ESTADOS UNIDOS ATACAM 80 ALVOS MILITARES NO IRÃ, QUE ATACA BAHREIN, KUWAIT E JORDÂNIA E VOLTA A FECHAR O ESTREITO DE ORMUZ
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje (9) que o Irã ligou querendo chegar a um acordo, depois de ter dito anteriormente que o memorando de entendimento assinado estava encerrado, mas que “Os ataques iranianos estão fora de controle. Eles querem muito fazer um acordo, mas eu simplesmente não sei se eles são dignos de um acordo.” O presidente americano falou aos repórteres a bordo do Air Force One após a cúpula da OTAN na Turquia. “Não sei se eles vão honrar o acordo. Esse é o problema. Eles têm muito pouco a perder e querem muito fechar um acordo” Ele também disse que o Irã estava “um pouco fora de controle”, referindo-se aos ataques a navios em Ormuz. “Se eles querem fazer um acordo, por que vocês acham que atacaram embarcações comerciais?” Em resposta aos ataques do Irã, Trump afirmou que os Estados Unidos os atacariam “numa proporção de 20 para 1. Cada vez que eles nos atacarem, vamos revidar com 20”. Quase não houve reação do mercado aos mais recentes ataques de parte a parte. O preço do barril do Brent esta manhã está cotado a comportados US$ 77,81. Isso porque centenas de navios já deixaram Ormuz, tiurando a força das autoridades iranianas sobre o estreito e sobre o fluxo do petróleo.
As forças armadas americanas atacaram 80 alvos militares iranianos. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou que as forças armadas americanas
haviam concluídos no Irã na madrugada desta quinta-feira (9). “As forças do CENTCOM atingiram aproximadamente 80 alvos militares incluindo mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica, para impor pesadas consequências ao Irã por violar o cessar-fogo ao atacar três navios mercantes que navegavam no Estreito de Ormuz”, disse o CENTCOM em um comunicado no X. A Casa Branca está se preparando para o que pode se transformar em uma troca de tiros com o Irã que pode durar vários dias ou até
mesmo semanas no Estreito de Ormuz, disseram autoridades americanas.
A duração e a intensidade da nova campanha dependem inteiramente das próximas ações do Irã, de acordo com autoridades americanas, a escalada atual pode durar de um dia a um mês, dependendo se o Irã continuar seus ataques a navios comerciais. Os militares acreditam que ter mais espaço para intensificar o conflito, visto que centenas de petroleiros conseguiram atravessar o Golfo pelo estreito nas últimas semanas. “Isso aliviou as preocupações dentro da administração de que um novo conflito provocaria imediatamente um aumento significativo no preço do petróleo”, disse o CENTCOM. “O Irã viu sua influência em Ormuz diminuir à medida que centenas de navios transitavam pela rota sul, perto da costa de Omã.”
PROMESSA DE ATAQUES
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em uma publicação no X, disse que ‘Se você atacar, será atacado.” E foi isso que a Guarda
Revolucionária Islâmica reivindicou, assumindo a responsabilidade pelos ataques no Kuwait e no Bahrein. “Os Estados Unidos ainda não aprenderam que intimidar e quebrar promessas não são mais impunes“, disse Ghalibaf em uma publicação no X. As sirenes soaram pela segunda vez no Bahrein nesta quinta-feira, atribuindo o acionamento das sirenes a mísseis iranianos. As Forças de Defesa do Bahrein confirmaram os ataques, afirmando que as suas forças interceptaram e destruíram diversos mísseis e drones direcionados ao reino no início do dia. Segundo a agência de notícias estatal, a Jordânia também interceptou oito mísseis lançados pelo Irã. Não houve relatos de vítimas ou danos em decorrência do ataque.
