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INVESTIMENTOS EM DESENVOLVIMENTOS DE CAMPOS OFFSHORE DEVEM CRESCER 30% EM 2026

Os investimentos globais em desenvolvimento de campos offshore deverão atingir US$ 137 bilhões em 2026, alta de 30% em relação aos US$ 105,2 bilhões registrados em 2025, segundo uma nova análise da Westwood Energy. Esse montante inclui custos de perfuração e completação, serviços de engenharia, aquisição, construção, instalação e comissionamento (EPCIC) de sistemas subsea e plataformas, além de despesas relacionadas ao desenvolvimento dos projetos, como gerenciamento, logística, apoio marítimo e contingências. Diferentemente de 2025, quando cerca de 80% dos investimentos comprometidos ficaram concentrados no segundo semestre, em 2026 os aportes estão distribuídos de forma mais equilibrada entre US$ 66,4 bilhões no primeiro semestre e US$ 70,5 bilhões no segundo. Segundo a Westwood, isso indica um ambiente mais contínuo de aprovação de projetos, em vez de uma concentração de contratos no fim do ano.

A consultoria diz que apesar das incertezas geopolíticas e da volatilidade dos preços do petróleo, as petroleiras mantiveram o compromisso com desenvolvimentos offshore de longo prazo, especialmente em projetos de águas profundas e plataformas flutuantes. Embora a atividade de contratação tenha começado de forma lenta no início de 2026, os mercados de sistemas flutuantes de produção e de equipamentos subsea ganharam força no segundo trimestre, sinalizando uma clara aceleração no ritmo de novas encomendas para o setor offshore na segunda metade do ano.

A Westwood registrou 38 decisões finais de investimento (FIDs, na sigla em inglês) em campos offshore no primeiro semestre de 2026, um aumento de 90% em relação ao mesmo período de 2025. O volume de investimentos comprometidos para o desenvolvimento desses campos alcançou US$ 66,4 bilhões, mais de três vezes o valor registrado um ano antes. Desse total, os contratos EPC para sistemas flutuantes de produção somaram aproximadamente US$ 12,9 bilhões, distribuídos em oito unidades, enquanto as encomendas EPC para projetos subsea totalizaram US$ 5,6 bilhões.

A consultoria projeta que o segundo semestre de 2026 permanecerá em um ciclo robusto de investimentos, com US$ 70,5 bilhões em capex comprometido para o desenvolvimento de campos offshore de petróleo e gás e mais de US$ 30 bilhões adicionais em contratos EPC para FPS e projetos subsea.

Os principais fatores que sustentam esse cenário são a busca por segurança energética, a competitividade econômica dos projetos em águas profundas e a crescente confiança das operadoras nos recursos offshore como fonte confiável de suprimento de longo prazo. Ao mesmo tempo, a distribuição mais ampla dos projetos entre diferentes regiões e a melhora no desempenho da cadeia de suprimentos indicam que o atual ciclo se tornou mais equilibrado, resiliente e menos dependente de um número restrito de regiões ou operadoras“, declarou o diretor das plataformas SubseaLogix e PlatformLogix da Westwood, Mark Adeosun.

MERCADO SUBSEA AQUECIDO

A atividade de contratação no segmento subsea ficou atrás da registrada no mercado de sistemas flutuantes de produção no primeiro semestre de 2026, mas os fundamentos do setor continuam sólidos. A Westwood contabilizou US$ 2,9 bilhões em contratos EPC subsea no segundo trimestre de 2026, alta de 7% em relação ao trimestre anterior e de 24% na comparação anual.

Para o ano completo, a expectativa é de que o valor das encomendas EPC subsea alcance US$ 17 bilhões, impulsionado pela contratação de 283 árvores de natal molhadas, das quais 123 foram encomendadas no primeiro semestre. A demanda por umbilicais, risers e flowlines (SURF) deverá atingir cerca de 4.000 quilômetros em 2026, um crescimento de 32% sobre o ano anterior, enquanto a demanda por linhas de exportação é estimada em 2.600 quilômetros, avanço de 47%.

O desempenho mais moderado das contratações no primeiro semestre parece estar relacionado ao cronograma dos projetos, e não a uma redução da demanda. Diversos desenvolvimentos recentemente aprovados, como Baleine Fase 3, Cronos e Geng North, da Eni, ainda não contrataram seus principais pacotes subsea. Isso reforça a expectativa de um segundo semestre mais forte e aumenta a confiança na elevada utilização da cadeia de suprimentos do segmento”, detalhou Adeosun.

O especialista avalia que apesar de desafios geopolíticos que adiaram algumas contratações no Oriente Médio, o mercado offshore em 2026 demonstra maior profundidade e resiliência, sustentado pelo aumento dos investimentos em itens de longo prazo, por uma base mais ampla de operadoras investidoras e pelo crescente compromisso com projetos intensivos em capital, como unidades flutuantes de gás natural liquefeito (FLNG) e empreendimentos em águas profundas.

O crescimento do mercado torna-se menos concentrado regionalmente e cada vez mais impulsionado por projetos liderados por novas unidades de produção, especialmente sistemas flutuantes. Ao mesmo tempo, o segmento subsea continua apoiado por um sólido pipeline de projetos já aprovados, criando condições para uma aceleração das contratações ao longo da segunda metade de 2026“, concluiu.

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