UM DRONE MILITAR COM EXPLOSIVOS ATINGIU A UNIDADE 6 DA MAIOR CENTRAL NUCLEAR DO MUNDO, NA UCRÂNIA
Aconteceu o que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tanto temia: um ataque militar direto com danos na estrutura e uma das usinas da central nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, a maior do mundo. A agência disse que os danos são “compatíveis com o impacto de um drone”. O diretor geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi, disse que “Ataques a instalações nucleares são inaceitáveis e devem cessar para evitar o risco muito real de um acidente nuclear.” A agência (AIEA) mantém especialistas na usina de Zaporizhzhia desde setembro de 2022. A usina nuclear, composta por seis unidades, está sob controle militar russo desde março de 2022 e fica próxima à linha de frente das forças russas e ucranianas. Em uma publicação na plataforma de mídia social X a agência afirmou que: “A
equipe da AIEA na Usina Nuclear de Zaporíjzhia (ZNPP) observou, nesta manhã, danos na parte externa de um prédio de turbinas que, segundo a usina, foi atingido por um drone ontem. Durante uma inspeção no local, a equipe constatou danos em uma escotilha de acesso metálica localizada a vários andares de altura no prédio, bem como alguns pedaços de destroços e restos de fibra óptica queimada no chão. As observações da equipe são consistentes com o impacto de um drone.”
A agência disse que ainda que “A AIEA solicitou acesso ao interior do edifício, observando que ele está localizado imediatamente ao lado da unidade reatora 6, para uma análise mais detalhada. Durante a descida, a equipe
foi orientada a se abrigar após ouvir o som de drones e tiros nas proximidades, para repelir os invasores. Mesmo assim, a equipe conseguiu confirmar com seus equipamentos de medição que os níveis de radiação no local permanecem normais.”
O comunicado acrescentou que Grossi afirmou que o ataque de sábado “foi um incidente grave que pôs em risco princípios fundamentais de segurança nuclear. Ataques a instalações nucleares são inaceitáveis e devem cessar para evitar o risco muito real de um acidente nuclear que não beneficiaria ninguém”. A Rússia acusou a Ucrânia de estar por trás do ataque com drones. A Ucrânia negou qualquer envolvimento. A AIEA, seguindo a prática anterior durante a guerra entre Rússia e Ucrânia, não atribuiu culpa. Grossi explicou a política durante uma coletiva de imprensa nas Nações Unidas em abril de 2024, quando disse: “Não somos comentaristas. Não somos especuladores políticos nem analistas, somos uma agência internacional de inspetores. E para afirmar algo assim, precisamos de provas, evidências indiscutíveis, de que um ataque, ou restos de munição ou qualquer outra arma, esteja vindo de determinado lugar. É por isso que mantemos as informações o mais precisas possível. E não nos envolvemos em especulações“.

publicada em 1 de junho de 2026 às 17:42 




