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A RÚSSIA MANTEM MESMO NÍVEL DE VENDA DE GÁS PARA EUROPA ENQUANTO PUTIN PREPARA VISITA A ÍNDIA PARA MULTI-NEGÓCIOS

Acabou novembro e os números da gigante russa Gazprom das exportações de gás para Europa se mantiveram os mesmos. O fornecimento médio diário de gás natural através do gasoduto submarino TurkStream foi praticamente igual a outubro. As pressões americanas não parecem ter tido efeito: 54,3 milhões de metros cúbicos por dia. Essa ligação é a única rota de trânsito de gás russo que restou para a Europa, depois que a Ucrânia optou por não estender um acordo de trânsito de cinco anos com Moscou, que expirou em 1º de janeiro.

O fornecimento total de gás russo para a Europa através do gasoduto TurkStream já passou de 16,3 bilhões de metros cúbicos nos primeiros 11 meses deste ano, um aumento em relação aos 15,2 bilhões de metros cúbicos registrados no mesmo período de 2024. Se contar com o que ainda foi bombeado pela Ucrânia os números sobem para 29,2 bilhões de metros cúbicos. Caso o ritmo atual seja mantido, as exportações russas de gás natural por gasoduto para a Europa poderão atingir cerca de 18 bilhões de metros cúbicos este ano, uma queda de 44% em relação a 2024 devido à perda do trânsito pela Ucrânia. O maior pico de gás russo exportado para Europa foi em 2018-1019, quando foi vendido mais de 175-180 bilhões de metros cúbicos.

PUTIN VAI VISITAR A ÍNDIA

Uma visita estratégica. O presidente russo, Vladimir Putin, inicia na próxima quinta-feira (4) uma visita de dois dias à Índia, buscando aumentar as vendas de petróleo, sistemas de mísseis e caças russos, numa tentativa de restaurar os laços energéticos e de defesa afetados pela pressão dos Estados Unidos sobre o país do sul da Ásia. A Rússia fornece armas à Índia há décadas, que se tornou a sua principal compradora de petróleo transportado por via marítima, apesar das sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia por Moscou em fevereiro de 2022. Mas as importações de petróleo bruto da Índia devem atingir o nível mais baixo em três anos neste mês, após o endurecimento norte-americano das sanções contra a Rússia, que coincide com o aumento das compras de petróleo e gás dos Estados Unidos.

Executivos da Rosatom estarão acompanhando o presidente russo

Em sua primeira visita em quatro anos à capital indiana para uma cúpula com o primeiro-ministro Narendra Modi, Putin estará acompanhado de seu ministro da Defesa, Andrei Belousov, e de uma ampla delegação do setor empresarial e industrial. No entanto, autoridades indianas temem que novos acordos de energia e defesa com a Rússia possam desencadear uma reação do presidente Donald Trump, que dobrou as tarifas para 50% em agosto sobre produtos indianos, como punição pelas compras de petróleo bruto russo pelos indianos, a preços bastante inferiores ao mercado internacional.

Antes da visita de Putin, autoridades de ambos os lados realizaram conversas em áreas que vão desde defesa e transporte marítimo até agricultura. Em agosto, concordaram em iniciar negociações para um acordo de livre comércio entre a Índia e a União Econômica Eurasiática, liderada pela Rússia. Analistas indianos afirmaram que também estão em negociações para expandir sua parceria em energia nuclear civil. A delegação de Putin inclui os diretores executivos do principal banco russo, o Sberbank, e da exportadora estatal de armas Rosoboronexport, bem como os chefes das empresas petrolíferas sancionadas Rosneft e GazpromNeft, disse uma fonte do setor com conhecimento direto do assunto.

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