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A ESCALADA AMERICANA NO CARIBE CONTRA PETROLEIROS AMEAÇA TAMBÉM A COLÔMBIA COM REFLEXOS PARA A NICARÁGUA E CUBA

A escalada dos Estados Unidos no Caribe cercando a Venezuela pode expandir para a Colômbia. O presidente Donald Trump ordenou o bloqueio de todos os “petroleiros sancionados” que entram na Venezuela, aumentando a pressão sobre o ditador sanguinário Nicolás Maduro, em uma medida que parece ter como objetivo estrangular ainda mais a economia do país sul-americano, estendendo também a pressão para outros vizinhos comunistas, como a Nicarágua, do ditador Daniel Ortega, e de Cuba, de Dias Canel, que sentirão a falta do petróleo venezuelano para mover suas economias. Apenas os petroleiros da Chevron terão autorização para entrar dos portos venezuelanos. Dos 850 mil barris da produção diária, 80% iriam para a China, 17% para os EUA através da Chevron, e o restante para Cuba e Nicarágua. Agora, a produção irá cair porque não há como vender ou armazenar tanto petróleo. Ao mesmo tempo, Trump ameaçou o presidente colombiano Gustavo Petro, dizendo que ele “poderia ser o próximo.”  Um ataque contra Venezuela parece iminente.

O ataque contra a principal fonte de receita da Venezuela não tem nada a ver com o narcotráfico. Diz mais pelo desejo de ver o sanguinário ditador fora do comando das forças armadas venezuelanas e do governo da Venezuela. É razoável pensar que as amaças em curso contra Bogotá e Caracas fazem parte de um plano de Washington para assumir o controle das rotas de tráfico de cocaína existentes e fechar todas elas. A escalada de Trump ocorre depois que as forças americanas terem apreendido na semana passada um petroleiro considerado ser da “frota fantasma”, que transporta petróleo de países sancionados, servindo a países como Nicarágua e Cuba.

Nas redes sociais, Trump alegou que a Venezuela estava usando o petróleo para financiar o narcotráfico e outros crimes e prometeu continuar o reforço militar: “A Venezuela está completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul”, disse Trump. “Ela só vai crescer, e o choque para eles será algo nunca visto antes,  até que devolvam aos Estados Unidos da América todo o petróleo, terras e outros bens que nos roubaram.” O governo da Venezuela divulgou um comunicado acusando Trump de “violar o direito internacional, o livre comércio e o princípio da

Com o aperto americano, Maduro pode ser caçado dentro do próprio país por militares descontentes

livre navegação com uma ameaça imprudente e grave. Em suas redes sociais, ele presume que o petróleo, as terras e as riquezas minerais da Venezuela lhe pertencem”, diz o comunicado sobre a publicação de Trump. “Consequentemente, ele exige que a Venezuela entregue imediatamente todas as suas riquezas. O presidente dos Estados Unidos pretende impor, de maneira totalmente irracional, um suposto bloqueio naval à Venezuela com o objetivo de roubar a riqueza que pertence à nossa nação.”

Para lembrar, o aumento da presença militar dos EUA foi acompanhado por uma série de ataques contra embarcações carregadas de drogas em águas internacionais no Caribe e no Pacífico Oriental. A campanha matou pelo menos 95 traficantes em 25 ataques conhecidos que foram divulgados com imagens militares. O presidente Trump vem dizendo há semanas que os EUA levarão sua campanha para além da água e iniciarão ataques em terra. O governo norte americano defende os ataques e relata sucessos, afirmando que eles impediram que drogas chegassem ao território americano, rebatendo as preocupações de que estariam extrapolando os limites de uma  guerra legítima contra o narcotráfico.

Alinhamento completo com o Presidente Trump

A Chefe de Gabinete de Trump, Susie Wiles, disse que a campanha faz parte de uma iniciativa para depor Maduro: “ O presidente quer continuar explodindo barcos até que Maduro se renda”. A Venezuela, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, não consegue produzir mais nem 850 mil barris por dia, devido ao sucateamento dos seus equipamentos. O país depende muito da receita do petróleo como a principal fonte de renda de sua economia. Agora, com um embargo prático às suas exportações, terá que diminuir ainda mais a sua produção, porque não terá como armazenar. Desde que o governo Trump começou a impor sanções ao petróleo venezuelano em 2017, o governo do ditador tem se baseado em uma frota obscura de petroleiros sem bandeira para contrabandear petróleo bruto para as cadeias de suprimento globais.

Sem conseguir vender para o mercado, apenas a Chevron terá licença para exportar petróleo da Venezuela

A estatal petrolífera Petróleos de Venezuela –  PDVSA –  está excluída dos mercados globais de petróleo devido às sanções dos EUA. Ela vende a maior parte de suas exportações com um grande desconto no mercado negro da China. A Marinha americana tem uma frota armada até os dentes, pronta para entrar em ação na região. Esses navios transportam uma ampla variedade de aeronaves, incluindo helicópteros e caças V-22 Osprey. Além disso, a Marinha tem operado algumas aeronaves de patrulha marítima P-8 Poseidon na região. O regime venezuelano foi considerado uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA ESTRANGEIRA. E isto abre a portas para intervenções militares,  sem imunidades soberanas conferidas por tratados ou pela adesão às Nações Unidas. O Cartel de los Soles também está sendo considerado como uma organização terrorista estrangeira, assim como o grupo de traficantes Tren de Arágua. O governo Trump, em seu primeiro mandato, fez isso com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, um braço do governo iraniano, que já havia sido designado como um Estado patrocinador do terrorismo.

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