UM NOVO ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO A CÚPULA DO GOVERNO QUE ACABOU EM DEMISSÃO DO EX-PRESIDENTE DA PETROBRÁS QUE SE RECUSOU PARTICIPAR
A grande imprensa parece ter finalmente acordado para mostrar os seguidos escândalos que envolvem o governo Lula de cabo à rabo. Para ser justo, justo, nem toda grande mídia abriu os olhos ainda, mas dá esta impressão. Na verdade mesmo, apenas alguns jornalistas de verdade acordaram, como a Malu Gaspar (direita). Ela agora está em O Globo, mas teve um papel fundamental no período da Lava Jato, quando trabalhava para a Revista Veja. A pequena Grande Jornalista, também é autora de livros que desmascararam alguns personagem daquele período, como A Organização: A Odebrecht e o esquema de corrupção que chocou o mundo (2020) e Tudo ou nada: Eike Batista e a verdadeira história do grupo X (2014). Quem ainda não leu, não sabe o que está perdendo. Se o Ministro Fachin e os outros ministros da ala da desconfiança do STF tivessem lido, não teriam a coragem de jogar no lixo a condenação em três instâncias de Lula da Silva. Talvez eles
tenham apagado dos anais do supremo, mas da compreensão popular, nunca. O resultado daquela atitude, está sendo mostrada em ações do governo hoje e sendo colhida agora pela população: Alto índice de endividamento, casos escabrosos de corrupção envolvendo os três poderes e nenhuma punição de verdade. Tudo sendo mostrado e sendo comprovado na cara do povo brasileiro, revelando personagens famosos do governo, mas lambuzados pela lama da desonestidade. A reportagem de O Globo, numa apuração brilhante de Malu e a equipe dela, não deixa dúvida nenhuma. Os tentáculos da “pilantra” do Lula, Roberta Luchsinger, agarram alguns personagens chaves da república. Desde ministros, chefe de gabinete, secretária, filho do presidente e até mesmo o presidente. As negativas de todos, não se sustentam e nem enganaram os policiais da investigação da Polícia Federal. A parte da polícia que honra a instituição e que não está a serviço dos crimes do governo federal e nem de ministros 
do STF, que usaram delegados para perseguir adversários políticos e jornalistas.
Malu Gaspar revela que Roberta, Lulinha e Marcola atuaram em um contrato na Petrobrás em nome da Unigel. A Investigação apurou pagamentos de R$ 1,2 milhão de fabricante de fertilizantes em uma operação que salvaria empresa da falência. A PF descobriu que Fábio Luís da Silva, o Lulinha, atuou a favor dos interesses da produtora de fertilizantes Unigel junto à Petrobrás em parceria com a lobista Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete do presidente no Palácio do Planalto Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Como o inquérito sigiloso sobre Lulinha que está sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, sabe-se lá o que vai acontecer com o processo. Teme-se o mesmo fim das câmeras de gravação do Ministério da Justiça do 8 de janeiro.
Roberta negociou e fechou com Leo Slezynger(direita), um contrato de consultoria com dois objetivos: conseguir que a empresa fechasse com a Petrobrás um arrendamento
que a salvaria da falência e, numa segunda etapa, um financiamento com o BNDES para a expansão da companhia em uma joint venture com a petroleira. O acerto de Roberta com a Unigel previa o pagamento de R$ 100 mil reais mais R$ 25 milhões caso a empresa conseguisse o financiamento de R$ 500 milhões que pleiteavam junto ao banco de fomento. De acordo com informações da investigação, entre março de 2023 e julho de 2024 Leo repassou à lobista R$ 1,26 milhão, sem contar presentes como pagamentos extras e diárias de hotel. As mensagens entre Roberta e Leo Slezynger deixam claro que Lulinha foi informado da negociação de contrato, conversava com o sócio da Unigel pelo Whatsapp e se reuniu com ele pela primeira vez em 21 de março de 2023. Os diálogos mostram que, depois desse encontro, Lulinha atuou junto a Roberta e Marcola nas movimentações de bastidores para ajudar a Unigel. E discutiu com Leo a formação de um fundo para financiar ações de sustentabilidade e captar recursos nacionais e estrangeiros do qual ele seria conselheiro.
