GRUPO DE TRABALHO VAI PROPOR ESTRATÉGIAS PARA AMPLIAR CONHECIMENTO SOBRE RESERVAS DE URÂNIO NO BRASIL
O Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou uma resolução que cria um grupo de trabalho para avaliar a contribuição do setor mineral, com destaque para o urânio, ao desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, do Programa Nuclear da Marinha e de outras iniciativas estratégicas voltadas à defesa nacional e à transição energética. O grupo terá prazo de 90 dias para analisar o estágio atual do mapeamento e do conhecimento sobre os recursos e as reservas de urânio no país, além de propor estratégias para ampliar essas informações. Também será responsável por dimensionar o potencial de produção mineral, considerando tanto os empreendimentos em operação quanto os projetos previstos.
Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o colegiado reunirá representantes da Casa Civil, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Comando da Marinha e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Também participarão, como convidados permanentes, o Ministério da Defesa, a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Eletronuclear, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
Durante a reunião do CNPM, o presidente da INB, Tomás Albuquerque, destacou a importância da empresa no ciclo do combustível nuclear e defendeu a ampliação dos investimentos em pesquisa e na produção de urânio no Brasil diante do cenário internacional. Segundo ele, a oferta global já é insuficiente para atender à demanda. “Temos uma janela de oportunidade incrível e uma janela de preocupação. Hoje, o mundo produz 60 mil toneladas de urânio e consumiu, em 2025, 65 mil. Essas cinco mil toneladas vieram de reservas estratégicas mantidas pelos países e pelas próprias usinas nucleares“, afirmou.
A expectativa é que esse desequilíbrio aumente nos próximos anos. De acordo com Albuquerque, mais de 70 reatores nucleares estão em construção no mundo, o que deverá elevar a demanda global em cerca de 14 mil toneladas de urânio, ao mesmo tempo em que as minas atualmente em operação apresentam queda de produtividade.
Apesar de o Brasil possuir uma das maiores reservas de urânio do planeta, a produção nacional ainda não é suficiente para abastecer a fabricação do combustível utilizado pelas usinas de Angra 1 e Angra 2. O desafio tende a crescer com a expansão da geração nuclear prevista no Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, que estabelece uma capacidade instalada de 14 GW. Nesse cenário, a demanda pelo minério poderá saltar das atuais 450 toneladas para cerca de 3 mil toneladas por ano.
Segundo o presidente da INB, transformar esse potencial geológico em produção efetiva exigirá investimentos significativos. “Essa disparidade entre o potencial que já identificamos e a produção efetiva de urânio exige muitos investimentos para que essa equação seja revertida“, concluiu.

publicada em 9 de julho de 2026 às 19:00 





Este é mais um segmento do ciclo nuclear onde empacamos em níveis irrisórios, mesmo após 70 anos de atividades nucleares. Mesmo com aoenas duas usinas, uma delas pequena, não somos auto suficientes em combustível nuclear. E pelo jeito não conhecemos o conteúdo do nosso próprio território e o que ele pode nos dar. Geração elétrica, seu impacto no crescimento do PIB sem paralelo em quaisquer outras infraestruturas, a rapidez de implantação, o relativo baixo investimento necessário, a transformaram na galinha dos ovos de ouro de países desenvolvidos. O ciclo nuclear tem sido excelente provedor da eletricidade que multiplica a produtividade… Leia mais »
Talvez tudo junto.
Ou talvez apreciamos demais energias renováveis, com 30% de fator de capacidade quando em serviço, mas 100% de capacidade de usar o capital à exaustão quanto estão sendo construídas.
Que tal criarmos um objetivo nacional e partirmos com tudo pra cima dele? 250 mil MWe de potência média EM SERVIÇO, 24/7. Os atuais 70 mil não dão pra nada além dos 500 dólares de renda média per capita mensal, a plenitude da pobreza.
Rumo aos 250 mil MWe de potência média.
250 mil MWe de potência continua pode parecer muito, comparado aos míseros 70 mil atuais, mas os EUA têm 500 Mil MWe médios com capacidade instalada de 1,3 milhão de MWe. Não por outro motivo têm salário médio anual de 84 mil dólares, enquanto temos 5 mil. É difícil entender isso?
Comentando a informação anterior, os EUA têm cerca 1,3 milhão de MWe instalado de potência elétrica, atingem a demanda de cerca de 750 mil MWe em horários de ponta e operam com cerca de 500 mil MWe de potência firme ou demanda média. Nós temos pouco mais de 200 mil MWe instalados, atingimos cerca de 80 mil MWe de demanda máxima em horários de pico e operamos com cerca de 60 mil MWe firmes ou potência média. Ou seja, os EUA têm aproximadamente seis vezes mais potência instalada do que nós, mas devido a um perfil mais térmico geram (e… Leia mais »