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APÓS DESPACHAR MAIS DE 2 GW EM MAIO, PETROBRÁS SAI EM DEFESA DA HOMOLOGAÇÃO DO LEILÃO DE RESERVA DE CAPACIDADE

A Petrobrás se une aos players de mercado que estão em defesa da homologação do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, realizado em março. A petroleira divulgou um comunicado hoje (1º) dizendo que o certame é fundamental para assegurar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e garantir previsibilidade ao setor elétrico brasileiro. A companhia alega que os dados operacionais comprovam a necessidade de homologação do leilão — destacando que registrou, em maio, despachos superiores a 2 GW para atender picos de demanda. 

No dia 6 de maio, as usinas da Petrobrás foram acionadas em tempo real para atendimento ao pico de demanda, gerando acima de 680 MW. Já no dia 15, a geração do parque termelétrico da empresa ultrapassou 2.000 MW, logo após as 18h, um incremento de 1.400 MW em pouco mais de uma hora. A Petrobrás contratou nove usinas nos dois leilões no LRCAP 2026, totalizando cerca de 2,6 GW de potência firme no período de 2026 a 2031.

Citando alertas técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Petrobrás afirma que sem nova contratação de capacidade, a probabilidade de falha de suprimento de potência atinge próximo de 30% já em 2026, chegando a mais de 90% em 2029. Ainda de acordo com a companhia, o cenário se dá em meio à expansão acelerada de fontes renováveis intermitentes, aumento da demanda por energia e intensificação de eventos climáticos extremos.

Esse novo contexto exige capacidade firme, confiável e disponível 24 horas por dia para garantir o suprimento nos momentos críticos. O LRCAP é essencial para a segurança elétrica do Brasil e para a previsibilidade necessária ao desenvolvimento do setor energético nacional, evitando que o país passe por apagões“, afirma William França, Diretor Executivo em exercício de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobrás.

A petroleira acredita que a não concretização do LRCAP 2026 pode comprometer a permanência de usinas termelétricas existentes no sistema, cuja viabilidade depende da previsibilidade regulatória e da remuneração proporcionadas pelo leilão. “A eventual desmobilização desses ativos agravaria o risco de falhas de suprimento justamente no horizonte em que o ONS identifica maior vulnerabilidade”, disse a empresa, em nota.

Por fim, a Petrobrás ressaltou que a contratação de potência firme é complementar, e não contrária, à expansão das fontes renováveis.  “Sistemas elétricos modernos combinam renováveis com fontes despacháveis, capazes de assegurar estabilidade, flexibilidade e confiabilidade à operação”, concluiu.

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