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A INSTABILIDADE NAS NEGOCIAÇÕES POR PARTE DO IRÃ ESTÁ DEIXANDO O GOVERNO AMERICANO COM POUCA PACIÊNCIA

O Irã continua naquele chove não molha sem saber o que quer exatamente até agora, fazendo exigências diferentes, desafiando a paciência do governo americano para liberar o Estreito de Ormuz, provocando os países árabes do golfo pérsico.  Hoje (30), os Estados Unidos e o Irã não realizarão negociações diretas, pois os fundos congelados ainda não foram liberados, no Catar, como os iranianos exigem. A retomada das negociações ocorre após as conversas da semana passada na Suíça entre altos funcionários de ambos os lados, em um ambiente que os mediadores descreveram como “positivo e construtivo”. Apesar disso, haverá uma conversa entre autoridades dos dois países em Doha, no Catar,

O Ministério das Relações Exteriores do Catar declarou que Steve Witkoff e Jared Kushner não teriam conversas diretas com autoridades iranianas durante as negociações do dia. “Nenhuma reunião de alto nível está prevista nesta fase entre os Estados Unidos e o Irã. Os seis bilhões de dólares em fundos iranianos congelados ainda não foram transferidos para Teerã, e sua transferência será realizada mediante acordo entre as duas partes e de acordo com o progresso das negociações entre Washington e Teerã. O Estreito de Ormuz, sua abertura e a retomada da navegação por ele são questões de suma importância. Uma linha direta de comunicação foi utilizada para reduzir a escalada dos recentes confrontos. A liberdade de navegação é um direito garantido a todos os Estados do Golfo, e o fechamento do Estreito de Ormuz é inaceitável, ou uma ameaça à segurança da navegação na região. O foco agora é restaurar a segurança e a estabilidade regional à situação que existia antes da guerra, e saudamos a participação da França na remoção de minas do Estreito de Ormuz.”

A retomada das negociações ocorre após as conversas técnicas da semana passada, na Suissa, entre altos funcionários de ambos os lados, que mediadores do Catar e do Paquistão descreveram como tendo uma “atmosfera positiva e construtiva”. Desde então, os EUA atacaram o Irã   diversas vezes e drones iranianos atacaram petroleiros no Estreito de Ormuz, com ambos os lados alegando estarem respondendo a violações do cessar-fogo por parte do outro. Agora, novamente, os Estados Unidos e o Irã concordam em encerrar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz. Nos termos do atual memorando de entendimento,  ambas as partes concordaram em cessar as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. O acordo também abre caminho para 60 dias de negociações mais aprofundadas sobre questões mais espinhosas, como o programa nuclear do Irã, embora ambos os lados tenham apresentado versões conflitantes sobre o que foi acordado.

DELEGAÇÃO AMERICANA

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio  e o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, informam o Congresso em sua primeira reunião desde a assinatura do memorando de entendimento EUA-Irã. Parlamentares de ambos os partidos pressionaram os representantes do governo sobre questões como o levantamento das sanções contra o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.  Eles realizaram  sua primeira reunião informativa com o Congresso desde que os EUA e o Irã assinaram um memorando de entendimento (MoU) no início deste mês.  Witkoff e Rubio asseguraram repetidamente aos legisladores que o objetivo do governo é negociar um acordo final que proíba o Irã de manter seu estoque de urânio altamente enriquecido.   A assinatura do memorando de entendimento, de acordo com as autoridades, estabeleceu um período de 60 dias durante o qual serão realizadas negociações com o objetivo de chegar a um acordo final.

Segundo o relatório, os democratas pressionaram as autoridades para obterem mais detalhes sobre os benefícios financeiros que o Irã poderia obter com o memorando, incluindo a receita proveniente das vendas de petróleo que haviam sido previamente sancionadas.  A representante americana Debbie Wasserman Schultz (democrata da Flórida) discutiu o assunto com Rubio e Witkoff antes da conversa ser interrompida e a chamada encerrada, devido a dificuldades técnicas. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou, após uma reunião confidencial separada no Capitólio, que Rubio e Witkoff confirmaram que o Irã arrecadaria “bilhões em receitas de petróleo, mantendo ao mesmo tempo uma perigosa influência sobre o Estreito de Ormuz.

Segundo o relatório, as autoridades procuraram assegurar aos participantes da chamada que os EUA não tinham intenção de usar dinheiro americano como parte do acordo. Nenhum dinheiro americano será usado como parte do acordo. “Países e investidores estrangeiros poderão investir”, esclareceu, acrescentando que o alívio das sanções não será concedido até que o acordo final seja alcançado. “Até que as negociações sejam concluídas, seja em 60 dias ou 6 meses, não haverá alívio“, afirmou. Rubio e Witkoff tentaram acalmar as preocupações sobre a reabertura do estreito, que mencionou uma violação do acordo de cessar-fogo por parte do Irã, que lançou um ataque com drone contra um navio que passava pelo estreito no fim de semana. Ambos os oficiais esclareceram que a remoção das minas plantadas por Teerã ao longo do estreito era necessária. Rubio e Witkoff tentaram acalmar as preocupações sobre a reabertura do estreito. Witkoff mencionou uma violação do acordo de cessar-fogo por parte do Irã, que lançou um ataque com drone contra um navio que passava pelo estreito no fim de semana. Ambos os oficiais esclareceram que a remoção das minas plantadas por Teerã ao longo do estreito era necessária.

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