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PAÍSES ÁRABES DO GOLFO PÉRSICO CONSTROEM OLEODUTOS CONTORNANDO ORMUZ PARA NOVA SAÍDA DA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO

Pressionados pelo fechamento do Estreito de Ormuz, infestado de minas submarinas iranianas, os países árabes exportadores que usam o Golfo Pérsico para escoar sua produção de petróleo estão recorrendo ao velho Pipeline para reduzir as suas perdas. Um dos exemplos vem da gigante petrolífera estatal saudita Aramco. Ela ajustou seu sistema de exportação em função das tensões entre o Irã e os Estados Unidos, que continuam afetando as rotas de navegação pelo Estreito de Ormuz. Ao direcionar grande parte de seu petróleo bruto para o Mar Vermelho, em vez de depender exclusivamente da estreita passagem marítima, a empresa aumentou o uso do oleoduto Leste-Oeste para manter o fluxo contínuo de petróleo.

Os Emirados Árabes Unidos aceleram a construção de um oleoduto que contornará o Estreito de Ormuz. A construção do gasoduto Oeste-Leste está cerca de metade concluída e a previsão é de que seja finalizada em 2027, de acordo com o presidente da gigante petrolífera estatal ADNOC. Os Emirados Árabes Unidos concluíram cerca de metade de um novo oleoduto projetado para contornar o Estreito de Ormuz.  O projeto está sendo acelerado para uma previsão de inauguração em 2027. Sultan Ahmed Al Jaber, CEO da empresa petrolífera estatal ADNOC (Abu Dhabi National Oil Company), afirmou em um evento do Atlantic Council em 20 de maio que a construção do Gasoduto Oeste-Leste, acelerada pelo príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed Al Nahyan, para dobrar a capacidade de exportação através de Fujairah, está “quase 50% concluída”.

Al Jaber afirmou que os fluxos globais de petróleo podem levar pelo menos quatro meses após o fim da guerra com o Irã para se recuperarem a 80% dos níveis pré-conflito e que é improvável que se normalizem completamente antes do primeiro semestre de 2027. Após os ataques conjuntos EUA-Israel em 28 de fevereiro, Teerã fechou em grande parte o Estreito de Ormuz à navegação estrangeira, permitindo a passagem principalmente de embarcações aprovadas pelo Irã, enquanto atacava ou ameaçava navios para impor o controle sobre a hidrovia. Posteriormente, Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos.

Al Jaber afirmou que o oleoduto de petróleo bruto de Abu Dhabi, que transporta até 1,8 milhão de barris por dia, tem se mostrado crucial, visto que os Emirados Árabes Unidos buscam maximizar as exportações da costa do Golfo de Omã, fora do Estreito. “Uma vez que se aceite que um único país possa manter como refém a via navegável mais importante do mundo, a liberdade de navegação como a conhecemos estará simplesmente acabada. Se não defendermos este princípio hoje, passaremos a próxima década a defender-nos das consequências.”

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