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OS ESTADOS UNIDOS JÁ FIZERAM MAIS DE 140 ATAQUES CONTRA ALVOS MILITARES DO IRÃ E DIZEM QUE ESTREITO DE ORMUZ ESTÁ ABERTO

O governo do Irã está fazendo a sua população iraniana pagar pela arrogância dos chefes militares do país, que abriram mão das negociações de paz e insistem em desafiar a maior força militar mundial em um confronto em que não vão vencer. O Comando Central norte-americano CENTECOM informou que as forças militares americanas já atingiram 140 alvos militares do Irã em novas rodadas de ataques. As últimas operações miraram as  instalações de mísseis e drones, depósitos de munição, redes de comunicação e locais de vigilância costeira. Com a nova rodada, o número de alvos iranianos atingidos ao longo da última semana passa de 300. Os EUA alegam que a ofensiva tem o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. Um cidadão indiano está desaparecido após ataque ao navio comercial GFS Galaxy  perto de Omã, orquestrado pelos iranianos,  segundo o Ministério das Relações Exteriores. “Dos 11 cidadãos indianos a bordo, 10 já foram resgatados, enquanto um cidadão indiano está  desaparecido”, disse o ministério indiano, ao condenar o ataque. A embaixada da Índia em Omã está acompanhando de perto a situação e coordenando com as autoridades omanitas a operação de busca e salvamento que está em andamento. O Irã afirmou ter disparado um tiro de advertência que atingiu uma embarcação que navegava em uma rota não autorizada. O Ministério das Relações Exteriores de Omã convocou o embaixador do Irã no país para “entregar uma nota de protesto referente ao ataque com drones a alvos nas províncias de Musandam e Al Batinah”.

O Comando Central dos EUA emitiu uma declaração separada na qual afirmou que as forças americanas no Estreito estavam posicionadas para garantir a livre navegação. “A liberdade de navegação permanece garantida, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã. O Irã não controla o estreito”, diz a declaração. Após a declaração do CENTCOM, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã afirmou que o Estreito estava “atualmente fechado” após a última rodada de combates. “Devido aos recentes movimentos ilegais das forças militares dos Estados Unidos na região, a passagem pelo Estreito de Ormuz está atualmente impossibilitada”, diz o comunicado, acrescentando: “Assim que a estabilidade e a calma forem restabelecidas, todos os pedidos serão analisados ​​de acordo com o cronograma, e as autorizações necessárias serão emitidas.”

Uma série de ataques e alertas de segurança foram relatados em todo o Oriente Médio neste domingo(12), de acordo com autoridades regionais e a mídia estatal.  Três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços informou o Ministério do Interior do Catar. Pouco depois, a região de Khondab, no centro do Irã, foi atacada, segundo um funcionário local relatou à mídia estatal iraniana. A agência de notícias estatal de Omã informou posteriormente que alvos na província de Musandam foram atingidos por drones. Segundo a agência de notícias estatal jordaniana, o exército informou que três mísseis lançados do Irã caíram em território jordaniano.  Em meio aos acontecimentos, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi(direita), discutiu a situação regional com o vice-ministro das Relações Exteriores do Paquistão por telefone, informou a agência de notícias iraniana Tasnim. Em seguida, as sirenes foram acionadas no Bahrein, informou o Ministério do Interior do país.

Ao contrário do divulga os iranianos, o Presidente Donald Trump afirmou esta manhã ( 12) que o Estreito de Ormuz está aberto ao tráfego comercial, embora os Estados Unidos e o Irã continuem a trocar ataques que aumentaram as preocupações com a segurança em uma das rotas de transporte de petróleo mais importantes do mundo. “Nós os bombardeamos impiedosamente ontem à noite“, disse Trump. “Eles são pessoas muito más e doentes. Tivemos uma reunião com eles, onde concordaram com um acordo perfeito para nós, sem armas nucleares, sem isso, sem aquilo, sem nada. Eles abriram mão de tudo. E então, depois disso, saíram da sala e, em menos de uma hora, lançaram um drone contra um navio.”

