A GOODWE APOSTA EM ARMAZENAGEM DE ENERGIA E ACREDITA QUE O PAÍS VAI ADICIONAR PELO MENOS 650 MWH EM BATERIAS
A GoodWe, fabricante global de inversores e soluções de armazenamento, acredita que o país deve adicionar ao menos 650 MWh em baterias até o fim de 2026, impulsionado por eventos de interrupção no fornecimento, busca por maior autonomia energética e pela rápida evolução tecnológica do setor. Para a empresa a aplicação de sistemas de armazenamento de energia junto à carga já deixou de ser uma tendência distante e começa a se consolidar como uma solução economicamente viável para diferentes perfis de consumidores no Brasil. De acordo com Alexandre Pereira, diretor da empresa, as aplicações variam conforme o segmento, mas já apresentam benefícios claros tanto do ponto de vista técnico quanto econômico. “Hoje temos em nosso portfólio soluções que atendem desde o cliente residencial até o industrial.”
No segmento residencial, a maior demanda está concentrada em sistemas de backup, voltados à proteção contra apagões, além do aumento do autoconsumo para
consumidores que já possuem sistemas fotovoltaicos instalados ou optaram pela tarifa branca. “Essas soluções garantem maior redução na conta de energia e mais segurança ao consumidor.” No mercado comercial e industrial (C&I), o foco recai principalmente sobre aplicações de load shifting e peak shaving, com uso das baterias no horário de ponta para reduzir custos com energia e evitar multas por ultrapassagem da demanda contratada. “Além disso, há grande procura por sistemas de backup, porque, nesse mercado, a falta de energia representa prejuízo direto na operação.“
Alexandre garante que estudos recentes indicam que o Brasil já soma mais de 500 MWh em sistemas de baterias junto à carga. A empresa acredita que este número deve crescer de forma exponencial nos próximos anos: “Registramos, em
2025, um crescimento de 900% nas vendas de baterias no mercado brasileiro, acompanhado da forte expansão nas vendas de inversores híbridos”, revela Pereira. Segundo ele, muitos consumidores já optam pela instalação de inversores híbridos mesmo sem as baterias, preparando o sistema para um upgrade futuro. “Nossa expectativa é que o faturamento de sistemas de armazenamento supere o de sistemas fotovoltaicos convencionais ainda em 2026“, projeta.
Os eventos recentes de interrupção no fornecimento de energia elétrica têm reforçado a percepção de valor das baterias entre os consumidores. “Observamos um aumento significativo na busca por soluções de armazenamento após grandes apagões, especialmente em São Paulo.” Esse movimento não se restringe a quem já possui geração distribuída. “Temos visto clientes residenciais,
comerciais e industriais instalando soluções híbridas da GoodWe mesmo sem painéis fotovoltaicos, buscando minimizar prejuízos e garantir energia para equipamentos essenciais e conforto, como Wi-Fi, ar-condicionado e televisão“. Consumidores com sistemas fotovoltaicos lideram a adoção “Esses clientes já tiveram uma experiência positiva com retorno sobre investimento e redução da conta de energia, além de apresentarem maior abertura a novas tecnologias.” Algumas restrições recentes impostas pelas distribuidoras, como limitações à exportação de energia em novos sistemas de geração distribuída, têm impulsionado o interesse pelo armazenamento. “Os consumidores buscam maior independência, e a redução dos custos de fabricação amplia ainda mais as oportunidades no mercado brasileiro.”

publicada em 6 de fevereiro de 2026 às 14:00 




