SOLFÁCIL EXPANDE PRESENÇA NO SUL DE OLHO NO SETOR SOLAR E MIRA EM NOVOS NEGÓCIOS NO SEGMENTO DE BATERIAS
A Solfácil está ampliando sua presença na Região Sul com a inauguração de um novo centro de distribuição em Santa Catarina, movimento que busca acelerar entregas, reduzir custos logísticos e fortalecer a atuação da empresa no mercado de energia solar. Em entrevista ao Petronotícias, o executivo de Supply Chain e Operações da Solfácil, Lucas Rogério, afirmou que a expansão acompanha o crescimento da demanda por sistemas fotovoltaicos e abre caminho para novas frentes de negócios. “Com o novo centro, conseguimos regionalizar estoques e reduzir significativamente os prazos de entrega. Em algumas regiões de Santa Catarina, a redução passa de 60%. No Paraná e no Rio Grande do Sul, chega a cerca de 50%”, projetou.
O executivo também afirmou que a prioridade da empresa é consolidar a operação no Sul e continuar ampliando sua presença nacional. Além disso, ao analisar o mercado de armazenamento de energia, ele destacou que as baterias estão entre as principais oportunidades para os próximos anos. “A demanda tem crescido muito rapidamente. Apenas no primeiro trimestre deste ano vendemos mais baterias do que em todo o ano de 2025. Para este ano, projetamos um crescimento de aproximadamente 530% nesse mercado”, declarou.
Poderia começar explicando as oportunidades de negócios que incentivaram a abertura do novo centro de distribuição em SC?
A expansão da nossa operação no Sul representa muito mais do que a inauguração de um novo centro de distribuição. Foi nessa região que a Solfácil começou a construir sua presença no mercado de distribuição solar e deu passos importantes para se consolidar nacionalmente. Voltar agora, com uma estrutura mais eficiente, robusta e preparada para sustentar o crescimento da companhia, tem um significado estratégico e também relevante para nós. É uma forma de reforçar nosso compromisso de estar cada vez mais próximos dos integradores e parceiros da região, entregando uma experiência ainda melhor. Por isso decidimos investir em uma estrutura regionalizada, mais próxima dos clientes, capaz de reduzir custos, acelerar entregas e apoiar o crescimento do mercado local.
Em termos operacionais, o que o novo centro trará de ganhos para a Solfácil?
O principal ganho é a proximidade com os clientes. Com o novo centro, conseguimos regionalizar estoques e reduzir significativamente os prazos de entrega. Em algumas regiões de Santa Catarina, a redução passa de 60%. No Paraná e no Rio Grande do Sul, chega a cerca de 50%.
Além disso, estimamos uma redução média de 25% nos custos de frete. Isso impacta diretamente a competitividade dos integradores e ajuda a tornar os projetos mais atrativos para o consumidor final.
Também passamos a oferecer a possibilidade de retirada local dos equipamentos, o que dá mais flexibilidade para quem está executando projetos na região.
Além desse novo centro em SC, a empresa estuda fazer outros investimentos relevantes no país?
A Solfácil continua investindo no fortalecimento do seu ecossistema, que combina distribuição e venda de equipamentos solares, financiamento e soluções para o mercado solar.
Estamos constantemente avaliando oportunidades de expansão e melhoria operacional, mas sempre com muita disciplina na alocação de capital. O foco neste momento é consolidar a operação do Sul e continuar ampliando nossa presença nacional, acompanhando o crescimento do mercado e as novas demandas dos clientes.
Como vocês avaliam o atual momento operacional do setor solar brasileiro, tendo em vista os desafios de curtailment e inversão de fluxo?
Eu vejo o setor vivendo uma transformação importante. Os desafios relacionados à infraestrutura da rede elétrica, como curtailment e inversão de fluxo, existem e precisam ser enfrentados, mas não significam uma desaceleração do mercado solar.
Na prática, esses desafios estão acelerando uma nova fase da transição energética. O consumidor continua querendo gerar sua própria energia, mas agora também busca mais controle, previsibilidade e autonomia, e nesse cenário vemos sistemas de armazenamento, como baterias, como um diferencial competitivo. O que estamos vendo é uma evolução do mercado, que deixa de olhar apenas para geração e passa a incorporar soluções de armazenamento e gestão inteligente da energia.
Ao seu ver, qual o melhor caminho para superar esses desafios?
A solução passa por uma combinação de fatores. É necessário continuar investindo na modernização da infraestrutura elétrica, mas também acelerar a adoção de tecnologias que tragam mais flexibilidade para o sistema.
Nesse contexto, o armazenamento de energia tem um papel central. Hoje as baterias já são vistas pelo mercado como uma das principais respostas para desafios como o curtailment. Elas permitem que a energia gerada seja utilizada no momento mais adequado, aumentando a eficiência do sistema e a autonomia do consumidor.
O Brasil deve realizar ainda este ano o seu primeiro leilão de baterias. Como a empresa olha para esse segmento?
Nós enxergamos o armazenamento de energia como uma das maiores oportunidades do setor para os próximos anos.
Esse mercado já é uma prioridade estratégica para a Solfácil. Entramos de forma bastante relevante nesse segmento e os resultados têm superado nossas expectativas. Estamos investindo na capacitação dos integradores, ampliando nosso portfólio e oferecendo soluções de financiamento para democratizar o acesso às baterias.
A demanda tem crescido muito rapidamente. Apenas no primeiro trimestre deste ano vendemos mais baterias do que em todo o ano de 2025. Para este ano, projetamos um crescimento de aproximadamente 530% nesse segmento.
O consumidor está entendendo que energia solar não é apenas economia na conta de luz. Cada vez mais, ele busca independência energética. É justamente aí que o armazenamento ganha protagonismo.
Por fim, quais são as projeções de crescimento da empresa? Como está a expectativa em relação ao setor fotovoltaico brasileiro?
Seguimos bastante otimistas tanto com o mercado quanto com a Solfácil. Não divulgamos projeções percentuais futuras, mas esperamos continuar crescendo acima do mercado, ampliando participação e mantendo rentabilidade. Os resultados dos últimos anos reforçam essa confiança. Já ultrapassamos a marca de 200 mil clientes financiados e encerramos 2025 com mais de R$ 1 bilhão financiado em projetos solares, o maior volume anual da nossa história.
Além disso, enxergamos vetores muito fortes de crescimento para os próximos anos. O aumento da procura por soluções inteligentes de gestão de energia e a expansão dos sistemas híbridos com baterias, por exemplo, devem impulsionar uma nova onda de crescimento do setor.
Por isso, acreditamos que o mercado solar continuará avançando, mas cada vez mais conectado ao armazenamento e à autonomia energética. Essa tendência já começou e os números que estamos vendo hoje mostram que ela veio para ficar.

publicada em 11 de junho de 2026 às 5:00 




