SIEMENS ENERGY FORNECERÁ SISTEMAS DE GERAÇÃO E COMPRESSÃO PARA OS FPSOs P-81 E P-87
A Siemens Energy foi contratada pela SBM Offshore para fornecer sistemas de geração de energia e compressão de gás destinados a projetos da Petrobrás. Os equipamentos serão instalados nos navios-plataforma (FPSOs) P-81 e P-87, na Bacia de Sergipe-Alagoas. Ao todo, a Siemens Energy entregará 16 sistemas modulares principais (skids), sendo oito para cada plataforma.
A execução do contrato deverá gerar aproximadamente 400 empregos diretos e 500 indiretos. As primeiras entregas à SBM Offshore estão programadas para o fim de 2027, enquanto o fornecimento das últimas unidades deverá se estender ao longo de 2028. Em cada FPSO, o pacote incluirá quatro geradores movidos a turbinas a gás para fornecimento de energia elétrica, três trens de compressores acionados por turbinas a gás para processamento e escoamento, além de um compressor elétrico destinado à injeção de gás no reservatório.
“O mercado offshore tem avançado para projetos cada vez mais personalizados e de grande escala, nos quais prazo e execução são tão críticos quanto a tecnologia embarcada. A nossa atuação para essa parceria com a SBM Offshore está focada justamente na integração de engenharia, fabricação, cadeia de suprimentos e serviços de maneira coordenada, combinando uma forte estrutura de planejamento e execução local à nossa capilaridade global”, afirma a vice-presidente sênior da Siemens Energy para a América Latina, Marcela Souza.
A maior parte dos skids será produzida no complexo industrial da Siemens Energy em Santa Bárbara d’Oeste (SP), atendendo aos requisitos de conteúdo local estabelecidos para o projeto. A unidade possui experiência no setor offshore e já realizou mais de 150 fornecimentos de skids desde 2012 para empreendimentos de petróleo e gás.
A Bacia de Sergipe-Alagoas, nos projetos SEAP I e SEAP II, é considerada uma das principais novas fronteiras para a produção de petróleo e gás natural no país. Somadas, as duas plataformas terão capacidade para produzir até 240 mil barris de petróleo por dia e processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
Os dois FPSOs serão interligados a um gasoduto dedicado à exportação, permitindo levar diretamente para instalações em terra o gás produzido no mar. O arranjo permitirá direcionar o gás associado ao mercado brasileiro, contribuindo para ampliar a oferta de energia e, simultaneamente, diminuir a necessidade de queima e reinjeção do insumo no offshore. A expectativa é de que a produção tenha início em 2030, com a exportação de gás prevista para começar em 2031.

publicada em 10 de agosto de 2026 às 17:00 




