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A FENASUCRO DESTE ANO VAI FOCAR TAMBÉM NA PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEL SAF PARA A AVIAÇÃO

O Combustível Sustentável de Aviação (SAF) vem ganhando relevância global como uma das principais alternativas para reduzir as emissões de carbono do transporte aéreo. Diante das metas internacionais de descarbonização e da crescente demanda por combustíveis de baixo carbono, o Brasil reúne condições favoráveis para ampliar a produção dessa solução, especialmente por meio da rota baseada no etanol. O tema estará entre os destaques da FenaBio, conferência realizada nos dias 12 e 13 de agosto durante a 32ª edição da Fenasucro & Agrocana. O painel reunirá lideranças empresariais e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades da produção de SAF no Brasil, com a participação de Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil, e José Magalhães Fernandes, presidente da Honeywell na América Latina. A presença dos executivos reforça o interesse crescente da indústria da aviação nas oportunidades associadas aos combustíveis sustentáveis e ao potencial brasileiro de produção.  O avanço dessa agenda também se reflete em projetos pelo país. Um dos exemplos é a iniciativa da JetBio (do grupo Summit Agricultural), que anunciou a reserva de área em Paulínia (SP) para a construção de uma biorrefinaria de grande escala dedicada à produção de SAF via rota alcohol-to-jet. O projeto é estimado em cerca de US$ 2 bilhões e tem previsão de produzir aproximadamente 1 bilhão de litros por ano. Em 2026, paralelo à feira, também ocorrerá o 13º Congresso Latino-Americano da ATALAC, evento internacional que reúne profissionais da América Latina e Caribe, realizado pela STAB (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil).

A discussão na FenaBio ocorre em um cenário de ampliação dos investimentos e do interesse por rotas de produção de SAF. Entre os temas estarão: os desafios para ampliar a oferta do combustível, os avanços tecnológicos e as oportunidades para o Brasil fortalecer sua participação nesse segmento. Para Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, o debate ocorre em um momento estratégico para o setor bioenergético brasileiro. “O SAF representa uma oportunidade de ampliar a contribuição da bioenergia para a transição energética no mundo. A FenaBio foi criada justamente para promover essas conexões entre conhecimento, tecnologia, investimentos e negócios, reunindo os principais agentes envolvidos na construção dessas novas cadeias produtivas”, afirma.

 Reconhecida como a maior feira do mundo voltada à cadeia produtiva da bioenergia, a 32ª edição da Fenasucro & Agrocana deve reunir, em 2026, visitantes de mais de 80 países, mais de 600 marcas expositoras, com os principais fabricantes nacionais e internacionais de equipamentos, soluções e tecnologias voltadas à produção de biocombustíveis e energia limpa. A feira, promovida pela RX e com apoio exclusivo do CEISE Br, se consolidou como a principal plataforma de conexão entre a indústria fornecedora e os compradores do setor bioenergético. Em 2026, paralelo à feira, também ocorrerá o 13º Congresso Latino-Americano da ATALAC, evento internacional que reúne profissionais da América Latina e Caribe, realizado pela STAB (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil).

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