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A SHELL ECO-MARATHON COMEMORA DEZ ANOS DE BRASIL COM UM SUCESSO QUE ATRAI IDÉIAS E ESTUDANTES INTERNACIONAIS

A Shell Eco-marathon, uma das maiores competições de eficiência energética do mundo, está completando em 2026 dez anos no Brasil, transformando projetos acadêmicos em soluções para os desafios do futuro da mobilidade. Desde que chegou ao país, em 2016, a competição já reuniu cerca de 300 equipes de mais 60 universidades e instituições de ensino técnico em torno de um objetivo comum: projetar, construir e pilotar veículos ultra eficientes, capazes de percorrer a maior distância possível consumindo a menor quantidade de energia. A edição deste ano será realizada de terça-feira(25) até quinta-feira (27), no Pier Mauá, no Rio de Janeiro. O evento é gratuito e aberto ao público.

Neste ano, a competição contará com mais de 500 estudantes, 47 equipes de quatro países – Brasil, México, Colômbia e Peru– e se tornou um importante encontro entre a engenharia aplicada e eficiência energética na América Latina, criando um espaço para que jovens talentos coloquem suas ideias à prova. Com dois tipos de veículos desenvolvidos – “Protótipos”, veículos ultraleves desenvolvidos para alcançar a máxima eficiência, e “Conceito Urbano”, que reproduz modelos mais próximos dos veículos comerciais –, os projetos podem utilizar três tipos de fonte de energia: combustão interna (gasolina/etanol), baterias elétricas ou hidrogênio.

Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil, disse que  “Ao completar dez anos no Brasil, celebramos muito mais do que os resultados alcançados na pista. Celebramos o poder da parceria, quando conhecimento, prática e colaboração caminham juntos.  Cada equipe que chega à competição traz meses de trabalho, dedicação e vontade de vencer desafios. Apoiar esses talentos é contribuir para o futuro da energia e da inovação.”  Em dez anos, os resultados registrados na Shell Eco-marathon Brasil ajudam a contar uma história de aprendizado contínuo. A cada edição, as equipes voltam à pista com novos projetos, ajustes e soluções desenvolvidas a partir das experiências acumuladas dentro e fora da competição.

A trajetória da Drop Team, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS Erechim), detentora do atual recorde de combustão interna, é um exemplo dessa relação. Criada há dez anos e inspirada pela Shell Eco-marathon, a equipe estabeleceu, em 2023, o recorde nacional da categoria Protótipo – Combustão Interna ao percorrer 716 quilômetros com apenas um litro de combustível, equivalente a uma viagem entre São Paulo e Florianópolis. Dois anos depois, conquistou o penta campeonato e, chega na edição de 2026, como líder do ranking da categoria.

 “O desafio da Shell Eco-marathon motivou muitos alunos que passaram pela equipe, estimulando a busca por novas soluções e inovações que produziram pesquisas, projetos e trabalhos de conclusão para atender às necessidades da equipe e do protótipo veicular de eficiência energética. Toda essa experiência de colocar em prática o que é visto em sala de aula e de se provar frente aos desafios das competições e troca de experiências com outras equipes contribui para uma formação acadêmica, pessoal e profissional diferenciada para os participantes”, afirma .

Os veículos elétricos, categoria que atualmente detém cerca de 70% das equipes inscritas na competição, também passaram a registrar resultados cada vez mais expressivos. Em 2024, a equipe da Universidade Federal de Santa Catarina estabeleceu o recorde brasileiro da categoria Protótipo – Bateria Elétrica, com 381 km/kWh, que permitiria, em uma equivalência de distância, percorrer com apenas 1 kWh todo o trajeto entre o Rio de Janeiro e São José dos Campos (SP).

A competição acompanhou o avanço de novas tecnologias de propulsão. A edição do ano passado marcou o primeiro ano em que os veículos a hidrogênio conquistaram uma posição no pódio: a Eco Octano, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), venceu a categoria Protótipo – Hidrogênio com 132 km/m³. A equipe GCEE, da Unioeste (Foz do Iguaçu), entrou para a história ao se tornar a primeira a completar o percurso brasileiro com um veículo da categoria Conceito Urbano movido a hidrogênio, registrando 61 km/m³.

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