NAO DELETAR
HMFLOW

HM FLOW CONSOLIDA PRESENÇA NO MERCADO DE ÓLEO E GÁS E AMPLIA PORTFÓLIO COM GERADORES TERMOELÉTRICOS PARA ÁREAS REMOTAS

Um ano de novos desafios e oportunidades. Com mais de 40 anos de atuação, a Hirsa passou por uma importante transformação no início de 2026, quando sua divisão de serviços passou a integrar o Grupo Trescal, líder global em serviços de metrologia. Paralelamente, a divisão de produtos passou a operar sob uma nova marca: a HM Flow. “O início do ano foi dedicado à consolidação da nova empresa. Como acontece em todo processo de cisão, há uma demanda muito grande na área administrativa, envolvendo a reestruturação de cadastros, a transferência de contratos e toda a comunicação ao mercado”, contou Matheus Freitas, diretor de operações da HM Flow e da Hirsa.

O executivo explica que, após praticamente concluir a migração de contratos e cadastros, a HM Flow concentra seus esforços em apresentar ao mercado seu portfólio renovado. O principal destaque é uma nova geração de geradores termoelétricos, desenvolvidos para operar nas condições mais desafiadoras do mundo e fornecer energia de forma contínua e confiável, independentemente do clima ou do período do dia. “Temos recebido um volume significativo de consultas e cotações, o que demonstra o interesse do mercado por essa tecnologia”, revela.

Sobre a Hirsa, Freitas afirma que a integração ao Grupo Trescal amplia significativamente o potencial de atuação da companhia. “Hoje, fazemos parte de uma estrutura muito mais ampla. Com isso, um cliente que antes contratava de nós um portfólio de 10 ou 15 serviços agora pode contar com muito mais soluções dentro do mesmo grupo”, concluiu.

No início do ano, a Hirsa anunciou uma importante novidade ao mercado ao ingressar no Grupo Trescal. O que isso representou em termos de novas possibilidades de negócios?

A Hirsa tinha duas divisões bem distintas: uma voltada para produtos, focada na comercialização de equipamentos e na representação de tecnologias internacionais, e outra dedicada à prestação de serviços. A história da Hirsa começou com a venda de equipamentos, enquanto a área de serviços foi construída ao longo dos últimos 20 anos, de forma consistente e independente.

Já existia a intenção de separar essas duas operações. Esse processo acabou sendo acelerado quando recebemos uma proposta do Grupo Trescal e concluímos a venda da divisão de serviços, que permaneceu com o nome Hirsa. A partir dessa mudança, fizemos a cisão de toda a operação de produtos, incluindo a equipe técnica, os contratos e todo o legado dessa área, dando origem à HM Flow.

Hoje, a HM Flow realiza exatamente o trabalho que a divisão de produtos da Hirsa desempenhava até o ano passado, resgatando a essência da empresa. Esse movimento foi muito positivo porque nos permitiu voltar a concentrar totalmente nossos esforços no segmento de equipamentos. Os contratos foram mantidos, a carteira de clientes permaneceu a mesma e todo o corpo técnico passou a integrar a nova empresa.

Quais foram os primeiros movimentos desde o nascimento da HM Flow?

A partir dessa transição, reformulamos nossa linha de produtos e passamos a trazer novidades importantes ao mercado. Estamos indo além da nossa área tradicional de medição e ingressamos em um segmento alinhado às tendências globais de descarbonização, energia sustentável e à agenda ESG. Hoje, estamos ofertando os TEGs (thermoelectric generators), geradores termoelétricos desenvolvidos pela empresa canadense Global Power Technologies (GPT), de Alberta. Essa é uma grande aposta da HM Flow: trata-se de uma tecnologia que utiliza o próprio gás presente nos pipelines para gerar eletricidade.

O grande diferencial dessa solução é que ela não possui partes móveis. Em vez de funcionar como uma turbina, utiliza um fenômeno termoelétrico para converter o calor do gás em energia elétrica, com alta eficiência. Isso a torna uma alternativa ideal para áreas remotas, fornecendo energia de forma contínua e confiável, sem a necessidade de infraestrutura complexa ou de operações frequentes de reabastecimento, já que o próprio gás da linha alimenta o sistema.

Temos recebido um volume significativo de consultas e cotações, o que demonstra o interesse do mercado por essa tecnologia. Em resumo, a HM Flow chega ao mercado apoiada em um legado consolidado, mantendo o relacionamento com os mesmos clientes e a qualidade que sempre caracterizou a empresa, mas agora com um portfólio renovado e soluções ainda mais inovadoras.

Como têm sido esses primeiros meses da nova empresa?

O início do ano foi dedicado à consolidação da nova empresa. Como acontece em todo processo de cisão, há uma demanda muito grande na área administrativa, envolvendo a reestruturação de cadastros, a transferência de contratos e toda a comunicação ao mercado. Tivemos o cuidado de explicar essa transição aos clientes de forma transparente, para que ela ocorresse de maneira natural, sem gerar qualquer percepção equivocada. É um trabalho que exige bastante planejamento e dedicação, mas, felizmente, o processo transcorreu muito bem. Hoje, praticamente concluímos toda a migração de contratos e cadastros, restando apenas alguns ajustes pontuais.

O que você pode adiantar sobre as perspectivas e as negociações para novos negócios?

As perspectivas são bastante positivas. Já conseguimos equilibrar receitas e despesas e estamos inseridos nas principais rodadas de negociação de projetos do mercado. Participamos ativamente das demandas da Petrobras e das grandes obras conduzidas pelas EPCistas (Engineering, Procurement and Construction), empresas responsáveis pela integração e execução desses empreendimentos. Hoje, temos cotações abertas para alguns dos principais projetos da estatal, tanto no Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro, quanto em outras regiões do país que concentram investimentos relevantes no setor de óleo e gás.

Seguimos muito bem posicionados no fornecimento de tecnologias e equipamentos de medição para os segmentos onshore e offshore, atendendo toda a cadeia, do upstream ao midstream e downstream. Além disso, a incorporação da nova linha de geradores termoelétricos e de outras soluções ao nosso portfólio tem ampliado nossa competitividade, tanto em novos projetos quanto no mercado de reposição. Os resultados têm sido bastante positivos e nossa expectativa é encerrar o ano atingindo a meta estabelecida para a área de equipamentos ou, possivelmente, superando-a de forma significativa.

E quanto à Hirsa? De que forma a entrada da empresa no Grupo Trescal abre novas oportunidades de negócios?

Foi uma decisão muito importante para o negócio. Isso amplia significativamente nossa capacidade de atuação. Além do portfólio tradicional da Hirsa, historicamente voltado à gestão metrológica, passamos a integrar um dos maiores grupos do mundo — e certamente o maior do Brasil — nas áreas de calibração, ensaios, manutenção e gestão metrológica. O ano passado foi bastante desafiador, mas também muito enriquecedor. Hoje, temos a confirmação de que a estratégia foi acertada, tanto pela criação da HM Flow quanto pela integração da Hirsa ao Grupo Trescal.

Na prática, isso significa oferecer muito mais aos mesmos clientes. Antes, nosso portfólio era concentrado em gestão metrológica. Hoje, fazemos parte de uma estrutura muito mais ampla. Com isso, um cliente que antes contratava de nós um portfólio de 10 ou 15 serviços agora pode contar com muito mais soluções dentro do mesmo grupo. Em vez de administrar diversos fornecedores e contratos, esse cliente passa a ter um atendimento centralizado, com maior eficiência e abrangência. Isso fortalece nossa proposta de valor e amplia nossa competitividade. 

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários