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TRUMP DIZ QUE SÓ VAI ATACAR O IRÃ SE AS TROPAS AMERICANAS FOREM ATACADAS. PETRÓLEO RECUA E GAFANHOTOS DEVASTAM PLANTAÇÕES IRANIANAS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Washington não precisa de um acordo com o Irã para obter urânio enriquecido do país. “Poderíamos obtê-lo agora mesmo. Não acho que eles poderiam nos impedir mesmo se quiséssemos, mas não há motivo para isso. Está sepultado.” Trump também disse que não queria se encontrar com o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei,  Mas acrescentou que, se Washington e Teerã chegassem a um acordo, os dois poderiam se encontrar: “Se isso acontecesse… eu seria respeitoso.” Sobre a questão do Líbano, Trump disse a repórteres que acreditava que estavam sendo feitos

Os 450 quilos do urânio enriquecido ficaram enterrados em Isfahan depois dos ataques

progressos entre Israel e o Líbano e que o Líbano merecia a paz. O presidente americano também afirmou que só voltaria a atacar o Irã, se o os iranianos atacarem as tropas americanas. Todas estas informações levaram a um recuo nos preços do petróleo Brent, que estão sendo negociados esta manhã a US$ 94,88 o barril para  entrega em julho.

Os recentes ataques de Teerã contra bases americanas no Oriente Médio teriam aumentado a pressão sobre o presidente e lançado dúvidas sobre a capacidade do cessar-fogo de se manter. No entanto, Trump em transformar os ataques defensivos dos EUA em uma guerra em grande escala indica que ele pode estar disposto a tolerar os ataques do Irã para evitar uma escalada. A operação militar para remover o urânio do Irã levaria pelo menos duas semanas:  “Chegar lá não é como chegar à Venezuela. Você precisa ficar lá por duas semanas. Precisa de muito equipamento.  Houve um

Os F-22 Raptors patrulham a área constantemente

momento,  no início da guerra, em que pensamos em fazer isso. Está sendo fotografado de todos os ângulos. Podemos retirá-lo agora mesmo. Se alguém se aproximar, saberemos o que fazer“, disse o presidente.

Esta manhã (5) a marinha do Irã afirmou ter disparado mísseis de advertência e drones contra navios de guerra dos EUA no Golfo de Omã, onde está o bloqueio americano, acusando a Marinha dos EUA de assediar o tráfego marítimo e apreender embarcações comerciais e petroleiros, informou a mídia estatal iraniana.  Anteriormente, o Comando Indo-Pacífico dos EUA afirmou que as forças americanas interceptaram o navio apátrida M/T DAVINA, alvo de sanções, no Oceano Índico durante a noite.

LÍBANO EM QUESTÃO

Sobre a questão do Líbano, Trump disse a repórteres que acreditava que estavam sendo feitos progressos entre Israel e o Líbano e que o Líbano merecia a paz. Ele disse que que havia conversado com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e “também conversei com o Hezbollah sobre isso. E acho que houve progresso. Isso já vem acontecendo há muito tempo, sabe?” Os comentários de Trump seguem uma declaração do Departamento de Estado dos EUA, de que Israel e Líbano haviam concordado com a implementação de um cessar-fogo como resultado das negociações lideradas pelos EUA. O cessar-fogo, segundo o comunicado, estava condicionado à completa interrupção dos disparos do Hezbollah e à evacuação de todos os seus agentes da área ao sul do rio Litani. Foi ainda declarado que as duas partes concordaram em estabelecer “zonas piloto” nas quais o exército libanês teria controle exclusivo da área. O Departamento de Estado anunciou que essas medidas “permitiriam avanços rumo a um acordo abrangente de paz e segurança”.

O Hezbollah, no entanto, rejeitou o plano acordado entre Israel e o Líbano.  O líder terrorista,  Naim Qassem(direita), afirmou que as negociações foram vergonhosas, rejeitando a declaração de Washington como “um roteiro para o extermínio de uma parte do povo libanês e a escravização do restante.  Enquanto durar a ocupação, a resistência continuará”, afirmou em um comunicado. As Forças de Defesa de Israel (IDF) mataram Abed Harb, comandante da unidade de engenharia do Hezbollah, em um ataque na semana passada. A morte de um dos líderes do grupo terrorista só foi  confirmada pelo  o exército nesta sexta-feira(5). Segundo Israel,  a unidade de Harb é responsável por “montar e implantar explosivos destinados a ferir soldados da IDF no sul do Líbano”. 

Além disso, as Forças Armadas atacaram e destruíram um lançador de foguetes do Hezbollah ontem à noite. O primeiro-ministro Benjamin Nethanyahu  liderou uma reunião do Gabinete de Segurança na quinta-feira, na qual foram discutidos os planos de Israel para operações militar e contra o Hezbollah no Líbano. Netanyahu disse que “não há acordo neste momento e, portanto, não o estou levando ao Gabinete de Segurança para aprovação, porque o Hezbollah se opôs a um acordo.  Se o Hezbollah concordar com o acordo, levarei a proposta para sua aprovação.

ATAQUE DE GAFANHOTOS

Para piorar a situação do Irã, o leste do país está sofrendo um ataque de gafanhotos marroquinos, que estão  varrendo plantações e ameaçando fazendas da região, que enfrenta uma crise agrícola com a chegada de um exame gigantesco gafanhotos que destroem plantações e pastagens, enquanto as autoridades correm contra o tempo para fazer a contenção. O país que já enfrenta uma escassez de alimentos em função do bloqueio naval americano, agora tem mais esta perda bilionária, agravando ainda mais a inflação com alta dos preços dos alimentos. Os gafanhotos estão na região há dois dias, mas apenas esta manhã a notícia foi divulgada com relatos da mídia iraniana e imagens que mostram um grande número de insetos descendo sobre as áreas afetadas. A agência de notícias Tasnim informou que a invasão está ameaçando o sustento de milhares de famílias.

O gafanhoto marroquino é capaz de reprodução rápida. As fêmeas podem depositar entre duas e quatro ootecas durante sua vida, com cada ooteca contendo em média 30 ovos. Alimentando-se principalmente de cereais, tâmaras, frutas cítricas, árvores frutíferas, oliveiras e figos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura descreveu a espécie como “uma das pragas mais sérias de muitas plantas cultivadas”. Além de danificar plantações, o inseto pode consumir grandes quantidades de vegetação em pastagens, potencialmente causando escassez de alimento para o gado.

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