As Sirenes também soaram no Kuwait, onde o Ministério da Defesa informou que as defesas aéreas do país “estão enfrentando ataques de foguetes e drones”. O porta-voz oficial do Ministério da Defesa do Kuwait, Major-General Saud Abdulaziz Al-Otaibi, emitiu um comunicado durante a noite, relatando uma pessoa ferida devido à queda de destroços. O comunicado detalhou que um total de três mísseis balísticos, um míssil de cruzeiro e dez drones hostis foram detectados no espaço aéreo kuwaitiano. Todas essas ameaças foram interceptadas com sucesso, segundo o comunicado. No Catar, um alerta de segurança reforçado foi enviado para telefones celulares. Um sinal de que a situação estava normalizada foi emitido em 10 minutos, informando que
“a ameaça havia sido eliminada”. A Guarda Revolucionária Islâmica reivindica a responsabilidade pelos ataques.
Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os ataques aos países do Golfo foram uma resposta aos ataques americanos no sul do Irã ocorridos esta manhã: “Não fiquem se debatendo sem propósito, ou vocês vão afundar ainda mais. O Estreito de Ormuz só se abrirá com acordos iranianos, não com ameaças americanas.” O Irã afirmou que ataques dos EUA interrompem a reabertura do Estreito de Ormuz. Um segundo comunicado disse que um projétil americano atingiu a área ao redor da usina nuclear de Bushehr, informou o vice-governador da província de Bushehr à mídia estatal iraniana. Ele disse ainda que vários locais de sua província, incluindo a área perimetral da instalação nuclear, foram atingidos em ataques dos EUA.
TRENS PARARAM
Os serviços de trens de passageiros iranianos entre Teerã e Mashhad foram temporariamente suspensos após um suposto ataque dos EUA a uma ponte ferroviária que liga as duas cidades, afirmou a emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB). “Após o ataque criminoso dos EUA no início desta manhã a um trecho da ferrovia Teerã-Mashhad, os serviços de trens de passageiros foram interrompidos“, publicou a IRIB no X. Os passageiros que ficaram retidos devido à interrupção começaram a gritar: “Os iranianos não aceitam humilhação, nem mesmo ao custo de suas próprias vidas.” Equipes de reparo estão trabalhando para consertar os danos e restabelecer a rota, e outras providências estão sendo tomadas para transportar os passageiros até Mashhad por via terrestre, de acordo com a
IRIB. A interrupção nos transportes ocorre enquanto pessoas em luto viajam para se despedir do ex-líder supremo do Irã, o Aiatolá sanguinário Ali Khamenei, antes de seu sepultamento na cidade de Mashhad.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica disse que o ataque dos EUA à ferrovia foi uma tentativa deliberada de ofuscar o funeral de Khamenei, conforme noticiado pela mídia estatal iraniana. Os cortejos fúnebres organizados pelo Estado iraniano, que começaram na semana passada, servem tanto como uma comemoração religiosa quanto como uma demonstração de continuidade para a República Islâmica após a morte do líder que comandou o Irã com mão de ferro por quase quatro décadas. A procissão, que durou uma semana e transportou o corpo de Khamenei, incluiu eventos públicos em Qom, Najaf e Karbala – importantes centros xiitas no Irã e no Iraque – antes de chegar ao destino final em Mashhad, onde fica o santuário de peregrinação mais sagrado do país.
ATAQUES ÀS ROTAS COMERCIAIS
A ponte ferroviária de Aq Taqeh Khan, na província de Golestan, no norte do Irã, também foi atingida por ataques dos EUA durante a noite, de acordo com a agência de notícias Fars, administrada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A linha férrea específica onde a ponte estava localizada serve como um elo comercial vital, conectando Teerã a seus parceiros estratégicos, China e Rússia. A agência Fars informou que a rota continua pelo Turcomenistão e Cazaquistão, tornando-se um importante corredor terrestre para a China em particular. Essa ligação ganhou importância, especialmente durante o bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos no Golfo Pérsico este ano. Além disso, essa rota vem sendo utilizada pela Rússia para o envio de cargas ao Irã desde o final de 2025. A agência afirmou que os reparos na ponte devem ser concluídos em breve. Além disso, explosões também foram ouvidas em Bandar Abbas, no Irã, na quinta-feira, de acordo com a agência Mehr.

publicada em 9 de julho de 2026 às 11:00 




