ALTAS TEMPERATURAS DO VERÃO EUROPEU FORÇAM A PARADA DE PELO MENOS TRÊS USINAS NUCLEARES DA EDF NA FRANÇA
A onda de calor na Europa e em especial na França, está afetando principalmente as usinas nucleares que dependem de rios para resfriamento de seus reatores, como Golfech, Bugey e Nogent-sur-Seine. O problema não é de segurança nuclear, mas de limitação ambiental. Quando a temperatura dos rios sobe demais, a EDF precisa reduzir a potência dos reatores ou até interromper a operação para não devolver água excessivamente quente ao meio ambiente. Em Golfech, uma unidade foi desligada por causa da temperatura da Garonne. Em Bugey e Nogent-sur-Seine, também houve paradas ou reduções de potência ligadas ao aquecimento do Rhône e da Seine. Saint-Alban e Blayais também aparecem entre as centrais sob atenção, por estarem sujeitas às mesmas restrições hidrológicas. A energia da França hoje é gerada 75% or usinas nucleares.
Apesar disso, a situação não caracteriza crise elétrica. A RTE, operadora do sistema francês, avaliou que a segurança do abastecimento permanece assegurada. O impacto
mais imediato é a redução da margem de exportação francesa e alguma pressão sobre os preços da eletricidade na Europa, já que a França normalmente exporta parte relevante de sua geração nuclear. Em síntese, a canícula está impondo restrições operacionais localizadas ao parque nuclear francês, sobretudo por causa da temperatura dos rios, mas sem indicar risco à segurança dos reatores ou ameaça imediata ao suprimento elétrico nacional. O episódio reforça, porém, a importância da adaptação climática das usinas nucleares, especialmente em relação à disponibilidade de água, limites térmicos ambientais e resiliência do sistema elétrico em períodos extremos.

publicada em 26 de junho de 2026 às 13:00 




