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ECOPETROL ASSUME CONTROLE DA BRAVA APÓS AQUISIÇÃO DE 25% DE AÇÕES

A Ecopetrol deu mais um passo importante em sua estratégia de expansão no Brasil. A empresa colombiana adquiriu 116,1 milhões de ações ordinárias da Brava Energia, equivalentes a aproximadamente 25% do capital social. Ao todo, a operação movimentou cerca de R$ 2,67 bilhões. Após a liquidação financeira da operação, prevista para 17 de agosto, a Ecopetrol assumirá o controle da Brava, detendo 51% das ações.

A venda de ações aconteceu por meio de uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA). O preço pago foi de R$ 23 por ação. A conclusão do leilão ocorre após o cumprimento de todas as condições precedentes e das exigências regulatórias aplicáveis. A operação dá sequência ao processo iniciado em abril deste ano, quando a Ecopetrol anunciou a intenção de assumir o controle da Brava.

A investida da Ecopetrol sobre a Brava Energia tem como objetivo a incorporação de 234 milhões de barris de óleo equivalente em reservas no Brasil. A operação também permitirá a adição imediata de produção proporcional ao portfólio da Ecopetrol, considerando a média de cerca de 81 mil barris de óleo equivalente por dia reportada pela Brava em 2025,

BRAVA ENERGIA ANUNCIA RECEITA RECORDE

Em meio à troca de controlador, a Brava Energia anunciou seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2026. A receita líquida atingiu um valor recorde de US$ 712 milhões, com avanço de 20% na comparação com o primeiro trimestre. Já o EBITDA ajustado somou US$ 341 milhões no período, um crescimento de 10% em relação ao trimestre anterior. O lucro líquido alcançou R$ 871 milhões no segundo trimestre, queda de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A Brava disse que os resultados foram sustentados por uma margem de 13% no segmento de downstream e pelo aumento da produção de petróleo. Entre abril e junho, a produção média diária da BRAVA chegou a 82 mil barris de óleo equivalente por dia (kboe/d), volume 8% superior ao registrado no primeiro trimestre. O desempenho comercial também foi favorecido pelos ativos de Parque das Conchas e Papa-Terra, além da valorização de 23% nos preços médios de venda do petróleo ao longo do trimestre.

Alcançamos marcas históricas de receita e EBITDA no segundo trimestre, impulsionados pela captura de eficiências e pelo forte momento comercial dos nossos ativos. Esses resultados reforçam o compromisso da Brava com uma disciplina financeira rigorosa, nos permitindo sustentar uma posição de caixa robusta e avançar de forma consistente na desalavancagem e na redução do nosso custo de dívida, gerando valor sustentável para o acionista”, destaca o diretor financeiro da Brava Energia, Luiz Carvalho.

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