A ARMADA AMERICANA NO GOLFO PÉRSICO ELEVA AO MÁXIMO A TENSÃO CONTRA O IRÃ QUE INCORPOROU MIL NOVOS DRONES DE ATAQUE
A crise humanitária do Irã não pode ser esquecida. Diariamente centenas de assassinatos são realizados pela Guarda Revolucionária do país, tentando conter as manifestações contra a ditadura teocrática dos Aiatolás, comandada por Ali Khamenei. Um criminoso que diz considerar as exigências dos Estados Unidos mais custosas do que uma guerra e prepara as forças armadas do país para um confronto: “Se forçado a escolher entre o acordo proposto por Trump e a guerra, o Irã escolherá a segunda opção.” A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim informou que “mil drones estratégicos” haviam entrado para o arsenal militar do país até ontem (28) Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou ainda ao Al-Akhbar, o jornal do grupo terrorista Hezbollah, que as
alegações dos EUA de que o Irã teria entrado em contato com Washington para chegar a um acordo, eram falsas. “As alegações americanas sobre o pedido do Irã para negociar e chegar a um acordo são infundadas e visam travar uma guerra psicológica e pressionar Teerã, coincidindo com o fortalecimento da presença militar americana”, publicou o Al-Akhbar.
Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores acrescentou que os EUA querem que o Irã desmantele o seu programa nuclear, limite suas capacidades de defesa e reconheça Israel. “Isso não tem nada a ver com um acordo equilibrado; significaria a rendição do Irã”, disse a fonte ao veículo de comunicação libanês. Em Israel, acredita-se que o presidente Trump já teria dse decidido pelo ataque, incluindo opções destinadas a provocar uma mudança de regime no país, após as negociações não terem produzido resultados. Vários países, incluindo Turquia, Omã e Catar, estavam tentando mediar o conflito entre os dois países para evitar uma guerra. Os ataques dos EUA contra o Irã seriam realizados para dar aos manifestantes a confiança de que poderiam tomar prédios governamentais e de segurança.
A emissora pública israelense KAN News também informou nesta quinta-feira (29) que fontes israelenses acreditavam que Trump estava indicando uma ampla ação contra o Irã, que incluiria uma mudança de regime. As Fontes também disseram que o presidente estava novamente considerando um grande ataque, após as negociações entre os EUA e o Irã não terem produzido resultados. Os EUA exigem que o Irã cesse o enriquecimento de urânio, a produção de mísseis e o fim do apoio a grupos terroristas regionais como o Hamas , o Hezbollah e os Houthis. O alerta surgiu no mesmo dia em que Trump escreveu nas redes sociais que outra armada estava a caminho da República Islâmica e que, se o Irã não se sentasse à mesa de negociações e concordasse com um acordo nuclear com os EUA, Washington poderia executar outro ataque “com rapidez e violência”. O presidente alertou que o tempo estava “se esgotando” para o Irã e que um ataque adicional contra o país seria “muito pior” do que aquele realizado pelos EUA na Operação Martelo da Meia-Noite durante a guerra Irã-Israel em junho de 2025. Segundo as fontes, Trump também estava considerando um ataque de maior escala, possivelmente contra os mísseis balísticos do país, mas ainda não havia tomado uma decisão sobre o curso de ação.
“Conforme as ameaças perante nosso país, o Exército mantém e aprimora suas vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta
esmagadora contra qualquer agressor”, disse o chefe das Forças Armadas, Amir Hatami, em pronunciamento na TV estatal iraniana. O reforço no arsenal iraniano ocorre na iminência de um ataque dos EUA contra o território iraniano. Após pressionar o regime Khamenei por conta das mortes de manifestantes, o presidente norte-americano ordenou o envio de uma grande armada para o Oriente Médio, para pressionar o governo iraniano. “Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”, declarou Amir Hatami . “O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes”.
Na guerra de narrativas, o Ministro das Relações Exteriores do Irã Abbas Aragchi desmentiu o presidente dos EUA, que havia dito que o Irã quer negociar e que o governo iraniano já teria “ligado várias vezes”. Em declarações transmitidas pela TV estatal, o chanceler afirmou que não houve “nenhum contato” nos últimos dias com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e que “o Irã não buscou negociações. Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Abbas Araghchi.
Ontem (28), conforme o Petronotícias publicou, fez um mês do início das manifestações populares que tinham uma bandeira de inconformismo com a economia em
frangalhos do regime ditatorial. Com a repressão do governo e os assassinatos a tiros da guarda revolucionária, a revolta da população aumentou. O governo teocrático, mas corrupto e violento, aumentou ainda mais a repressão, prendendo mais de 43 mil pessoas e, oficialmente, contando mais de 6.500 mortes, incluindo mulheres de 86 crianças. Números oficiais, porque as 41 províncias do país, há corpos ainda insepulcros nas cidades, com as organizações de diretos humanos no Irã e nos Estados Unidos, dizendo que os números podem estar entre 23 e 30 mil mortos. As manifestações seguem em todo país.

publicada em 29 de janeiro de 2026 às 11:00 





