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A ROSATOM INAUGURA NA SIBÉRIA A TERCEIRA DAS QUATRO UNIDADES DE ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO DE 9ª GERAÇÃO

As primeiras centrífugas a gás da nova geração 9+ foram instaladas na Unidade de Separação de Isótopos do Complexo Químico Siberiano em Seversk. O anúncio desta novidade foi feito pela TVEL, a divisão de combustíveis da Rosatom. Com isso, a unidade torna-se o terceiro dos quatro locais de enriquecimento de urânio da Rosatom a introduzir a mais recente geração de centrífugas, seguindo os projetos de modernização lançados em 2018 no Complexo Eletroquímico dos Urais e na Usina Eletroquímica da Sibéria. A entrada em operação das novas centrífugas na Unidade de Separação de Isótopos está prevista para ser concluída em 2027. A quarta instalação a ser modernizada será a Unidade Química de Eletrólise de Angrask, na região de Irkutsk, informou a Rosatom.

Natalia Nikipelova, presidente da TVEL, afirmou que a empresa vem “cumprindo um programa de produção recorde há vários anos consecutivos, mas, ao mesmo tempo, está implementando de forma constante projetos de modernização em larga escala em todas as etapas do ciclo do combustível nuclear em que suas empresas atuam. A Rosatom já investiu fortemente na modernização da fabricação de combustível nuclear, das instalações de enriquecimento e conversão de urânio, bem como na fabricação de centrífugas a gás para separação de isótopos. Esse trabalho será a base para o cumprimento das ambiciosas metas de produção de urânio enriquecido e combustível nuclear para usinas nucleares em operação e para as em construção na Rússia e no exterior”.

Em julho, a TVEL afirmou que o trabalho já estava em andamento em uma centrífuga a gás de 10ª geração. A empresa disse que estava se preparando para a operação industrial piloto em uma de suas unidades como parte do projeto de desenvolvimento. O documento enfatizou que as centrífugas a gás de geração 9+ operariam por décadas. As diferenças entre as várias gerações não foram especificadas além do “aumento de sua eficiência e produtividade”. O urânio não enriquecido, ou natural, contém cerca de 0,7% do isótopo físsil urânio-235 (U-235). (“Físsil” significa que ele é capaz de sofrer fissão nuclear, processo pelo qual a energia é produzida em um reator nuclear). O restante é o isótopo não físsil urânio-238. A maioria dos reatores nucleares precisa de combustível contendo entre 3,5% e 5% de U-235. Este é também conhecido como urânio pouco enriquecido, ou UPE. Projetos de reatores avançados que estão sendo desenvolvidos atualmente — e muitos pequenos reatores modulares — exigirão níveis de enriquecimento ainda maiores.

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