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ALIADA DO PRESIDENTE GUSTAVO PETRO O ACUSA DE INTERFERÊNCIA E QUER SEU AFASTAMENTO ATÉ A ELEIÇÃO NA COLÔMBIA

A Colômbia sendo a Colômbia. Mais uma tempestade política. A turbulenta política colombiana ganhou mais um ponto de intensidade nesta quarta-feira(10), quando a presidente da Comissão de Investigação e Acusação da Câmara dos Representantes, Gloria Arizabaleta(principal), ordenou a “suspensão provisória” do presidente Gustavo Petro(direita), que está sendo investigado por suposta interferência na campanha eleitoral. Embora Arizabaleta seja membro do mesmo partido que Petro, o Pacto Histórico, elea ordenou que o presidente fosse “provisoriamente afastado do cargo” até 21 de junho, após o fechamento das urnas para o segundo turno das eleições presidenciais. A ordem, que se encaixa de forma complexa na legislação colombiana e foi descrita como “abertamente ilegal e inconstitucional” pelo presidente do Congresso, Lidio García(esquerda), surgiu enquanto Petro está em Nova York, onde participa de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A partir daí, o presidente acusou Glória de extorqui-lo   com exigências que ele recusou. Ele pediu que seus ministros “confessassem perante o Supremo Tribunal” e que “fosse iniciado um processo para convencer o Congresso de que estávamos sendo extorquidos. É porque tenho uma maneira diferente de pensar que estão tentando me suspender “, acrescentou, insinuando que esse movimento estaria, em última análise, ligado a Abelardo de La Espriella(direita),   o candidato que venceu o primeiro tuno e que disputará a presidência em 21 de junho contra o apoiador de Petro, Iván Cepeda,

Apesar de setores especializados do país terem apontado que a ordem de Arizabaleta “não tem qualquer validade” do ponto de vista jurídico, a congressista argumentou que a lei contempla a possibilidade de decretar o afastamento provisório do presidente “desde que haja provas sérias que permitam estabelecer que a permanência no cargo, função ou serviço público possibilita a interferência do autor do delito no processo de investigação”. Embora Arizabaleta tenha declarado que decidiu ordenar a suspensão de Petro porque a intervenção em uma campanha eleitoral é classificada como “uma ofensa muito grave” e “devido à hierarquia da pessoa sujeita à disciplina e à gravidade da suposta ofensa“, a autoridade para efetuar tal suspensão cabe ao Senado colombiano e não à comissão parlamentar que ela preside.

O papel desta comissão é “investigar, reunir provas e apresentar uma possível moção de impeachment à Câmara dos Deputados, conforme estipulado na Constituição. Qualquer suspensão ou sanção só pode advir de um julgamento de impeachment perante o Senado “, explicou o Presidente do Congresso, Lidio García. A ordem emitida por Arizabaleta gerou uma tempestade política no país,  visto que há quem considere que se trata de uma estratégia política do movimento Petro, para que o chefe de Estado possa participar abertamente na política em favor do candidato Iván Cepeda(esquerda). Embora Petro tenha reconhecido que suas declarações beiravam os limites legais ao defender a continuidade do progressismo e apontar para consequências pessoais em caso de derrota, ele continuou a exercer seus poderes em favor de Cepeda. O próprio Gustavo Petro é o coordenador da campanha do candidato derrotado no primeiro turno.

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