A MRS RECEBE DA LORAM OS NOVOS EQUIPAMENTOS QUE IRÃO AMPLIAR A QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DA FERROVIA
A Loram South America e a MRS Logística assinaram um contrato estimado em R$ 1 bilhão para a aquisição de duas novas máquinas esmerilhadoras, além de prestação de serviços, oficializado após a entrega dos equipamentos durante cerimônia realizada no pátio ferroviário, na divisa dos municípios de Jeceaba e São Brás do Suaçuí, em Mnas Gerais. A entrega do maquinário, marcou o início de um acordo de 15 anos, no qual a empresa será responsável pela operação e pela manutenção dos equipamentos. Pela primeira vez, o contrato entre as companhias segue o modelo Operation and Maintenance (O&M), no qual a operadora ferroviária realiza a aquisição das máquinas, enquanto a Loram assume integralmente a operação técnica e manutenção. A iniciativa reforça a presença da empresa no setor ferroviário brasileiro e amplia a parceria de longa data entre as duas companhias.
O evento contou com a presença de executivos das duas empresas e de representantes do setor ferroviário, incluindo o presidente da MRS Logística, Guilherme Segalla
de Mello; o Chief Operating Officer (COO) Global da Loram, Luke Olson; e o acionista da companhia, Mike Mannix, além de representantes do setor ferroviário nacional e de autoridades públicas. As duas máquinas entregues são equipamentos de grande porte voltados à manutenção da infraestrutura ferroviária, projetadas para restaurar o perfil dos trilhos, remover irregularidades microscópicas e prevenir falhas prematuras, contribuindo diretamente para ampliar a vida
útil dos componentes e a segurança da operação ferroviária. O primeiro equipamento é a RG426, uma esmerilhadora de linha corrida equipada com 90 rebolos, considerada uma das maiores do mundo em sua categoria. A máquina é capaz de operar a velocidades superiores a 25 km/h, dependendo das condições da linha, possui oito carros e reúne tecnologias avançadas de esmerilhamento e monitoramento.
O segundo equipamento é a RGS27, uma máquina especializada na manutenção de pontos críticos da ferrovia, como aparelhos de mudança de via e passagens de nível. O equipamento opera a uma velocidade média de 18 km/h e é capaz de realizar três ciclos de esmerilhamento em aproximadamente cinco minutos. As máquinas também contam com modernos sistemas integrados de mitigação de incêndios, projetados para controlar as faíscas geradas durante o processo de
esmerilhamento dos trilhos. Fabricados na unidade da Loram em Hamel, Minnesota, nos Estados Unidos, os equipamentos levaram cerca de um ano para serem produzidos e foram transportados ao Brasil por via marítima. Após a chegada ao país, passaram por etapas de preparação antes da entrega oficial à operadora ferroviária. Fundada nos Estados Unidos há mais de 70 anos, a Loram tornou-se referência global em manutenção ferroviária com atuação em dezenas de países.
Segundo o consultor de engenharia da manutenção de vias da MRS e CEO da International Heavy Haul Association (IHHA), Antônio Merheb(direita), a modernização acompanha a expansão da operação ferroviária da companhia. “À medida que a MRS
amplia sua capacidade de transporte, torna-se essencial investir em tecnologias que aumentem a segurança e a eficiência da via permanente. Nesse sentido, a Loram tem sido uma parceira importante da MRS.”
Para a Loram, o projeto representa um avanço na presença da empresa no mercado ferroviário brasileiro e reforça o papel da companhia como fornecedora global de soluções tecnológicas para manutenção de infraestrutura ferroviária. “Estamos trazendo para o Brasil o que existe de mais avançado no mundo em manutenção ferroviária. Essa tecnologia contribui não apenas para a
operação da MRS, mas também para o desenvolvimento do setor ferroviário nacional”, ressalta o diretor executivo da Loram South America, Murilo Martins(esquerda).
De acordo com o diretor comercial da empresa, Rafael Araújo(direita), parte da cadeia produtiva dos equipamentos envolve fornecedores nacionais, contribuindo para o desenvolvimento da indústria ferroviária local. “Embora as máquinas sejam fabricadas fora do Brasil, há um processo de nacionalização de componentes que fomenta a geração de empregos e fortalece a cadeia ferroviária no país”, destaca. Após a entrega, as máquinas passarão por processos de integração e testes operacionais no próprio pátio P1-07 da MRS.

publicada em 15 de abril de 2026 às 15:00 