A apuração mostra que o envolvimento chegou no Presidente Lula, mesmo com a secretaria de comunicação negando, o que seria óbvio na altura do campeonato, a dias da eleição. Por sugestão de Roberta, Lulinha faria parte do Conselho da nova empresa, irrigada com o dinheiro do BNDES através de um fundo. Primeiramente seria uma forma de se aproximar de Lula. A ideia foi acatada pela Unigel, que enviou à lobista um print com a resposta do filho do presidente da República. “Estamos juntos meu amigo. Domingo agora vou pra Portugal e volto no outro sábado. Pode marcar quando vc quiser”, escreveu Lulinha. Roberta aprovou: “Isso que vc tem q fazer. Dar ele o que faz o olho dele brilhar. Chama p o conselho. Paga um salário de conselheiro. Faz ele atuar para você. Você acha o pai dele vai querer beneficiar qual fundo? O que o filho é conselheiro e que recebe por isso. Funciona assim… toma lá, dá cá”.
O advogado de Roberta Luchsinger (direita, com Lula), Roberto Podval, disse classificou o conteúdo como “fruto de vazamentos criminosos que ocorrem às vésperas de uma
eleição”. No entanto, não comentou o que as reproduções da conversa significavam. A defesa de Lulinha informou que “não teve acesso a nenhum procedimento que trate dessa matéria e não comentará alegações não verificadas.” A Unigel afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que “jamais manteve relação contratual com a Sra. Roberta Luchsinger ou com qualquer empresa a ela vinculada“. A investigação apurou que os repasses eram feitos diretamente por Leo Slezynger. Marcola, por sua vez, declarou por meio de comunicado que procedeu conforme a “principal atribuição do chefe de gabinete”, que “é organizar agendas e encaminhar demandas que chegam à presidência”, e que “deu encaminhamentos institucionais aos assuntos pertinentes.” A assessoria do Alexandre Silveira disse que “o ministro jamais foi abordado por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, para solicitar interferências em temas sob a alçada do MME”.
Para lembrar, A Unigel era uma fabricante tradicional de fertilizantes e arrendou da Petrobrás duas fábricas. Uma na Bahia e outra em Sergipe, quando a petroleira passou a se desfazer de negócios que considerava menos rentáveis. Na época tema foi tratado amplamente aqui no Petronotícias. O negócio e as repercussões junto dos petroleiros. A guerra da Ucrânia apagou os lucros do primeiro ano da Unigel. Quando os prejuízos chegaram, em 2023, as fábricas pararam. E aí surgem as verdadeiras razões para a demissão de Jean Paul Prates(esquerda) da presidência da Petrobrás e os tentáculos de Roberta. A Unigel passou a articular um novo arranjo, onde a a Petrobrás forneceria o gás e receberia em pagamento o fertilizante para vender no mercado. Só que, com os preços do gás em alta e os do fertilizante em queda, a petroleira fatalmente teria prejuízo. O então presidente, Jean Paul Prates botou o pé na porta e disse não.
Em julho de 2023, sempre por orientação da lobista, Leo manda uma mensagem para Lulinha agradecendo pela intervenção dele junto ao presidente da República. O filho de Lula responde: “Estamos todos aqui torcendo. Feliz que estamos ajudando. Agora é vc fazer o gol e nós saímos pro abraço ”. Em diversos momentos, Roberta exaltava a atuação de Marcola e insinuava a anuência do próprio Lula. “Eh o gabinete [presidencial] trabalhando p vcs praticamente. Só estão assinando esse tolling porque houve intervenção direto do presidente”, escreveu ela em 2 de agosto de 2023. E cobrou: “Leo, que dia será a reunião de assinatura com o seu pai? Estou sendo cobrada aqui. To no palácio [do Planalto] e
me perguntaram. Não querem surpresas. Eu to ficando preocupada pq não sei se vcs entenderam q isso foi devido ao esforço da turma aqui. A situação negou [sic] a um nível de tensão pq eu não tenho nada assinado por vcs. E todo mundo se mexendo aqui por vcs”, escreveu Roberta. A partir daí, os pagamentos de Leo à RL Consultoria, que tinham sido esparsos, passam a ficar mais regulares.
Apesar dos esforços de Roberta, Lulinha e Marcola, porém, as negociações entre a Unigel e a Petrobrás foram turbulentas e se arrastaram ao longo de 2023, porque enfrentavam a resistência de Prates. A Unigel passou a ameaçar com a demissão de centenas de trabalhadores, como forma de pressionar o governo Lula a avançar nas tratativas.
