A PRESIDENTE DO MÉXICO DESAFIA OS ESTADOS UNIDOS AO DECIDIR MANDAR ALIMENTOS E PETRÓLEO PARA ABASTECER CUBA
A população cubana, sob um regime ditatorial comandado pelos seguidores mais próximos da família Castro, talvez esteja vivendo o pior momento político e econômico do país em sua história. Hoje, o governo está sob o comando de Miguel Diaz-Canel, um ditador estrategista de grande influência política em vários países, inclusive o Brasil, de quem recebia dinheiro do governo através de programas espúrios, como o Mais Médicos, que pagava uma quantia mínima para os profissionais que trabalhavam e grande parte da verba financiava a ditadura cubana. Uma forma do governo Lula financiar o poder em Cuba. Com a queda e a captura do ditador
sanguinário Nicolás Maduro, a Venezuela deixou de alimentar a refinaria cubana, em Havana. O resultado foi o caos na economia, que já vivia aos trancos e barrancos. O país, que gera a sua energia através de geradores a diesel, está praticamente às escuras. Não há água, porque sem energia, as bombas também não funcionam. O desabastecimento de combustível é geral e o país só tem petróleo para processar por poucos dias. O combustível que há é para a reserva das forças armadas e para a cúpula do governo.
A população sofre desde 1959, quando o regime comunista de Fidel Castro assumiu o governo de Fugêncio Batista. Muitas mortes provocadas pelo regime, milhares de presos políticos e uma população que vive na pobreza absoluta, com alimentação regrada e sem perspectivas. O que era um país promissor, se transformou numa ilha de desespero humanitário. Por isso, com este sentimento, a presidente do México, Claudia Schinbaum, também de esquerda, decidiu enfrentar o presidente Trump e o seu maior aliado, os Estados Unidos, para socorrer a ditadura cubana e voltar a fornecer petróleo. Será uma aposta e pode colocar a economia mexicana em uma crise sem precedentes. Cuba tem petróleo para cerca de dez dias, segundo os dados da Kpler. Depois deste período acabariam as suas reservas
A presidente mexicana disse que “Esta semana estamos planejando ajuda humanitária para Cuba, na forma de alimentos e outros produtos, enquanto
estamos organizando tudo por meio de canais diplomáticos no que diz respeito à entrega de petróleo por razões humanitárias.” Ela disse que os preparativos necessários para o envio de ajuda e suprimentos básicos para a população cubana já estavam em andamento. Sheinbaum negou ter discutido a situação com o presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou com tarifas adicionais os países que exportam petróleo para Cuba. O México era um dos maiores fornecedores de petróleo para Cuba e, ao mesmo tempo, o parceiro comercial mais importante dos Estados Unidos. Talvez tenha
que decidir a quem servirá. Na sexta-feira(30), Sheinbaum alertou para uma grave crise humanitária em Cuba. O México já havia reduzido o fornecimento de petróleo à Cuba nos últimos dias sob pressão dos EUA. Até que uma solução diplomática seja alcançada, o México fornecerá outros produtos essenciais, disse Sheinbaum.
O presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos estavam começando a conversar com os líderes cubanos,
enquanto seu governo aumenta a pressão sobre a ilha governada pelos comunistas e corta o fornecimento de petróleo. Ele fez o comentário a repórteres no sábado (31) à noite, enquanto voava para a Flórida. A declaração surge na sequência de suas medidas nas últimas semanas para cortar o fornecimento de petróleo da Venezuela e do México, o que, segundo ele, forçaria Cuba à mesa de negociações. Seus objetivos em relação a Cuba permanecem incertos, mas Trump tem voltado mais sua atenção para a ilha depois que seu governo, no início de janeiro, prendeu o então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e tem se mostrado mais agressivo no confronto com nações adversárias dos EUA.
O presidente republicano não ofereceu detalhes sobre o nível de aproximação que seu governo teve com Cuba recentemente, nem quando isso ocorreu, mas simplesmente disse: “Estamos começando a conversar com Cuba”. Suas recentes medidas para cortar o fornecimento de petróleo têm pressionado a ilha. Na semana passada, Trump assinou uma ordem executiva para impor tarifas sobre quaisquer produtos provenientes de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba. A medida pressionou o México, do qual Cuba se tornou dependente para o fornecimento de petróleo depois que Trump suspendeu as exportações de petróleo da Venezuela após a deposição de Maduro. Claudia Sheinbaum, alertou que isso poderia causar uma crise humanitária. Ela afirmou que buscaria alternativas para continuar ajudando Cuba. “Não precisa ser uma crise humanitária. Acho que eles provavelmente viriam até nós e tentariam fazer um acordo“, disse Trump. “Assim, Cuba seria livre novamente.” Ele previu que eles fariam algum tipo de acordo com Cuba e disse: “Acho que, sabe, seremos gentis.”

publicada em 2 de fevereiro de 2026 às 13:00 




