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A NUCLEP TROCA PRESIDÊNCIA DA EMPRESA APENAS OITO MESES DEPOIS DE UMA ADMINISTRAÇÃO INTERINA FRACA E CONTURBADA

Adeilson traz a esperança da retomada do desempenho da empresa e respeito aos clientes

Ufa ! a partir desta terça-feira (30) uma das mais importantes empresas estratégicas do país, a Nuclep, pode voltar à sua normalidade e ter a possibilidade de voltar a ser bem administrada mais uma vez. Desde que o Almirante Carlos Seixas, teve que deixar o comando da companhia em maio deste ano por ter cumprido o seu tempo de liderança, a empresa passou a ser tecnicamente “administrada” por Alexandre Vianna Santana. Também um oficial da Marinha, mas por seu desempenho considerado fraco, deixou a empresa com muitos problemas em apenas oito meses respondendo pela presidência. Tanto que chamou a atenção do TCU, que está debruçado no problema. Para muitos, “El Niño”, como ficou conhecido em sua passagem pela companhia, não deixará saudades, mas um legado de problemas de relacionamentos e má performance. Apesar de toda sua estrutura, a empresa chegou a ter um contrato suspenso e anulado com a Petrobrás pelo seu desempenho

A atuação de “El Niño”, para muitos, foi devastadora e não deixará saudades.  Um legado só de problemas

para construir Estacas Torpedo. Não há muita sofisticação para esta construção e nem tanta tecnologia, mas cronogramas à serem cumpridos com normalidade. Nem isso foi possível.  Apesar de tudo, o contrato foi cancelado. Na verdade, um desempenho muito ruim. Sofrível mesmo. A Petrobrás deu oportunidades, mas elas não foram aproveitadas. A explicação dada pela presidência da empresa esteve quase no mesmo nível de sua atuação. Não explicou nada: “Quanto a contratos com a Petrobrás, a companhia informa que todas as informações relevantes já constam dos canais oficiais de transparência. Eventuais ajustes contratuais são tratados de forma técnica entre as partes, nos termos da legislação aplicável,” disse em um comunicado de resposta ao Petronotícias.

Hoje (30), a empresa passará a respirar um novo ar e entrará em 2026 com a expectativa de voltar a fazer um bom papel para engenharia brasileira. Pelo menos é o que se espera. Quem assume a presidência da companhia é um profissional que já passou  por cargos e funções em estatais, além de ocupações na relação com  trabalhadores e sindicatos. Ele traz a esperança  de  poder levar de volta a companhia ao mesmo patamar de meses atrás durante a “Era Seixas.” Uma fase de grandes conquistas nas áreas energética, estratégica, nuclear e de petróleo e gás.  Uma empresa a altura de suas tradições históricas de realizações importantes para o país. Mas, por enquanto, está no campo da esperança. Quem viver, verá.

O mau desempenho da produção das Estacas Torpedo fez a Petrobrás cancelar o contrato

Mauricio Pessoa será o novo diretor administrativo/financeiro e Adeilson Teles, o presidente. Ele está na Nuclep desde maio de 2023. Durante um ano, ele foi  assessor de relações trabalhistas, desenvolvendo  estratégias no contato com sindicatos, participando da  definição e operacionalização durante os processos de negociação coletiva e situações de crises com interface permanente com a  representação dos trabalhadores, representação patronal e órgãos governamentais.   Em maio do ano passado ele assumiu o cargo de Gerente Geral da Presidência e passou a ter  atribuições de  representação externa; atuação no desenvolvimento, aprimoramento e supervisão do sistema de governança corporativa,  elaboração e implementação de metodologias de apoio à definição e ao acompanhamento dos indicadores estratégicos, além de assessoramento da Diretoria Executiva. Para ter sucesso em sua gestão, Adeilson precisará exigir competência de suas equipes e ter um bom relacionamento com as empresas-clientes. Não só aquelas que a Nuclep executa as obras,  mas  também aquelas  que a procuram como base de apoio, como nas obras dos submarinos.

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