A MARINHA AMERICANA DESTRUIU SEIS EMBARCAÇÕES DE ATAQUE DO IRÃ, MAS O COMANDO DIZ QUE NÃO RETOMARÁ A GUERRA AINDA
Enquanto o petróleo está sendo cotado hoje a pouco mais de US$ 113 o barril do Brent para entrega em junho, a tensão da guerra contra Irã subiu duas casas. Hoje (5), o general americano Dan Caine afirmou que os ataques do Irã estão “abaixo do limiar” para a retomada da guerra. Na verdade, o bloqueio naval segue estrangulando a economia iraniana com as duas mãos. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, acrescentou que os EUA estabeleceram uma “cúpula vermelha, branca e azul” sobre o Estreito de Ormuz como um “presente dos EUA para o mundo”. Caine afirmou no Pentágono que os recentes ataques do Irã não reiniciariam a guerra, dizendo que os ataques permanecem “abaixo do limite necessário para reiniciar grandes operações de combate neste momento. O nível operacional é baixo neste momento”. As forças americanas estão “fornecendo vigilância 24 horas por dia, 7 dias por semana, para embarcações comerciais pacíficas, com exceção das do Irã”, disse Hegseth, observando que que seis navios tentaram romper o bloqueio dos EUA desde o início da Operação Projeto Liberdade, mas todos foram impedidos de prosseguir. Seis embarcações iranianas foram destruídas no Estreito de Ormuz. Hegseth acrescentou que a Operação Projeto Liberdade é uma operação temporária, separada tanto da Fúria Econômica quanto da Fúria Épica.
“O Projeto Liberdade tem natureza defensiva, escopo limitado e duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial
inocente da agressão iraniana”, disse Hegseth. “As forças americanas não precisarão entrar em águas territoriais ou no espaço aéreo iraniano. Não é necessário. Não estamos buscando um conflito.” Hegseth enfatizou que o Irã vem “assediando navios” no Estreito de Ormuz “há muito tempo. Os Estados Unidos estão usando sua força para ajudar outros países O Irã está tentando subjugar outros países.” O secretário afirmou ainda que o Irã não controla o Estreito de Ormuz e que centenas de navios estão na fila para atravessar a hidrovia. Reiterando que a missão é temporária, Hegseth exigiu que o mundo se mobilizasse, acrescentando que “o mundo precisa dessa hidrovia muito mais do que nós. No momento e local apropriados, devolveremos a responsabilidade a vocês.” O presidente Donald Trump instou a Coreia do Sul a juntar-se ao esforço americano no Estreito de Ormuz, depois de um navio de carga coreano ter sido alvejado por forças iranianas.
PROTEÇÃO BEM ARMADA
O navio de transporte de veículos Alliance Fairfax, de bandeira americana e operado pela subsidiária Farrell Lines, saiu do Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz acompanhado por forças militares americanas. A informação é da empresa de navegação dinamarquesa Maersk. As forças americanas estão auxiliando ativamente nos esforços para restabelecer a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM) no X. “Como primeiro passo, dois navios mercantes com bandeira dos EUA transitaram com sucesso pelo Estreito de Ormuz“, disse o CENTCOM, acrescentando que destróieres aparelhados com mísseis guiados da Marinha dos EUA estão operando no Golfo, no âmbito da Operação Liberdade.
O Alliance Fairfax faz parte do Programa de Segurança Marítima dos EUA, que fornece subsídios financeiros a dezenas de embarcações comerciais privadas de bandeira americana que garantem o transporte para as forças armadas dos EUA durante uma guerra ou emergência nacional. A Maersk informou que a travessia do Alliance Fairfax foi concluída sem incidentes e que toda a tripulação está segura e ilesa. A Maersk adquiriu a Farrell Lines, sediada na Virgínia, em 2007, informou a transportadora de veículos americana. O navio estava entre as centenas de embarcações que ficaram retidos no Golfo Pérsico com o fechamento virtual do Estreito de Ormuz no início de março.

publicada em 5 de maio de 2026 às 11:00 




