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IRANIANOS VOLTAM A DESAFIAR ISRAEL E OS ESTADOS UNIDOS RECONSTRUINDO LOCAL ONDE FARIAM A MONTAGEM DE UMA BOMBA NUCLEAR

As autoridades do governo atual do Irã, sejam elas quem forem, continuam colocando o país e a sua população em risco, ignorando as perdas de uma guerra e os dramas que elas produzem. Elas insistem em reconstruir o seu programa nuclear, visando a construção de artefatos nucleares. Imagens de satélite Vantor Technologies estão mostrando que o Irã está reconstruindo o local de testes nucleares de Taleghan 2, após ataques das Forças de Defesa de Israel. Elas mostram que o Irã está restaurando as instalações que sofreram graves danos e ainda adicionando proteções aparentes contra futuros ataques. As instalações ficam no complexo militar de Parchin, localizadas a aproximadamente 30 quilômetros a sudeste de Teerã. Inicialmente, foi destruída em ataques israelenses em outubro de 2024, antes de ser parcialmente reconstruída a partir de maio de 2025. Israel a atacou novamente em março de 2026, durante a Operação Leão Rugidor, e desde então sofreu graves danos. As imagens de satélite parecem mostrar o regime tendo erguido uma lona sobre a instalação subterrânea reforçada, que tem sido associada a testes de bombas nucleares como parte do Programa AMAD do Irã. A lona parece ser uma tentativa de ocultar as atividades de reconstrução da visão de satélite ou do reconhecimento aéreo, avaliou o instituto de Ciência e de Segurança do Estado de Israel.   Essa avaliação foi reforçada pela significativa atividade observada em todo o canteiro de obras, incluindo diversos veículos de construção, como caminhões basculantes, tratores, caminhões-bomba de concreto, betoneiras e guindastes, visíveis nas imagens de satélite mais recentes.

O instituto afirmou que os “trabalhos de reparação e reabilitação começaram em junho”. O primeiro passo dado pelo Irã em seu projeto de reconstrução foi reparar e colocar tampas de concreto sobre os buracos causados ​​pelas bombas antibunker lançadas contra as instalações. O Irã também parece ter construído um novo “reforço de concreto na lateral direita da instalação”, disse o instituto, acrescentando que isso “fornecerá proteção adicional contra explosões em caso de ataque aéreo“. O instituto diz que  “Persistem questões importantes quanto aos planos do Irã para a instalação; entre elas, por que o Irã continua reconstruindo-a.O que fica claro é que o Irã continua empenhado em reconstruir essa instalação, um desenvolvimento profundamente preocupante considerando o longo histórico de atividades de pesquisa e desenvolvimento de armas nucleares que ocorreram ali“, alertou.

GOVERNO IMPÕE TERROR À POPULAÇÃO

Ela trabalhava numa sapataria e é apaixonada por cavalos árabes e morrerá enforcada 

Taraneh Rahimi, de apenas 21 anos, está no corredor da morte no Irã,  oito meses depois de participar, com a irmã gêmea Romina, de protestos contra as autoridades, em Isfahan, onde o Irã mantinha instalações de enriquecimento de urânio, que foram bombardeadas pela Operação Fúria Épica, promovida pelos Estados Unidos. As duas foram presas uma semana após as manifestações e julgadas com outras 14 pessoas em um processo no qual são acusadas de envolvimento na morte de um integrante da Guarda Revolucionária e de uma pessoa sem-teto nos arredores dos protestos. Os protestos ocorreram nos dias 8 e 9 de janeiro e reuniram milhares de pessoas em Isfahan, no centro do Irã. As manifestações noturnas foram o ponto alto de um movimento nacional desencadeado no fim de dezembro pelo aumento do custo de vida e reprimido com violência, segundo organizações de direitos humanos e investigadores da ONU. Uma semana depois, Taraneh e Romina, então com 20 anos, foram detidas durante uma operação policial em sua casa, segundo a família, que vive no exterior. Em julho, as duas compareceram diante de um tribunal instalado em uma prisão de Isfahan. Segundo a organização Human Rights Activists, Taraneh foi condenada à morte um mês depois por “guerra contra Deus”. Romina recebeu uma sentença de 36 anos de prisão.

