UM ACORDO COM A PRESIDENTE DELCY RODRIGUES VAI PERMITIR QUE OS ESTADOS UNIDOS FIQUEM COM 65 BILHÕES DE BARRIS DA VENEZUELA
O que é meu é meu e o que é seu é meu. Este é o resultado da bravata desafiante “Maduresca” contra Donald Trump: “ Venha me pegar em Miraflores, covarde!” Trump foi e pegou. E agora está pegando as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo. Trump disse que os Estados Unidos firmaram um acordo petrolífero com a Venezuela. Em sua rede social, Truth Social, ele disse que o pacto garante o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, “sem nenhum custo para o contribuinte americano”. Ele disse que os termos foram acordados pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, “trabalhando em estreita colaboração com a respeitadíssima presidente interina da Venezuela, Delcy Rodiguez.”
Com isso, as reservas americanas de petróleo dobraram. O secretário Marco Rubio, também através de suas redes sociais, afirmou que o acordo demonstra que a
política externa do governo Trump serve para garantir reservas estáveis, petróleo de baixo custo no hemisfério e reduzir “os preços da gasolina aqui em casa. Para o povo venezuelano, este acordo trará quase US$ 100 bilhões em investimentos privados, apoiará milhares de empregos bem remunerados e impulsionará a reconstrução da economia da Venezuela”, afirmou ele.
O acordo ganha relevância diante do tamanho das reservas venezuelanas. Segundo a Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês), a Venezuela tinha cerca de 303 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo em 2023, o equivalente a aproximadamente 17% das reservas mundiais e o maior volume entre todos os países. A abundância de
petróleo no subsolo, porém, contrasta com a capacidade de produção do país. Apesar de concentrar 17% das reservas globais, a Venezuela respondia apeças 0,8% da produção mundial. Além disso, o seu petróleo é pesado, não é de boa qualidade, o barril custa menos, porque custa mais para refinar.
Desde que os EUA capturaram e retiraram do poder o ditador sanguinário Nicolas Maduro, preso na Flórida aguardando julgamento. Washington vem tentando garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas do Texas, quew trabalha especificamente com petróleo mais pesado, como as areias betuminosas canadenses. Ao mesmo tempo, também promove investimentos dos EUA na deteriorada indústria energética venezuelana, que atualmente produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia. Por causa da alta dos preços da gasolina, que poderia ser atenuada com o fornecimento de petróleo mais barato e o aumento da produção, o governo Trump está sob pressão. Os EUA também vêm buscando soluções para recompor sua reserva estratégica, incluindo a possibilidade de realizar permutas de petróleo bruto com produtores americanos

publicada em 29 de agosto de 2026 às 10:59 




