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TERRORISTAS HOUTHIS ATACAM DOIS PETROLEIROS SAUDITAS NO MAR VERMELHO E RUBIO CHAMA LÍDERES DO IRÃ “LUNÁTICOS MALÍGNOS”

O barril do petróleo volta aos cem dólares. Os houthis intensificam as ameaças contra a Arábia Saudita, aumentando os riscos para a navegação no Mar Vermelho. Os sauditas investiram no transporte de petróleo exportado pelo Mar Vermelho devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Se os houthis tentarem bloquear essa segunda via navegável, o comércio de energia poderá ficar  ainda mais em risco. Os terroristas Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, intensificaram suas ameaças ao longo deste mês,  a pedido de Teerã,  paralelamente ao aumento das tensões entre os EUA e o Irã. As últimas rodadas de negociações estão relacionadas às tensões em torno do uso do aeroporto de  Sana’a, controlado pelos Houthis,   e às tentativas do Irã de operar voos para lá. A Arábia Saudita, vizinha ao Iêmen,  se opôs aos voos. Em seguida, os terroristas anunciaram um bloqueio à navegação saudita que transita pelo Estreito de Bab el-Mandeb,  o que significa, essencialmente, que o Irã está bloqueando o Estreito de Ormuz e o principal estreito de acesso ao Mar Vermelho.

O petróleo voltou à casa de US$ 100 na manhã desta quinta-feira (23) diante de um cenário incerto no Oriente Médio. A nova elevação no preço do insumo reflete o temor do mercado em relação aos próximos desdobramentos da guerra no Irã. A dificuldade de navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no planeta, fez aumentar novamente a preocupação sobre a oferta da commodity para os próximos meses. Para se ter ideia da deterioração do cenário no Oriente Médio, basta relembrar a evolução do preço do barril. No início do mês, antes do recrudescimento dos ataques de EUA e Irã, o Brent era negociado abaixo de US$ 72 por barril, quando o mercado ainda esperava que o acordo de paz assinado pelos dois países poderia dar um fim ao conflito. O armistício subiu no telhado e levou novamente para as alturas o preço do petróleo.

Durante a madrugada de hoje (23), os  Houthis anunciaram, que realizaram uma “operação militar qualitativa” contra mais dois petroleiros   sauditas, “ENCELIA” e “LAYLA”, após acusarem as embarcações de violarem um bloqueio marítimo no Mar Vermelho. Trata-se de duas embarcações que, segundo dados de rastreamento relativamente recentes, encontram-se no Mar Vermelho. O comunicado dos Houthis afirmou que “a operação foi conduzida utilizando diversos mísseis balísticos e de cruzeiro, juntamente com drones, alegando que os ataques atingiram alvos precisos em ambas as embarcações e provocaram incêndios a bordo”. Os Houthis afirmam ter forçado dez navios que tentavam atravessar o estreito a retornar e dizem que continuarão o bloqueio. Eles também afirmam que qualquer resposta será recebida com grandes ataques contra a Arábia Saudita.

O Arab News publicou um editorial dizendo que  “Quatro petroleiros sauditas foram forçados a retornar na terça-feira, depois que a milícia Houthi do Iêmen alertou que qualquer embarcação que atracasse em portos sauditas poderia ser alvejada em qualquer local dentro do alcance operacional das Forças Armadas Iemenitas’, marcando uma forte escalada em sua campanha no Mar Vermelho.”   O artigo observa como os Houthis já haviam atacado navios ligados a Israel e  apoiaram o Hamas, mas que  “Riad parece cada vez mais disposta a defender suas rotas marítimas vitais no Mar Vermelho. Esta última escalada contra a Arábia Saudita é mais um exemplo de como os Houthis se apoiam na pressão militar e na ameaça de um conflito mais amplo como tática de negociação, segundo  Mohammed Al-Basha, fundador da consultoria de risco Basha Report. “Os EUA continuam a manter uma força naval robusta na região, que é mais do que capaz de trabalhar com os parceiros sauditas para garantir a estabilidade e a navegação frequente no Mar Vermelho.

BOMBARDEIROS NA GUERRA

Os EUA mobilizaram um bombardeiro B-1 para atacar o Irã pela primeira vez desde a retomada da guerra. É uma arma terrível e temida. O avião pode transportar duas dúzias de bombas de 907 kg ou dezenas de mísseis de cruzeiro. A sua opção  sinaliza uma escalada e expansão significativas da campanha militar dos EUA. O primeiro ataque utilizando o bombardeiro foi realizado nesta madrugada.  O bombardeiro B-1,  enviado para o Irã,  iniciou sua missão a partir de uma base no Reino Unido. Seus movimentos foram rastreados online por meio de sites de rastreamento de aviões, mas seu alvo exato permanece desconhecido. Essa informação surge pouco depois da posse do Primeiro Ministro britânico Andy Burnham ter aprovado o uso de bases britânicas para ataques dos Estados Unidos contra o Irã, embora O Comando Central dos EUA (CENTCOM) não tenha mencionado  o uso do  B-1 em um comunicado sobre os ataques noturnos contra o Irã.

