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A REDUC COMPLETA 65 ANOS COM MUITOS PLANOS DE RENOVAÇÃO E JÁ PRODUZINDO COMBUSTÍVEIS SAF PARA AVIAÇÃO

A Refinaria Duque de Caxias (Reduc) está fazendo aniversário. Uma idade já mais para senhora do que pra brotinho: 65 anos, mas atuando de forma bem renovada e com muita experiência. Conviver com ela não deve ser muito fácil, porque  a  Petrobrás, a proprietária, a considera  “complexa e diversificada”.  Mas tem muito predicados. Ela é a primeira refinaria da companhia certificada para fornecer Combustível Sustentável de Aviação (SAF) à aviação internacional e, desde agosto, está autorizada pela

Refinaria Duque de Caxias – REDUC

ANP a produzir Diesel R com 8,5% de conteúdo renovável. Seu portfólio tem mais de 40 produtos desenvolvidos em seus 13 quilômetros quadrados de área, sendo 9 mil de área industrial. Para o ciclo 2026-2030, a unidade concentra 36% dos investimentos previstos entre as refinarias da Petrobras no Plano de Negócios da companhia — US$ 4,6 bilhões, dos quais US$ 402 milhões em biocombustíveis (SAF e Diesel R).

Em julho, a Reduc produziu o primeiro lote de 3,8 milhões de litros de SAF utilizando óleo de soja ILUC (sigla em inglês para Mudança Indireta no Uso da Terra), certificação internacional que assegura que a matéria-prima não causou desmatamento recente e nem o incentiva indiretamente. A certificação ISCC Corsia para produção do SAF por coprocessamento, conquistada anteriormente, foi o que habilitou a refinaria a fornecer o produto à aviação internacional. Em agosto, a Reduc obteve da ANP a autorização para produzir o Diesel R com 8,5% de matéria-prima renovável, avanço em relação aos 5% testados em 2023, com testes já realizados que atestam a estabilidade operacional e a viabilidade técnica da produção. Com essa validação, a Reduc irá contribuir para a redução da intensidade das emissões e para maior aproveitamento do óleo de soja na produção.

Outro projeto previsto até 2030 é a modernização da Central Termoelétrica U-1320, que iniciou a operação junto com a refinaria, em 1961. Serão investidos US$ 153 milhões na instalação de máquinas mais eficientes e modernas, além de novos equipamentos, como a turbina a gás, a caldeira recuperadora e um turbogerador a vapor. Com isso, a Reduc passará a ser autossuficiente em energia elétrica, aumentando a confiabilidade da refinaria diante de possíveis instabilidades do Sistema Interligado Nacional. O projeto da U-1320 integra a carteira de projetos de investimento que compõem o Programa RefTOP, contribuindo com as metas da Petrobras de redução do indicador Intensidade de Emissão de Gases de Efeito Estufa (IGEE) no refino. Também está em estudo a instalação de uma usina fotovoltaica, com área total de 13 mil metros quadrados e capacidade de geração de 4,9 megawatts, visando a redução de custos com energia elétrica, a redução da emissão de gases de efeito estufa e a descentralização da geração de energia na refinaria.

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