OS ATAQUES IRANIANOS

O Irã realizou inúmeros ataques no Oriente Médio nos últimos dias, buscando dar continuidade ao conflito de retaliações com os Estados Unidos. Na mais recente onda de ataques, o Irã atingiu o Catar,  o Kuwait, o Bahrein, Omã, os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia. Trata-se de uma linha de frente de aproximadamente 3.000 km, que se estende de Amã ao Estreito de Ormuz. É um campo de batalha imenso e o objetivo do Irã é expandir o conflito o máximo possível. Isso dificulta a contenção do Irã, pois o país é extenso e pode posicionar mísseis e drones em diversos pontos para realizar ataques. O objetivo do Irã agora é multifacetado. Uma das camadas é fazer parecer que Teerã não centraliza a tomada de decisões em seu território. Isso apresenta alguns ataques iranianos como sendo perpetrados por elementos “rebeldes” ou por alguma ala “linha-dura” da Guarda Revolucionária Islâmica.

A teoria é que o Irã poderá então adotar a estratégia do “polícia bom e do polícia mau” na região. O governo iraniano tentará reduzir a tensão, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica a intensificará. Este é um método que o Irã utiliza em negociações com o Ocidente há décadas. Agora, está sendo usado em tempos de guerra. Outro aspecto da política iraniana é tentar apresentar uma proposta para administrar o Golfo Pérsico. O país tenta fingir que, se outros países estiverem dispostos a negociar, algum tipo de acordo poderá ser alcançado, no qual o Irã administrará o Golfo e o Estreito de Ormuz. A proposta é que o Irã e outros países recebam uma taxa pelas embarcações que transitam pela região, o que, na prática, lhes confere o controle. É improvável que os EUA aceitem isso. A política americana, por mais de 100 anos, tem sido de defesa da liberdade de navegação. O que sabemos sobre os recentes ataques é que os EUA realizaram uma série de novos ataques. Isso vem acontecendo há vários dias. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou ter “concluído a terceira rodada de ataques esta semana contra o Irã, em 11 de julho, responsabilizando as forças iranianas pelo ataque a outro navio comercial no Estreito de Ormuz”.

O comunicado afirmava que as forças americanas “atingiram aproximadamente 140 alvos militares iranianos com munições de precisão lançadas por aeronaves de combate terrestres e marítimas, drones e navios de guerra. Os alvos incluíam instalações de mísseis e drones iranianos, capacidades navais, depósitos de munição, redes de comunicação e locais de vigilância costeira“.  O CENTCOM prosseguiu afirmando que “durante três noites de ataques nesta semana, o CENTCOM atingiu mais de 300 alvos sob a direção do Comandante-em-Chefe para degradar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito. O trânsito de embarcações comerciais por este corredor marítimo internacional vital continua.”

OS ALVOS

Os Emirados Árabes Unidos confirmaram que os ataques noturnos contra o país haviam cessado. Omã condenou os ataques realizados por drones iranianos. O Arab News, da Arábia Saudita, forneceu mais contexto sobre os ataques. “Os militares do Catar disseram em um comunicado que interceptaram disparos iranianos, com explosões ouvidas nos Emirados Árabes Unidos, país vizinho.” O relatório também mencionou alertas no Bahrein. O Kuwait também interceptou ataques. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que seus sistemas de defesa interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã. Em comunicado, o Ministério da Defesa disse que as ameaças de mísseis detectadas esta manhã estavam fora das fronteiras do país, acrescentou o Arab News. “Uma fonte de segurança omanita relatou que drones atacaram alvos na província de Musandam. O sultanato condenou os ataques e prometeu tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a segurança do país e de seus residentes.” A linha de frente de 3.000 km do Irã é a forma como o país busca espalhar o caos na região. Criou tantas frentes de batalha em tantos lugares diferentes que será difícil para os EUA confrontarem essa caixa de Pandora iraniana. Não se sabe como fechar a caixa, e tudo indica que o Irã está disposto a continuar com essa estratégia num futuro próximo.

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