A GUARDA COSTEIRA AMERICANA LOCALIZA PERTO DE PORTO RICO DOIS PETROLEIROS APREENDIDOS QUE ESTAVAM DESAPARECIDOS
Dois petroleiros apreendidos este mês pelos EUA em sua campanha contra a Venezuela que estavam desaparecidos dos radares depois de desligarem seus transponders, foram avistados perto de Porto Rico, segundo dados do site especializado Tankertrackers. Esses foram os primeiros avistamentos desde as apreensões e podem indicar seu destino. Os navios são o superpetroleiro M Sophia, apreendido pelos EUA no dia 7 deste mês transportando petróleo venezuelano, e um petroleiro menor, o Galileo, anteriormente chamado Veronica, apreendido vazio na semana passada, embora já tenha transportado petróleo venezuelano anteriormente. O M Sophia e o Galileo estão entre as sete embarcações ligadas às exportações de petróleo venezuelano apreendidas pelas forças armadas dos Estados Unidos e pela Guarda Costeira americana nas últimas semanas, principalmente no Mar do Caribe.
As autoridades americanas não divulgaram os destinos ou planos para os navios apreendidos. Como os localizadores de geolocalização dos navios não foram ativados, a
localização dos dois petroleiros era desconhecida até a confirmação do Tankertrackers. Os navios podem permanecer em Porto Rico ou ser transferidos para outro porto americano. Os outros cinco petroleiros apreendidos estão perto da costa do Golfo do México, nos EUA, em águas venezuelanas e perto da Escócia, segundo dados de navegação.
O governo dos Estados Unidos pretende influenciar o governo da Venezuela e revitalizar o setor petrolífero do país que está muito debilitado, atraindo grandes empresas petrolíferas americanas para reconstruí-lo. Trump impôs um bloqueio para impedir que petroleiros sancionados transportem petróleo venezuelano, o que em dezembro praticamente paralisou as exportações, principalmente para Cuba, que continua sendo abastecido pelo México, apesar das pressões dos Estados Unidos.
Os embarques para outros mercados foram acelerados este mês sob supervisão americana, mas milhões de barris permanecem armazenados em terra e em plataformas flutuantes. Os americanos já repassaram US$ 300 milhões para os cofres venezuelanos pelas vendas realizadas.
Assim como a maioria dos petroleiros sob sanções ocidentais, que fazem parte da chamada frota fantasma, muitos dos petroleiros ligados à Venezuela foram construídos há mais de 20 anos e representam riscos à navegação, pois não possuem certificação de segurança e seguro adequado. Isso significa que, em caso de colisão ou derramamento de petróleo, estabelecer reivindicações de seguro ou responsabilização é muito difícil ou impossível. A idade desses petroleiros, que excede o padrão da indústria, que é de 15 anos, também levanta preocupações sobre possíveis danos ambientais. Os processos de confisco civil movidos pelo governo dos EUA relacionados às apreensões dos navios podem levar meses ou anos para serem resolvidos, o que significa que pode não haver soluções imediatas para os desafios.

publicada em 23 de janeiro de 2026 às 16:00 




