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ESTADOS UNIDOS ASSINA ACORDO NUCLEAR COM A ARÁBIA SAUDITA

A Arábia Saudita e os Estados Unidos assinaram um acordo para cooperação no uso pacífico da energia nuclear, acompanhado de um acordo bilateral de salvaguardas. Os documentos foram firmados pelo ministro da Energia e ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman bin Abdulaziz, e pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright (foto principal).

Segundo a agência oficial de notícias saudita (SPA), o acordo tem como objetivo ampliar a cooperação entre os dois países no uso pacífico da energia nuclear, facilitando o intercâmbio de conhecimento, experiência e tecnologias. A iniciativa também busca fortalecer a colaboração bilateral em conformidade com os mais elevados padrões internacionais de segurança nuclear, proteção física e não proliferação.

A agência saudita destacou ainda que o entendimento reflete a visão compartilhada dos dois países de expandir a cooperação em energia e tecnologias do futuro, contribuindo para o desenvolvimento sustentável. Até o momento, os governos não divulgaram detalhes sobre o conteúdo dos acordos. No entanto, reportagens publicadas antes do anúncio indicavam que o entendimento poderia incluir dispositivos permitindo que a Arábia Saudita enriquecesse urânio em seu território.

Essa possibilidade é considerada sensível do ponto de vista da não proliferação nuclear, já que a mesma tecnologia utilizada para elevar a concentração do isótopo físsil urânio-235 aos níveis empregados na fabricação de combustível para reatores nucleares — normalmente de até 5% — também pode ser utilizada para produzir urânio altamente enriquecido, passível de uso em armas nucleares.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) informou que os dois acordos “estabelecem a base legal para uma parceria de várias décadas, avaliada em bilhões de dólares, que promove diversos objetivos econômicos e estratégicos prioritários, incluindo a não proliferação nuclear“. Segundo o órgão, os entendimentos também proporcionarão “amplo acesso para empresas americanas ao programa nuclear saudita“, além de fortalecer a segurança dos Estados Unidos e da região por meio da manutenção de elevados padrões de segurança, proteção física e não proliferação nuclear, reforçando a competitividade norte-americana na tecnologia nuclear civil.

Esses acordos refletem o compromisso compartilhado de nossas duas nações em fortalecer as relações comerciais entre Estados Unidos e Arábia Saudita, promovendo prosperidade em nossos países e segurança para nossos aliados”, afirmou Chris Wright. “Podem ter certeza de que esses acordos mantêm os mais elevados padrões de segurança e não proliferação nuclear, ao mesmo tempo em que se baseiam na melhor tecnologia nuclear e nos melhores cientistas do mundo, desenvolvidos aqui mesmo nos Estados Unidos”, acrescentou.

A geração de eletricidade da Arábia Saudita ainda é predominantemente baseada em combustíveis fósseis. No entanto, o uso da energia nuclear — inclusive para dessalinização de água — faz parte dos planos estratégicos do país há vários anos.

Ao longo da última década, o país assinou acordos de cooperação nuclear com França, Argentina, Coreia do Sul, China, Hungria e Jordânia, além da estatal russa Rosatom. De acordo com a Associação Nuclear Mundial (World Nuclear Association), a Cidade Rei Abdullah para Energia Atômica e Renovável (KA-CARE), criada para liderar a estratégia saudita nas áreas nuclear e de energias renováveis, também mantém negociações com República Tcheca, Reino Unido e Estados Unidos.

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Drausio Lima Atalla
Drausio Lima Atalla
20 dias atrás

A Arábia Saudita é um player mundial quer por sua produção de petróleo, investimento de quase um trilhão de dólares nos EUA e por sua postura e posição geopolíticas. Agora poderá assinar um acordo nuclear com os EUA para compra de usinas a da Westinghouse AP-1000 e, talvez, até transferência de tecnologia de enriquecimento de Urânio, caso assine tratado de paz com Israel e o congresso americano concorde. Seria uma dissuasão local às aspirações nucleares do Irã. Também seria uma postura equivalente aos Emirados Através Unidos, que já operam usinas nucleares coreanas, cópias de usinas antigas da Westinghouse, que eles… Leia mais »