Em uma das conversas com Roberta, em outubro de 2023, Marcola relatou à lobista estar “jogando duro” com a Petrobrás. Em 1º de novembro de 2023, a Unigel comunicou a paralisação das atividades da fábrica da Bahia e a demissão de seus funcionários ao sindicato. Jean Paul Prates enviou uma mensagem a Leo acusando o empresário de chantageá-lo. “Se são seis meses ou dez, serão tantos quantos a Governança e as análises técnicas e econômicas me exigirem”, escreveu Prates ao sócio da Unigel, “Não tenho obrigação de colocar meu pescoço a prêmio no Tribunal de Contas da União e acionistas privados por vcs! Não tenho obrigação de ajudar ninguém aqui”. Prates não colocou a sua cabeça a prêmio no TCU, mas a sua resistência seria o mesmo que colocar o pescoço na guilhotina do planalto. De Bestial, passou à besta em dois segundos. Prates continuou, furioso: “O que não vou fazer é ficar sujeito a chantagem e ameaça sentado na presidência da Petrobrás. Não dá para ficar tendo prejuízo sempre? BEM-VINDO ao decantado capitalismo selvagem e ao mercado volátil e não protegido da amônia brasileira!”. Roberta Luchsinger enviou os prints para Marcola, que prontamente se dispôs a conversar com Lula sobre o assunto. A sequência de mensagens encontrada no celular da lobista mostra que, depois disso, Marcola entrou em ação.
Dez dias depois, ela pede para que o chefe de gabinete de Lula acione o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, uma das peças do xadrez em torno do contrato da Unigel. Mas Marcola revela que já havia acertado uma reunião
com o titular da pasta logo antes de uma agenda de Silveira com Lula. O contrato da Unigel com a Petrobrás acabou sendo fechado em 29 de dezembro de 2023. Na ocasião, Leo agradeceu a Lulinha por instrução de Roberta: “Bom dia amigo. Gostaria de agradecer seu apoio. Ontem assinamos o tolling… Estamos juntos… Vamos em frente com mais conquistas em 2024… Grande abraço… Boas festas”. O filho de Lula encaminha o print da conversa para Roberta, que cita o então chefe de gabinete do presidente: “Leo está Super agradecido com a sua atuação. Jaques e Rui tentaram capitalizar para eles… Mas nosso Marcolinha foi mais ligeiro”. Lulinha avisa Roberta Luchsinger que Leo Slezynger voltou a procurá-lo para pedir reunião com presidente Lula e envia print da conversa. “Ele sabe q isso só aconteceria se fosse realmente interesse do papis’, responde Roberta Luchsinger a Lulinha sobre Leo Slezynger ter pedido nova reunião com o presidente Lula.
Poucos dias após a assinatura do acordo no início de janeiro de 2024, Roberta retomou a pressão sobre Leo, desta vez para assinar um segundo contrato de representação junto ao BNDES. “Sem a gente não teria o acordo… e sem a gente tb não vai ter a segunda parte. Vc sabe como foi difícil.” O contrato, por fim, foi assinado, mas o arranjo da Unigel não prosperou: em fevereiro de 2024, um relatório da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) especializada em petróleo, como já previa Jean Paul Prates, apontou que o acordo daria prejuízo de R$ 487 milhões para a petroleira. No mês seguinte, outro relatório da ala técnica do TCU apontou nove irregularidades graves no contrato firmado entre a empresa e a petroleira, entre elas o atropelo da governança da estatal para justificar o
contrato com a petroquímica. Em maio de 2024, Jean Paul Prates foi demitido por Lula após um intenso processo de fritura estimulado por Alexandre Silveira e Rui Costa(esquerda).
Magda Chambriard(direita, com Lula) assume e também pôs o pé na porta. A sua fama de profissional correta, prevaleceu. Desde que assumiu, até agora, nada pode ser dita sobre a sua correção. Muito pelo contrário. Ela não renovou o acordo com a Unigel sob o argumento de que a empresa não cumpriu as metas de eficácia estipuladas no contrato. A Unigel chegou a apelar ao Tribunal de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI), e exigiu uma indenização da
Petrobrás pelos prejuízos com a paralisação das fábricas. A petroleira, por sua vez, também pleiteou uma reparação por prejuízos. Em 2025, por decisão da Justiça arbitral, o contrato foi encerrado sem nenhuma indenização de parte a parte. A Unigel devolveu as fábricas e entrou em recuperação judicial.
Todos os acusados negam. Mesmo diante clara dos diálogos entre eles e com as comprovações dos negócios que se seguem com contratos e pagamentos, demissões, etc. Se isso não for verdadeiro, os investigadores da Polícia Federal deveriam ser contratos como os melhores roteiristas do cinema nacional. Certamente ganhariam o Oscar da Categoria. Mas, infelizmente, o prêmio que o Brasil parece está merecendo, é o que esta ala da Polícia Federal está fazendo. Combatendo a corrupção. Falta agora a justiça mostrar mesmo que é cega e punir com severidade as autoridades que deveriam zelar pelo dinheiro público.

publicada em 25 de setembro de 2026 às 14:00 







