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DITADURA CUBANA APODRECE COM NOVAS PRESSÕES FINANCEIRAS CONTRA SEUS LÍDERES QUE NÃO SABEM O QUE FAZER NO DIA A DIA

Família Diaz-Canel.

Os líderes da ditadura cubana já estão apodrecendo no poder e os agarra com unhas, dentes, braços e pernas, mas as imposições americanas estão sendo duríssimas e, certamente, eles cairão. De um jeito ou de outro, cairão. Mesmo que consigam reagir usando suas forças militares. Pelo menos é isso que Miguel Diaz-Canel desenhou com as suas palavras depois das sanções impostas pelos Estados Unidos a ele, a mulher dele, Lis Cuesta e seu filho, Manuel Anido Cuesta, que reside em Madrid,   bem como contra Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e diversas entidades do aparato militar e de propaganda do regime cubano, além de uma segunda empresa de mineração estrangeira em Cuba. Entre as empresas designadas pelo OFAC estão a Minera La Victoria, pertencente à empresa australiana Antilles Gold, e a empresa cubana GeoMinera SA.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro relatou o acima exposto ao divulgar uma atualização de sua Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas por Washington, cujas contas bancárias ou propriedades naquele país seriam afetadas. Alejandro Castro Espín(direita), único filho de Raúl Castro,  é general de brigada do Ministério do Interior cubano, além de ex-chefe do Conselho de Defesa e Segurança Nacional, órgão que controla todas as agências de inteligência e contra-inteligência da ilha. Castro Espín foi um dos negociadores do “descongelamento” da era Obama. Também aparece na lista,  Raúl Alejandro Castro Calis, nascido em 1995, filho de Alejandro Castro. Segundo o OFAC, aqueles que prestam serviços a esses agentes correm o risco de serem sancionados. ” Bancos estrangeiros e outras empresas que prestam serviços a essas entidades devem suspender tais atividades.”

REAÇÃO DESESPERADA

Diante deste  novo golpe dos EUA na estrutura de poder cubana, Díaz-Canel afirmou estar “determinado a enfrentar os piores cenários e resistir”. Ele e o Ministro das Relações Exteriores do regime cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, reagiram às novas sanções anunciadas por Washington   contra altos funcionários, parentes da elite governante e diversas entidades ligadas ao aparato político, militar e econômico de Havana. Em sua conta no X, Díaz-Canel acusou os Estados Unidos de reforçarem o embargo ao incluírem novos líderes, organizações e empresas cubanas na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro. “Elas visam reforçar as medidas de bloqueio e o cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos,” escreveu o governante, que afirmou que as ações de Washington fazem parte de uma estratégia destinada a “prejudicar o povo cubano.”  Os sancionados estão muito distantes de serem “opovo cubano”. Todos fazem parte de um elite que já desviaram ou são beneficiados pelos milhões de dólares desviados pela GAESA,a empresa liderada pelos líderes da ditadura do país.  O  povo mesmo está nas ruas expressando  seu descontentamento com o regime e o seu desejo de mudança. O governante também acusou Washington de “agressividade e perversão” e disse que isso “entrará em conflito” com a vontade do regime de “resistir ao ataque imperial”.

Por sua vez, Bruno Rodríguez descreveu como “vil” a inclusão de Díaz-Canel, sua esposa e outros parentes e entidades cubanas na lista de sanções. O ministro, também no X, disse  que este é um exemplo do “plano intervencionista dos EUA” para retratar Cuba como uma ameaça à segurança nacional dos EUA. “Toda ação dos EUA que vise criar um cenário de conflito entre os dois países está fadada ao fracasso“, disse Rodríguez, acrescentando que as medidas trarão “mais união e determinação” aos cubanos.

O Secretário de Estado Marco Rubio disse que  “Acho que temos que nos livrar do regime, que é muito severo e cruel. A diferença é que agora eles não estão recebendo dinheiro nenhum“, culpando o sistema cubano pelo colapso econômico do país. O presidente Trump insistiu que Washington quer uma Cuba próspera e reiterou que o regime é incapaz de garantir alimentação, energia e condições mínimas de vida para a população. Ele também vinculou Havana ao apoio ao chavismo na Venezuela e afirmou que o fluxo de recursos de Caracas, que durante anos ajudou a sustentar a economia cubana, praticamente desapareceu. Embora o governo cubano denuncie uma escalada da pressão dos EUA, as novas sanções surgem num contexto de crescente isolamento econômico internacional para Havana, marcado pela retirada de investidores estrangeiros, pela crise energética, pela escassez de alimentos e pela deterioração acelerada das condições de vida dos cubanos.