Os EUA realizaram diversas missões com bombardeiros B-1 entre fevereiro e abril, durante a Operação Epic Fury, atingindo bases de mísseis, centros de comando, depósitos de armas e sistemas de defesa aérea. O Comando Central dos EUA, com o Secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, alertou que “bombardeiros B-2, B-52, B-1, drones Predator e caças controlando os céus e selecionando alvos poderiam se tornar a nova normalidade para o Irã.”

Durante a madrugada, os  EUA atacaram pontes e usinas de energia iranianas em retaliação a cada vez que o Irã disparasse contra um navio no Estreito de Ormuz, em da subestação de energia usada pela Usina Nuclear iraniana.  “Os EUA vão bombardear e destruir uma ponte ou usina elétrica, incluindo aquelas localizadas próximas ou dentro da capital, Teerã”, disse Trump. “A partir de agora, isso acontecerá sempre que a República Islâmica do Irã atirar contra um navio no Estreito de Ormuz“, afirmou ele. “Felizmente, contamos com o apoio de atores europeus que mantêm uma força naval no âmbito da Operação Aspides. Eles anunciaram que irão disponibilizar capacidade adicional de desminagem no Mar Vermelho, o que será útil.”

As ameaças dos Houthis são importantes. Os sauditas têm investido no escoamento das exportações de energia pelo Mar Vermelho devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Isso significa que, se os Houthis tentarem bloquear essa segunda via navegável, poderá afetar a Arábia Saudita, os países do Golfo e, consequentemente, as rotas comerciais mundiais e o fornecimento de petróleo e energia.  O líder terrorista, Abdulmalik Badreddin al-Houthi(direita), disse que “redefiniu a natureza abrangente do conflito com a Arábia Saudita, traçando um panorama mais claro da equação que regerá a próxima fase”. O veículo de comunicação Houthi Al-Masirah afirma que os Houthis estão “indo além da mera explicação da agressão e do bloqueio e da descrição de seus impactos humanitários e econômicos; o discurso transmitiu uma posição decisiva: o Iêmen não tolerará mais o controle estrangeiro contínuo sobre seus aeroportos, portos e recursos. Qualquer retorno à escalada em larga escala colocará os interesses e instalações vitais da Arábia Saudita diretamente na equação de dissuasão declarada pelo Iêmen.”

OS ATAQUES DO IRÃ

A Guarda Revolucionária Islâmica afirma ter atacado e danificado um sistema de mísseis Patriot dos EUA, além de helicópteros no Kuwait,  em retaliação ao que descreveu como interferência dos EUA no Estreito de Ormuz. Diz ter atacado um depósito de equipamentos militares americano, de acordo com a agência de notícias estatal  iraniana Fars News.  Segundo a agência o ataque foi  na Base Aérea de Ali al-Salem.   Na manhã desta quinta-feira, o exército do Kuwait afirmou ter enfrentado uma onda de ataques de drones iranianos. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também alegou que um petroleiro que tentava atravessar o Estreito de Ormuz pegou fogo após atingir uma mina na hidrovia. Ao reivindicar a responsabilidade pela colocação da mina, a Guarda afirmou que mantém o controle do estreito e assegurou que, enquanto as forças americanas permanecerem na região, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado a todos os petroleiros. O  CENTCOM contestou as alegações iranianas sobre o suposto fechamento do estreito, garantindo que a hidrovia permanece aberta para trânsito, independentemente dos ataques. O CENTCOM declarou que, embora mantenha o bloqueio aos portos iranianos, navios comerciais continuam a transitar pelo estreito acompanhados por forças militares americanas.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o preço da recente escalada da violência no Irã aumentará a cada noite até que a liderança em Teerã “caia em si.”  Ele fez esta declaração  durante o Fórum Regional da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), nas Filipinas.   Rubio afirmou que o Irã está implorando para fazer outro acordo com Washington após o colapso do memorando de entendimento anterior entre os EUA e o Irã, mas observou que “parece que eles não estão prontos para fechar um acordo. O problema é que, sempre que fecham um acordo, as pessoas que estão no comando ou o quebram ou querem mudá-lo. Rubio afirmou que Trump adotará a estratégia de “olho por olho”, fazendo referência às declarações anteriores do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, de que o Irã opera com uma estratégia de “olho por olho”. O Secretário disse que enquanto Trump estiver no cargo, o Irã jamais terá permissão para desenvolver ou possuir uma arma nuclear. “Teerã financia grupos terroristas e seu programa nuclear em vez do povo iraniano. A maior ameaça para o mundo são esses lunáticos que possuem armas nucleares. Alguns deles são lunáticos, alguns são maus e alguns são lunáticos malignos”.

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