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ENGELINK CHEGA AO MERCADO DE ÓLEO E GÁS PARA AMPLIAR OFERTA DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS E INVESTIR EM TREINAMENTO DE MÃO DE OBRA

A Engeman acaba de abrir uma nova frente de negócios ao criar a Engelink, uma empresa focada na entrega de equipamentos e soluções para a indústria de energia. A nova companhia do grupo reúne, em um único portfólio, itens que vão de plataformas elevatórias e geradores a robôs autônomos e sistemas de inspeção e limpeza. Com base inicial em Macaé (RJ), o novo negócio também oferecerá treinamentos especializados e pretende incorporar tecnologias internacionais voltadas ao aumento da produtividade e à segurança dos trabalhadores. Em entrevista ao Petronotícias, o superintendente de Negócios da Engeman, André Rocha, detalha a estratégia de lançamento da empresa, os planos de expansão nacional e as perspectivas de introdução de equipamentos com automação e inteligência artificial no mercado brasileiro.

Como surgiu a ideia de fundar a Engelink e qual é o objetivo desse novo negócio da Engeman?

A Engelink nasceu a partir da nossa experiência de mercado e da observação de que faltavam soluções mais ágeis e alinhadas às demandas dos clientes. A Engeman é uma empresa com quase 45 anos de atuação no mercado industrial. Ao longo desse período, percebemos que, embora existam empresas especializadas em venda e locação de produtos e equipamentos para a indústria, o cliente muitas vezes precisa firmar três, quatro ou cinco contratos com fornecedores diferentes para ter a variedade de equipamentos exigida no dia a dia. A espinha dorsal da Engelink é justamente compactar toda essa gama de soluções em um único portfólio, disponibilizando em nosso inventário, à pronta-entrega, desde máquinas de acesso para trabalho em altura até geradores de energia e equipamentos de limpeza.

Agregado a isso, nos últimos dois anos a Engeman vem olhando atentamente para o mercado internacional e para empresas multinacionais no fornecimento desse tipo de maquinário industrial. Estamos buscando novas tecnologias, tendências e o que chamamos de “estado da arte” para o setor, como equipamentos autônomos, robotizados e com inteligência artificial embarcada.

Quando a empresa pretende trazer esses equipamentos para o mercado brasileiro?

Desenvolvemos parcerias estratégicas nos principais mercados mundiais — Estados Unidos, China e Europa — e já estamos trazendo essas novidades para o Brasil. A expectativa é iniciar esse fornecimento ao mercado no quarto trimestre, seja pelo modelo de locação ou de revenda. O objetivo é oferecer maior tecnologia voltada à produtividade e qualidade do serviço, reduzindo a exposição do trabalhador ao risco, seja em espaços confinados, trabalhos em altura ou ambientes expostos a chamas e calor extremo. Essa é a visão da Engeman e a nossa estratégia de planejamento já visando a 2027.

A partir de agora, com a empresa estabelecida, como será a busca por clientes e qual o foco de atuação neste primeiro momento?

Base da Engeman em Macaé

A empresa já está estabelecida e, inicialmente, nossa base será em Macaé, no Polo de Cabiúnas, próxima à estrutura existente da Engeman. Já realizamos o estudo de mercado inicial e mantemos contato com indústrias dos setores onshore e offshore, incluindo a área de exploração de óleo e gás, além de segmentos como papel e celulose e siderurgia, para entender quais são os seus desafios e necessidades em parcerias estratégicas. Iniciaremos o atendimento pelo polo de Macaé e pela região do Rio de Janeiro, mas a expectativa é expandir esses produtos para outros estados em nível nacional.

Sobre os equipamentos, poderia destacar as principais famílias de produtos que farão parte do portfólio de vocês?

Estamos trazendo diversas famílias de equipamentos. Para acesso e trabalho em altura, teremos plataformas elevatórias articuladas e do tipo tesoura. Na parte de geração de energia e utilidades, traremos compressores pneumáticos, geradores de energia elétrica e modelos de bombas utilizadas na limpeza de plataformas de exploração de petróleo.

Na linha de tecnologia e automação, estamos trazendo robôs autônomos para indústrias onshore com grandes áreas verdes: trata-se de um robô cortador de grama totalmente autônomo, em que você mapeia a área, faz a programação e ele sai da base, executa a manutenção e retorna para recarregar sem qualquer necessidade de intervenção humana após a configuração.

Também estamos trazendo um robô de inspeção e limpeza de dutos, equipado com câmeras embarcadas, escovas de limpeza interna e sistema de aspiração de resíduos e poeira, atendendo às exigências de normas como as da ANVISA e evitando a exposição do operador ao risco. Além disso, contaremos com uma ampla gama de contêineres muito utilizados na indústria de óleo e gás, seja para transporte de materiais entre a terra e as plataformas ou para uso como almoxarifado embarcado, incluindo modelos já equipados com infraestrutura elétrica e mobiliário.

Vocês já estão em negociação para a entrega desses equipamentos ou em qual fase está essa operacionalização?

Nós já efetuamos a primeira compra com base no plano de negócios e no mapeamento inicial de mercado. Já iniciamos a mobilização dos primeiros ativos para compor o inventário inicial e a expectativa é começar a atender o mercado. A expectativa é que antes de novembro ou dezembro começaremos a iniciar as próximas compras, à medida que as demandas forem surgindo e o negócio for criando forma. A nossa estratégia é manter equipamentos sempre à pronta-entrega para suprir a demanda dos clientes quase de imediato, trabalhando com um almoxarifado e um estoque de ativos estruturados de forma a manter uma alta taxa de ocupação, sem ativos ociosos, e atendendo o mercado no menor tempo possível.

Além do fornecimento de equipamentos, existe outro foco de atuação a partir da criação da nova empresa?

Um ponto importante que vale destacar é que, juntamente com o fornecimento de equipamentos, a Engelink conta com um centro de treinamento especializado em sua estrutura, totalmente preparado para atender às normas e exigências contratuais. Antes voltado apenas para a capacitação interna dos quase 6 mil profissionais da Engeman, esse centro de treinamento agora está sendo migrado para a nova base em Cabiúnas e será aberto ao mercado por meio da Engelink.

A estrutura contará, inclusive, com uma plataforma de e-commerce, permitindo que os treinamentos EAD sejam adquiridos e realizados em qualquer local do Brasil ou do mundo, enquanto os treinamentos presenciais ocorrerão inicialmente em Macaé. Nosso foco inicial de atuação são as indústrias onshore e de óleo e gás de Macaé e do Estado do Rio de Janeiro, mas com a expectativa de, em poucos meses, atender a grandes polos como São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e o Nordeste de modo geral.

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