SEM VISA, MASTERCARD E HOTÉIS

Esta sexta-feira, 5 de junho, marca o fim do prazo estabelecido pelos Estados Unidos   para que empresas estrangeiras cessem seus laços econômicos e comerciais com entidades cubanas sancionadas, principalmente o Grupo de Administração Empresarial SA (GAESA), o conglomerado militar que controla grandes setores da economia nacional. O êxodo empresarial é uma resposta às sanções dos EUA, mas também à inviabilidade de operar em uma economia desastrosa como a cubana. Como o país reagirá?  As medidas já começaram  a surtir efeitos visíveis.  A partir de amanhã (6), os cartões de crédito VISA e Mastercard não poderão mais operar em todo país, após o banco estrangeiro que atuava como intermediário romper relações com uma instituição financeira ligada à GAESA, com consequências terríveis para toda economia. O turismo será o principal atingido. As grandes companhias espanholas como a Iberostar e Meliá, deixarão de administrar os hotéis de luxo na ilha, já quase que completamente abandonados pelo turismo. A canadense Blue Diamond e a Indonésia Archipelago também  já encerraram as suas atividades na Ilha.   Em meados de maio, as empresas de transporte marítimo internacional Hapag-Lloyd, da Alemanha, e a francesa CMA CGM suspenderam a aceitação de novas encomendas relacionadas a Cuba “enquanto aguardam a análise das possíveis consequências da Ordem Executiva dos EUA que amplia as sanções contra Havana”.

Um golpe para a GAESA, não para o consumo diário. Embora o alcance total das restrições ainda não seja conhecido, o economista cubano Elías Amor(esquerda) acredita que os efeitos diretos no cotidiano dos cubanos serão limitados, pelo menos inicialmente. Os setores afetados até o momento — hotéis de luxo, processamento de cartões de crédito e mineração de níquel — têm uma ligação relativamente distante com o consumo diário da maior parte da população. “O povo cubano paga em dinheiro vivo; eles não usam esses cartões como meio de pagamento em transações”, observou ele. Ele também destacou que a maioria dos cubanos não se hospeda em hotéis de redes estrangeiras devido aos seus altos preços e que a produção de níquel não tem impacto direto no consumo interno. No entanto,  alertou,  a saída dessas empresas afeta diretamente a GAESA, principal beneficiária das receitas geradas por esses setores. Também pode impactar certos empregos ligados ao turismo, às finanças ou às atividades de mineração.

Há mais incertezas em relação à capacidade do regime de encontrar substitutos. Amor acredita que novos operadores podem surgir no setor hoteleiro, visto que a gestão hoteleira não exige tecnologias particularmente complexas e que Havana acumulou décadas de experiência trabalhando com redes estrangeiras. No entanto, ele observa maiores dificuldades em setores como o da mineração. Em relação à saída da empresa canadense Sherrit, a primeira mineradora a deixar o país,   suas operações de níquel em Moa, será muito mais complicado substituir as atividades, especialmente em um contexto de preços internacionais estagnados e problemas estruturais na economia cubana. A entrada em vigor das restrições representa um novo desafio para a GAESA e para uma economia que atravessa uma das crises mais profundas das últimas décadas, marcada por apagões prolongados, inflação, escassez e uma queda sustentada na atividade turística.

ASILO NO BRASIL

O Brasil se transformou em uma Nova Miami para os cubanos que estão fugindo do regime ditatorial da ilha. Nos últimos quatro meses, os cubanos representaram quase 60% dos pedidos de asilo registrados no Brasil. Até agora, foram pedidos 13.414 pedidos de asilo,  representando 58% dos 22.938 pedidos registrados  durante esse período, segundo dados oficiais dos Observatório das Migrações Internacionais ( OBMigra). Embora essas estatísticas confirmem Cuba como o país de origem do maior número de solicitantes de proteção internacional no Brasil, nenhum deles recebeu o status de refugiado do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) nos primeiros quatro meses do ano. Um total de 468 pedidos foram arquivados ou cancelados, enquanto um pedido de refúgio previamente concedido foi revogado. Ao mesmo tempo, apenas 12 autorizações de trabalho foram prorrogadas.

Março foi o mês com o maior número de pedidos submetidos por cubanos (3.617), seguido por abril (3.535) e janeiro (3.448), enquanto em fevereiro houve uma ligeira diminuição com 2.814 pedidos. As respostas da CONARE aos cubanos nos primeiros quatro meses de 2026 mantêm a tendência negativa de 2025 na concessão de refúgio aos originários da ilha, que no ano passado representaram 55% do total de 75.599 pedidos recebidos pelo Brasil. Em 2025, 41.919 cubanos solicitaram esse status, mas apenas dois o obtiveram, de acordo com dados da OBMigra.

Os pedidos de asilo de pessoas de Cuba no ano passado refletiram um aumento de 88% em comparação com 2024, colocando o Brasil entre os países preferidos para que os cidadãos cubanos escapem da pobreza extrema, após o governo Trump adotar medidas de controle da imigração que desestimularam o êxodo para os Estados Unidos. Dados oficiais do Brasil mostram uma queda na concessão de refúgio a cubanos nos últimos anos: em 2021, 332 receberam asilo e, no ano seguinte, 406. Mas entre 2023 e 2025, apenas seis migrantes da ilha receberam asilo.

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