia nuclear avançada Elemental Nuclear Energy Corporation – que está desenvolvendo microrreatores de próxima geração e geradores de alta performance do ciclo Brayton – e o Programa de Engenharia Nuclear do John and Marcia Price College of Engineering. A demonstração envolverá colaboração entre estudantes e professores de doze universidades dos EUA e internacionalmente.

O reator TRIGA da universidade, instalado em outubro de 1975, é usado para fins de pesquisa. O calor que ele produz geralmente é dissipado por sistemas de resfriamento, em vez de ser capturado para gerar eletricidade. A inovação da Elemental é um gerador de energia compacto à base de hélio frio que se combina com microrreatores de baixa temperatura, substituindo turbinas a vapor e suas grandes áreas.

Durante o experimento, a energia térmica gerada pelo reator será parcialmente capturada e convertida em eletricidade usando um sistema compacto de energia do Ciclo Brayton. O sistema utiliza um ciclo de Brayton ‘frio’ ou ‘reverso’, no qual um fluido de trabalho com hélio é comprimido, aquecido usando água do pool do reator, expandido por um gerador de turbina e, posteriormente, resfriado por meio de um trocador de calor criogênico.

Uma vez conectado, a eletricidade resultante será usada para alimentar um nó de GPU (Unidade de Processamento Gráfico) de alto desempenho executando uma carga de trabalho de IA ao vivo. O experimento foi projetado como um sistema de prova de conceito com os seguintes objetivos: entrada térmica da água do reator TRIGA de cerca de 50 kW; potência da turbina de cerca de 13 kW; e geração líquida de eletricidade de cerca de 2-3 kW. O sistema tem como objetivo demonstrar que até pequenas plataformas nucleares podem produzir eletricidade utilizável suficiente para alimentar sistemas computacionais modernos.

Embora a saída de 2-3 kW seja modesta em comparação com as centenas de megawatts que os data centers em escala real vão precisar, é um primeiro passo simbólico para impulsionar o futuro“, disse a Elemental. O componente de IA do experimento é apoiado por colaboração com o Instituto de Computação Científica e Imagem da Universidade de Utah, que traz expertise no design, desenvolvimento e operação de infraestrutura de IA.

Este projeto tem como objetivo demonstrar um princípio poderoso“, disse Mike Luther, fundador da Elemental Nuclear. “A energia produzida pela fissão nuclear pode, em última análise, alimentar os sistemas computacionais que impulsionam a inteligência artificial. Nosso objetivo é entregar um microreator nuclear comercialmente viável até 2030–2031. Experimentos como este nos permitem avançar rapidamente, validar sistemas do mundo real e construir soluções escaláveis.

“Esta será, até onde sabemos, a primeira vez que qualquer reator universitário produzirá eletricidade, não apenas a nossa. É um marco para nossos estudantes, mas também mostra que pequenos reatores seguros poderiam viver em data centers, e não em laboratórios”, acrescentou Ted Goodell, gerente do reator da Universidade de Utah.

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