ANGRA 3 FICA DE FORA DA REUNIÃO DO CNPE E GOVERNO FAZ NOVA PROMESSA DE REESTRUTURAR O SETOR NUCLEAR BRASILEIRO

Silveira faz nova promessa enquanto Eletronuclear vive sufoco financeiro
O setor nuclear brasileiro teve de assistir a mais uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) chupando o dedo. Como já era sabido, a retomada das obras de Angra 3 não seria tema de discussão do colegiado nesta sexta-feira (6). Ao invés de ações concretas para o projeto, o governo faz novas promessas. Desta vez, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou após a reunião do conselho que o Planalto pretende encaminhar ainda neste ano um projeto de lei para promover uma reestruturação do setor nuclear brasileiro.
Em entrevista a jornalistas, Silveira explicou que o governo pretende adotar uma solução mais abrangente para o segmento, incluindo mudanças na estrutura da Eletronuclear. Segundo o ministro, a reorganização da estatal é necessária para viabilizar a retomada de Angra 3 empreendimento “de forma segura e considerando as melhores práticas globais”.
A estratégia é inserir a conclusão de Angra 3 em um plano mais amplo de reestruturação da Eletronuclear, que atualmente enfrenta dificuldades financeiras.
Por conta da indecisão do governo e das tantas idas e vindas no projeto, a situação financeira da estatal nuclear se deteriorou ao longo dos últimos anos. A Eletronuclear tem um custo anual de R$ 1 bilhão somente para manutenção dos equipamentos já adquiridos para Angra 3. Fora isso, há os empréstimos tomados com BNDES e Caixa Econômica Federal que sufocam a saúde financeira da companhia.
Em outubro, o Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu um prazo de 240 dias para que o governo decida entre concluir ou abandonar as obras da usina.

publicada em 6 de novembro de 2026 às 18:00 





Precisa de uma reforma urgente de pessoal. Muito marajá aposentado.
Estão empurrando com a barriga uma obra de 40 anos e falindo a Eletronuclear e a INB junto.