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O 13º FÓRUM DO BIOGÁS BATEU RECORDE DE PÚBLICO E MOSTROU A IMPORTÂNCIA QUE O SEGMENTO ASSUMIU NOS ÚLTIMOS ANOS

O 13º Fórum do Biogás alcançou um recorde ao reunir  mais de 1.800 participantes, 60 patrocinadores, mais de 20 apoiadores e cerca de 100 painelistas, números que reforçam o Fórum como o maior ponto de encontro setorial na América Latina. O sucesso do evento reflete a trajetória de expansão do biogás e, especialmente, do biometano. Segundo Josiani Napolitano, presidente-executiva da ABiogás, o  Fórum superou as expectativas da entidade, tanto pelo número de participantes quanto pelo conteúdo levado ao evento. A edição trouxe dois anúncios importantes: no primeiro dia, a apresentação do Plano de Desenvolvimento do setor de biogás e biometano; e, no encerramento, o lançamento do Guia Prático do CGOB,  voltado a reduzir a assimetria de informações entre os agentes do setor. A programação também buscou dialogar com todos os elos da cadeia, da produção às soluções logísticas e às grandes indústrias, que já veem no biometano um caminho para a descarbonização de suas operações. “Estamos muito felizes com o resultado, agradecemos a confiança de patrocinadores, apoiadores e participantes, e convidamos todos para a próxima edição do Fórum do Biogás.

A produção brasileira de biometano cresceu 75% desde 2025, saindo de 606,6 mil m³/dia para 1,06 milhão de m³/dia, segundo dados da ABiogás. O país soma hoje 21 plantas de biometano autorizadas para comercialização, com capacidade instalada de 1,33 milhão de Nm³/dia, e outros 48 empreendimentos em fase de autorização. A previsão é subir  para 69 unidades. A projeção da entidade é de que a capacidade nacional chegue a 3,37 milhões de Nm³/dia em 2028.

GUIA PRÁTICO

Um dos destaques desta edição foi o lançamento do Guia Prático   (Certificado de Garantia de Origem do Biometano), desenvolvido pela ABiogás para orientar produtores, distribuidoras e demais agentes do mercado sobre os procedimentos de emissão, transação e aposentadoria do certificado, evitando a assimetria de informações. “O mercado está amadurecendo, e o CGOB é uma peça importante dessa evolução. Ao dar valor ao atributo ambiental do biometano, o certificado pode destravar investimentos e atrair novos projetos”, afirma Josiani Napolitano.

O CGOB é o instrumento central do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, instituído pela Lei do Combustível do Futuro. Cada certificado equivale a 100 m³ de biometano com origem renovável comprovada, é emitido em formato escritural e tem validade de até 18 meses, podendo ser negociado separadamente da molécula física de biometano, seja em operações bilaterais, seja, no futuro, em mercados organizados como a B3.

Para emitir o certificado, produtores e importadores de biometano autorizados pela ANP precisam antes contratar um Agente Certificador de Origem (ACO) independente e credenciado, responsável por auditar a matéria-prima, o processo produtivo e a conformidade regulatória da unidade produtora — certificação válida por quatro anos, com monitoramento anual obrigatório. Já os agentes obrigados a cumprir as metas regulatórias são os produtores, importadores, autoprodutores ou autoimportadores de gás natural com volume comercializado acima de 160 mil m³/dia; agentes não obrigados também podem adquirir e aposentar CGOBs de forma voluntária, incorporando o atributo ambiental a produtos e inventários de emissões.

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