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O SALDO DA BALANÇA COMERCIAL MARÍTIMA DO BRASIL CRESCE QUASE 20% E ALCANÇA US$ 56,3 BILHÕES

O saldo da balança comercial marítima brasileira cresceu 19,68% no primeiro semestre de 2026, alcançando US$ 56,3 bilhões. O resultado reflete o desempenho das exportações realizadas pelos terminais portuários do país, sobretudo os privados, que registraram crescimento superior ao das importações tanto em valor quanto em volume de cargas movimentadas. Para a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), os números evidenciam a importância da infraestrutura portuária para a competitividade do comércio exterior brasileiro. “O crescimento do superávit da balança comercial marítima demonstra a capacidade dos terminais portuários de sustentar o aumento das exportações brasileiras com eficiência e segurança. A infraestrutura portuária é um ativo estratégico para o desenvolvimento econômico, para a inserção do Brasil no comércio global e para a geração de emprego e renda”, afirma Murillo Barbosa, presidente da ATP.

Os dados do Comex Stat, do governo federal, mostram que as exportações por via marítima somaram US$ 160,7 bilhões entre janeiro e junho deste ano, alta de 11,01% em relação ao mesmo período de 2025. Já as importações alcançaram US$ 104,4 bilhões, crescimento de 6,83%. Com isso, a corrente de comércio movimentada pelos portos brasileiros atingiu US$ 265,1 bilhões, avanço de 9,33% na comparação anual. Além do crescimento financeiro, o desempenho também foi positivo na movimentação física de mercadorias. As exportações totalizaram 401,2 milhões de toneladas, aumento de 4,35% frente ao primeiro semestre de 2025. As importações, por sua vez, somaram 78,6 milhões de toneladas, redução de 3,81%, reforçando o aumento do saldo comercial brasileiro também em volume transportado.

Entre os produtos com movimentação superior a um milhão de toneladas, o maior crescimento percentual foi registrado pelo grupo de sal, enxofre, terras e pedras, gesso, cal e cimento, cujas exportações avançaram 22,57%, totalizando 2,2 milhões de toneladas. Também apresentaram desempenho expressivo o algodão, com crescimento de 21,70% e movimentação de 1,8 milhão de toneladas, e os cereais, que atingiram 9,9 milhões de toneladas embarcadas, alta de 16,80%.  No fluxo de importações marítimas, o maior crescimento ocorreu nas compras de veículos automóveis, tratores e outros veículos terrestres, que avançaram 47,09% em volume, alcançando aproximadamente 1,6 milhão de toneladas. Também registraram expansão as importações de plásticos e suas obras, com alta de 6,07%, e de máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, que cresceram 3,52%, indicando manutenção dos investimentos e da atividade industrial. Os resultados reforçam o papel dos terminais portuários privados na logística nacional, responsáveis por grande parte da movimentação do comércio exterior brasileiro e fundamentais para garantir competitividade às cadeias produtivas do país.

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