O primo das irmãs, Masud Nourmohamadi, que vive nos Estados Unidos, afirma que não há provas contra elas. “Não há nenhuma prova” contra as duas irmãs.”Os advogados não tiveram acesso ao processo até o primeiro dia do julgamento.” O primo também relatou episódios de tortura contra as duas irmãs. “Eles torturavam os jovens uns na frente dos outros, um após o outro. Faziam questão de que Taraneh ouvisse os gritos de Romina. Disseram a ela: ‘Se você não assinar essas confissões, vamos estuprar sua irmã na sua frente. É claro que ela assinou.” A ONG Iran Human Rights afirma ter registrado 100 condenações à morte relacionadas às manifestações, 31 delas somente na província de Isfahan. “Dia após dia, as autoridades iranianas enviam manifestantes, incluindo adolescentes, para a forca com base em ‘confissões’ obtidas sob tortura e ao término de procedimentos manifestamente injustos, rápidos demais para estabelecer a culpa de um acusado”, denunciou Bahar Saba(direita), pesquisadora especializada em Irã da Human Rights Watch.

SAUDITAS E OS TERRORISTAS HOUTHIS

A Arábia Saudita busca contato com os houthis por meio do governo de  Omã para promover um  cessar-fogo e realizar negociações diretas.  Segundo o jornal libanês Al Akhbar, ligado ao Hezbollah, o objetivo é primeiro discutir as reivindicações humanitárias dos houthis e depois tentar chegar a um acordo abrangente. A Arábia Saudita transmitiu, por meio do Sultanato de Omã, uma nova proposta aos terroristas no Iêmen, incluindo um cessar-fogo de duas semanas e a abertura de negociações diretas entre Riad e a liderança houthi. De acordo com fontes que falaram com o jornal libanês, a proposta foi formulada após uma série de contatos que a Arábia Saudita manteve nos últimos dias com os Estados Unidos, Egito, Paquistão e o Sultanato de Omã. As fontes afirmaram que Riade procurou transmitir uma mensagem aos Houthis de que estava interessada em usar o período de calma para “discutir o atendimento de todas as demandas humanitárias” e, posteriormente, “chegar a um acordo abrangente ao final da trégua”. Omã, que tem desempenhado um papel central de mediação entre os sauditas   e os Houthis nos últimos anos, foi incumbido de entregar a proposta a Sanaa.

Os houthis intensificam seus esforços e tomam o controle de áreas ao redor da costa do Mar Vermelho. Nas últimas semanas, as forças houthis tomaram áreas estratégicas ao longo da costa do

Terroristas Houthis

Mar Vermelho, além de realizarem ataques com mísseis e veículos aéreos não tripulados contra alvos dentro da Arábia Saudita. Riade acusou os houthis de atacar instalações civis e econômicas em Abha, Khamis Mushait, Jizan e Najran, além de ameaçar a navegação comercial no Mar Vermelho. Em um comunicado oficial divulgado pela Arábia Saudita na semana passada, foi alegado que 73 civis, incluindo mulheres e crianças, ficaram feridos em uma das ondas de ataques.

Simultaneamente aos contatos com a Arábia Saudita, conversas secretas fram realizadas durante o último fim de semana, em Omã, entre  entre representantes dos EUA e altos funcionários houthis. A reunião ocorreu na Embaixada dos EUA em Mascate, com a assistência do governo omanita. Os houthis disseram aos americanos que pretendiam continuar respeitando o cessar-fogo firmado com Washington em 2025 e que não tinham intenção de atacar navios americanos. A medida saudita reflete uma tentativa de mudar de um canal militar para um diplomático, à medida que os combates causam cada vez mais baixas e ameaçam também o comércio regional e as rotas energéticas. Segundo o jornal Al Akhbar, Sanaa ainda não deu uma resposta definitiva à proposta e os houthis continuam a exigir uma solução abrangente que inclua o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e o atendimento das demandas humanitárias. Até o momento, a Arábia Saudita também não confirmou oficialmente os detalhes da proposta publicada pelo jornal libanês.

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